15/09/2017

Combinando

Posted in Por aí tagged , , , às 9:19 am por Paula R.

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Dizem que quanto mais colorido (e menos amarelo) está nosso prato, mais saudável ele é. Será que fazer ton sur ton com a mesa ganha pontos com os nutricionistas? (Juro que não foi de propósito, mas “vai que”…) .

Esta é a única foto de salada no Instagram até agora e foi até outro dia a mais curtida. Para evitar frustrações, achei melhor fazer um stories para avisar que vai que vai ter muito mais foto de doce do que de healthy food por lá. Gosto de transparência. 😉

:. Special thanks à minha amiga Maria Claudia, produtora involuntária desta ambientação.
:. Publicado originalmente no Instagram.

 

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11/09/2017

Saudade de feijão tem nome?

Posted in Receitas de salgados tagged , , , , , , , , , , , às 6:06 pm por Paula R.

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Feijão em conserva da marca dos supermercados Ahorra Más (Madri, ESP)

Coxinha. Pão de queijo. Requeijão. Muçarela. Doce doce-de-verdade. Mandioca. Pão francês. Suco de fruta natural. Manga. Banana. Pizza boa. Enfim, neste tempo que tenho vivido na Espanha, a listinha de comidas que dão saudade sempre cresce, mas talvez, do dia a dia mesmo, o que eu mais sinta falta seja o feijão.

Não que não exista feijão aqui para comprar – não há o carioquinha nem o preto que estamos acostumados, por exemplo. O que é meio raro encontrar nas casas é panela de pressão; elas são caras e as pessoas não têm o hábito de usá-las, pois muita coisa já se compra cozida. Uma coisa leva a outra e o resultado é que acabo fazendo mais vezes lentilha para acompanhar meu arroz – o que é uma delícia, mas não é feijão.

Muitos grãos e legumes são vendidos já cozidos em vidros por aqui – feijão, lentilha, grão de bico, feijão branco, repolho e até beterraba -, mas confesso que acho meio esquisito. Sempre dou preferência para os itens frescos, mas às vezes me rendo à “alubia canela” um tipo de feijão que acho que se aproxima mais aos nossos.

Cubanos, sul-americanos e africanos

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Prato “ropa vieja” do restaurante cubano La Negra Tomasa (Calle de Cádiz, 9, Centro – Madri). O lugar é super turístico, mas o tempero é de vó. 🙂

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Feijoada do Ares Brasil, restaurante brasileiro em Tetuán (Calle de Fereluz, 2 – Madri). A feijoada costuma ser aos finais de semana, mas melhor ligar para reservar.

Foi há pouco mais de 5 anos que descobri que nosso hábito de comer arroz e feijão vem da África. Estava numa Festa do Imigrante, em São Paulo, quando me deparei com um menu angolano de arroz, feijão, picadinho de carne e banana da terra frita e, “plim”, caiu minha ficha!

Como aqui em Madri só conheço um restaurante brasileiro (e que agora está longe de casa), quando a saudade aperta – principalmente de feijão preto -, recorro aos restaurantes cubanos, sul-americanos e africanos que encontro por aí. Os pratos vêm com arroz, carne desfiada, banana, salada… Há neles um certo ar de parcial universalidade, de identificação mesmo, como um elo com certas origens que nada têm a ver com este Velho Mundo. É bom.

Como salvar um feijão em conserva

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Feijão com carne moída virando chili beans.

Para tirar aquele gosto de “comida de bunker de guerra”, seguem algumas dicas para quem quer se arriscar nos feijões prontos:

– Escorrer e lavar os grãos já cozidos.
– Reservar um punhado e adicionar o restante a um refogado de alho, cebola e azeite na panela. Se gostar de bacon, refogar um pouco picadinho, junto com os ingredientes.
– Cobrir com o dobro de água, colocar no fogo médio e adicionar os temperos que está acostumado (sal, pimenta do reino, louro etc.).
– Amassar os grãos reservados e acrescentar à panela. Mexer esporadicamente e deixar abrir fervura para engrossar o caldo e fixar os temperos.

> Para quem tem panela de pressão, a receita de feijão está aqui.
> Com feijão cozido dá para fazer chili!

*** Dedicado a todos meus amigos brasileiros, que estão por perto nesta loucura que é  viver longe de casa.

Fotos: Paula R./ Órfã da Ofélia

Felicidade em dobro

Posted in Receitas de doces tagged , , , , , , às 3:24 pm por Paula R.

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Alguém mais aqui é apaixonado por brigadeiro? Outro dia fui num aniversário em que usaram forminhas de camafeu para servir os brigadeiros e não consigo ver motivos pra eles não virem sempre assim!

“Gracias totales” à Marina GC, autora do brigadeiro, e à aniversariante Carol R., que proporcionaram esta belezinha. Quando se passa um tempo fora do Brasil, estes momentos são sempre especiais.

> Para quem quiser fugir um pouco da receita tradicional, pode testar a receita brigadeiro de café aqui do blog.

:. Publicado originalmente no Instagram.

09/09/2017

Tinto de verano

Posted in Bares/Restaurantes, Bebidas tagged , , , , , , às 9:07 am por Paula R.

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Minha bebida favorita do verão espanhol, o “tinto de verano”, é feito com vinho, água com gás e limão (ou “gaseosa”, algo na linha da nossa H2OH!). Vende em todos os lugares – até em garrafa pet! -, mas os melhores são preparados na hora. 🍷

Esta foto foi publicada no Instagram como #tbt, a hashtag que libera fotos antigas às quinta-feiras. O registro é do drink que fechou a minha estação no ano passado, no bar “El Mirador” que só abre na primavera e verão e tem a melhor vista de Madri, no Parque Cerro de Tío Pio.

Bar El Mirador
Parque del Cerro del Tío Pío,
Calle Ramón Pérez de Ayala, s/n, Madrid

:. Veja o post original no Instagram.

Churros sem fritura

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , às 8:55 am por Paula R.

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Este bolo de churros estava na minha lista de desejos para quando chegassem minhas férias! Ainda bem que em certos dias a felicidade tem preço.

> Bolo de churros Mix Cake (R$ 65), serve 30 pessoas. Apenas por encomenda, para Araras (SP) e região.
☎️ (19) 98937-0585
FB: /mixcake

:. Publicado originalmente no Instagram.

Nutellamor

Posted in Por aí tagged , , , às 8:48 am por Paula R.

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Como resistir à tanta educação?

:. Publicado originalmente em http://www.instagram.com/orfadaofelia.

Lettering

Posted in Por aí tagged , , , , às 8:39 am por Paula R.

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Recadinho que deixei na cozinha de um casal de amigos. Porque, além de comer, eu adoro paredes-lousa.

:. Publicado originalmente em http://www.instagram.com/orfadaofelia.

27/08/2017

Café espanhol: tostada com tomate

Posted in Receitas de salgados tagged , , , , às 9:33 am por Paula R.

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Café da manhã de hoje. (Foto escura, pois o sol deu uma trégua)

:. Fácil (facílimo, na verdade)

Ingredientes:
Baguete, bengala ou barra (na Espanha)
Tomate (1 tomate grande por pessoa)
Azeite
Sal

Modo de preparo:
– Pré-aqueça o forno, corte o pão em pedaços de um palmo aproximadamente e, em seguida, ao longo do comprimento. Leve ao forno para uma leve tostada, deixando crocante por fora e macio por dentro.
– Corte uma tampinha de um dos lados do tomate e rale no furo grosso do ralador. No final, só sobrará a casca na mão (É possível bater no liquidificador, mas eu prefiro ralado).
– Para servir: coloque um fio de azeite sobre o pão quentinho, unte com o tomate ralado e finalize salpicando sal a gosto. Sim, combina com café com leite!

Historinha…
Quando me mudei para Madri, sentia uma falta imensa do café da manhã brasileiro. Não tinha pão francês, pão de queijo, nem requeijão ou pão na chapa. O que eles costumavam comer de manhã eram churros com chocolate quente (um dia posto sobre isso) e tostada com tomate e café com leite, que eu torcia o nariz sem entender como uma coisa poderia combinar com a outra. Até o dia em que uma amiga me convidou para tomar café no centro, da maneira espanhola, e eu saí do apaixonada. Tostada com tomate é leve, saudável, alimenta e é facinho de fazer! Também tem a versão de pão tostado com manteiga e geleia por cima.

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25/08/2017

@orfadaofelia no Insta!

Posted in Por aí tagged , , às 2:08 pm por Paula R.

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O Órfã da Ofélia nasceu láááá em 2008, quando tudo era quase mato nesta tal de internet (ok, um pouco depois disso) e as mídias sociais ainda engatinhavam. Decidi criar um blog sobre comida, depois de ter escrito em uns outros quatro ou cinco, pois estava num momento estressante profissionalmente e queria poder escrever sobre o que quisesse, na hora que quisesse, do jeito que quisesse.

Escolhi falar de comida, pois queria um tema que sempre faria parte da minha vida, sem ser moda ou empolgação. A ideia inicial era ser meu caderno de receitas virtual – e o uso para isso até hoje -, mas também acabei falando de dicas de restaurantes, avaliação de produtos, entre outros.

Eu não tinha celular com câmera até (quase) outro dia,  às vezes o tempo era escasso para escrever e, assim, o Órfã foi ficando meio abandonado, posts homeopáticos, quase bimestrais. Não deixei de cozinhar, nem de comer ou ficar animada para conhecer um restaurante novo, mas a vida tem dessas coisas.

Assim, como também não deixei de lado o hábito de tirar foto de comida, dia desses me peguei pensando se não deveria fazer um perfil no Instagram para compartilhar minhas descobertas por aí. Não prometo nada, periodicidade ou longevidade, mas aqui vou eu para mais um capítulo do Órfã. E quem sabe não volte até a escrever de vez em quando?

> Para quem quiser seguir: @orfadaofelia.

23/10/2016

Matando a saudade

Posted in Por aí, Uncategorized tagged , , , , , , , , às 9:19 am por Paula R.

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Nos últimos anos, não foi fácil manter a frequência de posts por aqui. Aquela história de que a vida dá voltas etcetera e tal. Mas não vim dar desculpas, nem fazer promessas que não vou cumprir, portanto, vamos aproveitar o momento. E o momento é de que bateu uma saudade de escrever no Órfã e compartilhar um pouquinho da minha relação com a comida.

Muita gente não sabe, mas estou morando na Espanha há um tempinho – mil coisas para contar, fotos de comidas registradas, comidinhas preferidas, mas, para esse retorno, escolhi falar justamente daquilo que faz falta quando se está longe de casa.

Tenho um grupo de amigos brasileiros aqui em Madri e tentamos nos encontrar sempre que dá. Incrível como faz bem estar perto de gente da terrinha! Dia desses, num feriado de outubro que também é feriado no Brasil, resolvemos fazer um “almoço brasileiro” para aquecer o estômago numa tarde de chuva.

O esquema foi colaborativo; cardápio decidido no grupo do Whatsapp, cozinheiros voluntários e receitas com e sem carne, para agradar todo mundo. Teve:

arroz (tem que comprar o arroz largo, porque o redondo é para paella e risotos e fica uma papa só. Descobri empiricamente.)
feijão (grande, avermelhado e de lata, mas que cumpriu bem o papel para aplacar o banzo)
farofa (com receita goiana)
linguiças (chistorra e chorizo para fazer as vezes da toscana)
couve e acelga refogadas
mandioca frita (que aqui se chama yuka e demorou um tanto para ficar pronta no fogão de vitrocerâmica)
moqueca vegetariana (na panela de barro vinda do Brasil!)
brigadeiro
pé de moleque

A couve e o docinho junino ficaram por minha conta.

A saga da couve

couve

Engraçado como ingredientes tão comuns no Brasil exigem um certo trabalho de detetive para serem encontrados. Assim aconteceu com a couve. O primeiro desafio foi descobrir como ela se chamava em espanhol, uma vez que a couve idêntica a que temos eu nunca encontrei. Chegamos à conclusão de que o que há de mais perto da nossa é a berza, que tem o gosto e textura bem parecidos, porém com uma diferença marcante no visual: ela é toda crespa.

Não é algo que se encontra nos supermercados comuns e comprei a minha no “Mercado de las Maravillas”, no bairro de Tetuán, por indicação de uma amiga. Encontrei um único exemplar no mercado inteiro e, como o almoço seria para 15 pessoas, também levei um maço de acelga para complementar.

São João fora de época

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Para fazer o pé de moleque, encontrei o amendoim cru no mesmo mercado nas lojas de produtos latinos. O meu vinha do Peru e era um pouco maior (e sem pele) do que os brasileiros tradicionais para cozinhar. O leite condensado já se encontra nos supermercados regulares e precisei dele, pois a receita que fiz, na verdade, é de pé de moça – um clássico na minha família. Para lembrar de todos os detalhes, falei com minha tia, dona da receita original, e deu tudo certo. Quem quiser se aventurar, o modo de preparo está aqui, num passado remoto do Órfã.

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No fim das contas, foi um dia de mão na massa, boas risadas, comilança desenfreada e brasileirada feliz – os espanhóis que participaram do almoço também parecem ter aprovado o menu. Talvez só tenha faltado uma caipirinha pra fechar com chave de ouro. E uma coxinha, um pão de queijo, suco de fruta natural, queijo minas, doce de leite, quindim, banana…

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