28/02/2011

Descoberta!

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 11:59 pm por Paula R.

Adoro geleias (apesar de sentir falta do acento). São boas com bolacha, torrada, pães, queijos, iogurtes naturais e até frios e alguns tipo de carne. Das caseiras, especialidades da minha família, as favoritas são as de pitanga, jabuticaba e, é claro, de morango, que preciso aprender a fazer cedo ou tarde com meu pai ou minha vó.

Mas marcas industrializadas também têm seus destaques. Há a Geleia dos Monges, que já falei por aqui, a francesa St. Dalfour, que tem sabores menos comuns como mirtilo silvestre e cassis, e a Queensberry, que é feita na Suécia com frutas de vários lugares do mundo.

Resumindo, geleia boa não é difícil de achar. Agora, geleia diet boa eu considerava algo impossível. Eram sempre sem graça, sem sabor, com aquele aspecto pálido que já dava desânimo só de pensar. Mas isso foi até minha última compra, quando arrisquei testar a diet de frutas vermelhas da Queensberry.

Não, não é parecida com uma geleia tradicional, feita com açúcar. Mas nem é isso que quem está fazendo dieta ou tem algum tipo de intolerância está buscando. A gente só queria uma geleia diet/light gostosa. E eu acabei de descobrir! Já testei com torradas, bolachas e lombo canadense e não vejo a hora de comer com iogurte natural.

(Foto: reprodução daqui)

24/02/2011

Em busca de um pub

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 7:23 pm por Paula R.


Pint de Pilsner Urquell por 2 euros. Saudade!

Pubs são lugares que muito me agradam. Eles são sinônimos de futebol (e rugby), rock’n roll e cerveja, permeados com uma (pouca) iluminação charmosa e conversas em idiomas de vários cantos. Seria meu paraíso, não fosse o preço: das cervejas, que, por serem importadas, parecem custar seu peso em ouro, e das entradas.

Tenho a impressão de que, no Brasil, o pub ganhou um certo status elitista que foge um pouco aos princípios em que ele foi criado lá fora: um lugar pra encontrar amigos, beber uma boa cerveja e ver um joguinho. Algo básico, de fim de dia, sabe? Não tendo que desembolsar os tubos por algumas horas de diversão.

As melhores cervejas que tomei na vida foram em Praga e cada caneca de meio litro custava entre 1 e 2 euros! E todo bar era pub. Sem frescura. Tinha até um com pista de boliche no fundo e um homem comendo uma cenoura crua enquanto jogava num caça-níquel, mas isso já é outra história.

Por aqui

Reclamações à parte, São Paulo conta com alguns exemplares desse tipo de estabelecimento e o Guia da Folha indicou ontem 21 deles. Destes, fui em apenas quatro:

O’Malleys: foi o que frequentei mais vezes, pois tinha um preço mais acessível e bandas boas em determinados dias da semana. Foi lá também que levei uma amiga para paquerar (e sair da fossa), mas os frequentadores não tiravam os olhos da TV: era a final do mundial de rugby entre Inglaterra e Irlanda. Ou seja…

Paddy’s Pub: fui apenas uma vez, pois fica muito longe de casa. Infelizmente. Na ocasião, estava rolando uma Pin up’s Party, com uma banda rockabilly e uma pista cheia de casais vestidos a caráter e dançando de fazer inveja. Eu, como sou um zero à esquerda, fiquei na mesa de sinuca.

The blue pub: fui umas duas vezes, pois era perto do trabalho, mas não me encantou muito. Achei que faltou um “Q” no ambiente. Li algo sobre reforma na casa e a abertura de novas salas. Posso voltar pra conferir.

The Wall Cafe: nunca tinha pensado no The Wall como um pub e sim mais para casa de shows. De qualquer maneira, não dei sorte com as bandas que vi lá e o chopp que eles servem à vontade até um certo horário foi o pior que já tomei. Melhor pagar mais pra tomar uma cerveja que goste.

> Acho que preciso aumentar essa lista! A seleção completa está aqui.


Pin up’s Party no Paddy’s Pub na Vila Guilherme, ZN.

(Fotos: Paula R.)

22/02/2011

Brincando com a comida

Posted in Por aí tagged , , , , , às 7:38 pm por Paula R.


Eu quero esse do “Onde vivem os monstros”!

Você sabe o que são bentôs? Eles são nada mais, nada menos que as marmitas japonesas, muito usadas como refeição no dia a dia do país do sol nascente – que não vive de rodízio de sushi, como a gente pode pensar. Mas, enquanto as mães por aqui dizem que a criançada não pode brincar com a comida, as de lá parecem incentivar o contrário.

Muitas preparam bentôs super elaborados, com sanduíches ou refeições, com a reprodução de personagens e desenhos favoritos dos filhos. Não sei se é prático de comer, nem se é muito interessante para o paladar, mas imagino que deva conquistar as crianças – “É bonito? É colorido? Então, eu quero!”

Os bentôs desse post são de uma japonesa chamada Anna, que mudou para os Estados Unidos há 17 anos. Lá, fez escola de arte, trabalhou com a tradução de filmes, mangás e animes, e acabou se dedicando à criação dessas marmitas charmosas.

No site “Anna the red’s bento factory”, há uma galeria de fotos para inspiração. Acho muito fofos, mas não sei se teria a dedicação para confeccionar todos esses detalhes. Enquanto isso, pelo menos o ovo cozido em forma da coração dá pra fazer, não?

> Visite: http://www.annathered.com/

> O passo a passo completo do ovo está aqui.

(Fotos: do site da Anna e montagem do Mkt na Cozinha)

21/02/2011

Minha história com a pitaya

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 6:13 pm por Paula R.

Muitos eram os mistérios que rondavam a pitaya. Há alguns anos, tinha visto uns exemplares no Mercado Municipal de São Paulo e ficara encantada. A aparência exuberante lembra uma alcachofra “demoníaca” e, por dentro, há uma grande polpa branca com sementinhas pretas parecidas com as do kiwi, circundada por um fio cor de rosa fluorescente.

Tem como uma fruta dessas, que também é conhecida como dragon fruit (fruta do dragão), não despertar o interesse? O preço alto sempre me manteve distante da iguaria, mas, semana passada, vi que até este se popularizou: comprei um exemplar por R$ 2,50 na feira perto de casa. O rapaz da banca disse que estava pronta para comer e eu acreditei.

Lembro de já ter experimentado um pedacinho em um restaurante da Liberdade, mas nada do sabor tinha ficado em minha memória. Acabei viajando no final de semana e demorei um pouco para prová-la, mas decidi que de hoje não passaria, pois a fruta começava a perder o viço. Não sabia exatamente como se descascava, por isso, optei por cortar pela metade e, então, puxei a casca com a faca, que se soltou sozinha.

Piquei a polpa branca e passei uma rodada de degustação para os colegas de trabalho. Todos, sem exceção, reprovaram o sabor, uma mistura de melão e água de coco – nem tão doce, nem tão salgado – com consistência de kiwi. Uma decepção, infelizmente. A solução apresentada por alguns foi a de que talvez funcionasse com cachaça e açúcar, mas, aí, quase tudo, né?

Resta a dúvida: todas as pitayas são assim ou fui eu quem não soube escolher? Talvez dê uma segunda chance um dia. O tempo dirá… A fruta do dragão seria uma metáfora para a ditadura da beleza e suas futilidades, no melhor estilo “por fora, bela viola…”, não fossem suas propriedades saudáveis (e baixas calorias). É repleta de antioxidantes e seus nutrientes parecem fazer bem para o coração, estômago e rins.

> Na Wikipédia: Pitaia (ou pitaya) é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactáceas, principalmente dos gêneros Hylocereus e Selenicereus. São nativas da América Latina, mas também são encontradas na Tailândia, Vietnã, Malásia, China, Japão, Israel e Austrália. Leia mais.

> Receita de caipirinha (do barman do Veloso)

(Fotos: autores diversos/stock.xchng)

16/02/2011

Diário gastronômico

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , , , , às 9:25 pm por Paula R.


É uma vergonha não ter escrito sobre a HQ Gourmet até hoje, sendo que a ganhei de presente no Natal de 2009! Li somente metade das histórias na época – não sei por que –  e retomei apenas agora.

O gibi é dividido em 18 capítulos e cada um conta as experiências gastronômicas solitárias vividas pelo personagem principal em restaurantes do Japão. Não há nenhuma ação (nem samurais ou personagens de cosplay), como se costuma ver em mangás, mas sim a descrição detalhada dos pratos, restaurantes, bares e barraquinhas, a impressão que causam e as lembranças que remontam.

Como estou numa fase de descobrir novos sabores da culinária oriental, o volume se tornou obrigatório (e questão de honra). Vale ressaltar que a leitura dá fome – e o pior é que não sei se consigo encontrar tudo aquilo por aqui!

Gourmet foi escrito e desenhados pelo japoneses Jiro Taniguchi e Masayuki Qusumi respectivamente. A versão brasileira foi lançada pela Conrad.

14/02/2011

Domingo é dia de feira

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , , às 11:43 pm por Paula R.

Parece estranho, mas adoro acordar aos domingos e pensar que é dia de feira no meu bairro – aliás, a um quarteirão do meu prédio. Exceto quando chove, a feira estar ali tão pertinho costuma animar as manhãs do último-primeiro dia da semana. Feira também era sinônimo de pastel na barraca da esquina, mas, nos últimos meses, como vocês podem imaginar, o hábito tem se mantido como lembrança.

Ecobags nas mãos e dinheiro trocado nos bolsos, nesse domingo rumei para o aglomerado de barraquinhas (acho que) pela primeira vez no ano. Assim como o pastel, fez falta o rapaz dos tomates que improvisa sempre uma música diferente para vender seus produtos. Será que fiquei tanto tempo sem aparecer que ele não trabalha mais por essas bandas? Sua voz bem postada e levemente melancólica já faziam parte do burburinho domingueiro.

Três barracas de bananas há tempos brigam pelos fregueses e vence a que marca o preço R$ 1 mais barato; dessa vez, fiquei com uma penca de banana maçã, aquela que minha mãe costumava comprar quando estava meio adoentada e precisando de mimos. Ovos e batatas escolhidos pela cara e pelo valor, com os vendedores de sempre.

Lembrando da dieta, mais frutas gostosas para comer no meio das tardes de trabalho – até arrisquei uma pitaya que o moço jurou já estar madura. O preço de R$ 2,50 a unidade, quase a metade do encontrado na Liberdade, foi um incentivo a mais. Só provei a fruta, que mais parece uma alcachofra demoníaca (e linda!), num restaurante por quilo e não faço a menor ideia de como é descascá-la. Que seja o que deus quiser!

Passei ainda pela barraca dos pacotinhos a R$ 1, que costuma ser parada obrigatória. Mil opções de cores, texturas e sabores. Mandioquinha, cenoura, couve-flor… Tomara que lembre de fazer tudo isso durante a semana para não estragar.

Talvez inspirada pelo bar japonês em que passei a noite de sábado, depois da pitaya, coloquei na sacola uma bandejinha de shimeji. Enquanto aguardava o troco, uma japonesa se aproximou e me perguntou como eu preparava aquilo. Acho que ela também estava insegura, mas não pensei duas vezes: “Pra falar a verdade, também não sei. Sei que vai manteiga… Mas deve ter receita na internet, né?”.  Falei bem decidida, mas não cheguei a convencer a moça a se aventurar com os cogumelos.

Voltei pra casa com a sensação de dever cumprido. Com sacolas cheias e a promessa de receitas (e histórias) para o resto da semana.

(Fotos: do stock.xchng)

13/02/2011

Festa nº 2

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 1:04 am por Paula R.


O aniversário com os amigos de São Paulo aconteceu no Canto Madalena no final de semana passado. Depois de comemorar por 4 anos no Geni, estava um pouco receosa com a possibilidade de fazer num novo lugar e num novo horário: o almoço. A @elainepatty, que também celebra comigo, que recomendou o lugar e o fator decisivo foram os comentários sobre a feijoada do local.

E lá fomos nós! O lugar é bem charmoso, com decoração inspirada em elementos brasileiros, toalhas de chita, quadros de santos, azulejos artesanais coloridos. Há bastante mesas e nossas reservas foram montadas no primeiro ambiente, que tinha vista para a rua; logo à frente há uma árvore e banquinhos, o que facilita a vida dos fumantes.

A reserva só podia ser garantida das 12h30 às 14h, por isso marcamos cedo com o pessoal. Por conta do calor e do vai-vem que a gente fica em dia de aniversário, tentando colocar o papo em dia com todo mundo, acabei sentando para comer somente às 17h30. Afinal, não podia ir embora sem provar a especialidade da casa.

A feijoada completa vem em cumbucas e a pequena, que serve duas pessoas, sai por R$ 34. É preparada pela sogra de uma das donas e, realmente, é bem saborosa – talvez até a melhor feijoada que comi em São Paulo. Um dos pontos fortes, para mim, é o fato de todos os ingredientes estarem misturados, como eu acho que uma feijoada deve ser, e não separados em panelas por “categoria” (costelinha, paio, carne seca…).

De acompanhamentos vêm o arroz branco, farofa, costelinha, torresmo, couve refogada e banana à milanesa – que eu trocaria por laranja em pedaços. Adoro laranja com feijão preto! Os petiscos de entrada também foram elogiados e eu experimentei uma pouco da tábua de frios e alguns bolinhos bem bons.

Infelizmente, não é servida cerveja de garrafa, somente chopp. Mas o que incomodou um pouquinho foi o atendimento dos garçons, que, além de não serem muito atenciosos, estavam confusos e demorados. Tomara que da próxima vez seja diferente, pois não pretendo demorar para voltar.

Serviço:
Canto Madalena
Rua Medeiros de Albuquerque, 471
Vila Madalena – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3813-6814
http://www.cantomadalena.com.br/

(Fotos: Paula R.)

10/02/2011

Comida no museu

Posted in Bebidas tagged , , , , , , às 10:34 pm por Paula R.

Sempre me interessei por embalagens e rótulos, no supermercado, na TV… Gosto de acompanhar a evolução de um determinado produto – algo de designer mora nesse corpo de jornalista? Por isso, fiquei interessada na nova exposição do Instituto Tommie Othake, que reúne rótulos de cachaça produzidos entre as décadas de 1950 e 1960. Muitas delas devo ter visto nas próprias garrafas no Museu que visitei em Lagoa do Carro (PE), como a do Pelé.

No instituto, também entrou em cartaz a mostra que reúne cartazes criados pela “Companhia de Annuncios em Bonds”, dos anos 1940 aos 1970. Seguindo mais ou menos a mesma linha, o Museu Paulista traz a Mostra: Papel de Bala, que reúne embalagens de balas, chicletes e doces, como as balas Chita.

> Mais na Folha e no Órfã

(Img: reprodução da Folha)

08/02/2011

Latinhas catalogadas

Posted in Bebidas tagged , , às 11:33 pm por Paula R.


Quando fotografei algumas latinhas antigas na época da Copa, até tinha me animado a fazer um registro digital de toda minha coleção – que ainda mora na casa dos meus pais –, mas acabei adiando o projeto diante da mão de obra.

E hoje esbarrei com o Soda Can Library que reuniu algumas milhares de latinhas de refrigerante de diversos países, de 1938 à década de 80. Quem sabe um dia não deixo a preguiça de lado e faço uma versão nacional?

> Veja o post da Copa aqui

(Fotos: reprodução parcial do Marketing na Cozinha)

07/02/2011

210 Diner

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 2:52 pm por Paula R.

Os lanches podem ser “Ao ponto” ou “Bem passado” (e vêm com plaquinha).

Resolução da semana: colocar meus posts em dia! Ando tão atrasada com as resenhas de restaurantes, que fico querendo atropelar os temas cronologicamente e isso eu me prometi não fazer. Portanto, olhando para trás, hoje é dia de falar do 210 Diner.

Não tinha muita consciência do que era exatamente um restaurante tipo “diner” até ler o post Um diner para chamar de meu no “Alho, Passas & Maçãs”, um blog que ainda vou falar com mais calma por aqui. O lugar é um mix de lanchonete-restaurante-bar e serve comida típica americana – com certeza, você já viu algum no cinema.

O ambiente é bacana, clean, as pessoas falam baixo, a música que sai das caixas de som é rock’n roll. No cardápio: costelinhas, omeletes, milk shakes, cheese cakes  e, é claro, hambúrgueres. Para esse desbravamento, convidamos um amigo, o Victor, que compartilha do gosto (e da busca) pelo bem-comer. Acabamos escolhendo sanduíches para inaugurar.

O meu foi o piggie burguer (clássico american char broil burger coberto com costelinha de porco desfiada com molho barbecue) e adicional de queijo ementhal, que vinha acompanhado de alface e tomate e fritas. Tudo estava muito gostoso, carne saborosa, mostarda e catchup de primeira na mesa. Porém, tenho que dizer que foi o hambúrguer mais caro que comi na vida (R$ 32), mesmo não sendo o mais gostoso. Também foi pedido o french burguer, recheado com foie gras e trufas negras (R$ 48), e o philli steak, de rib eye picado, cebola frita, cogumelos e queijo ementhal (R$ 31).

Mas isso não vai me impedir de voltar. A noite foi bem agradável e ainda pretendo provar outros itens promissores do menu, como as costelinhas e o macarrão com queijo ou camarão.

Serviço:
210 Diner
Rua Pará, 210
Higienópolis – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3661-1219
http://www.210diner.com.br/

(Fotos: Paula R./ Victor F./ reprodução do site da casa)

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