08/05/2011

Dono da coroa

Posted in Por aí tagged , , , , , , às 9:42 am por Paula R.


“Med noma ønsker vi at tilbyde et personligt, nordisk gourmetkøkken, hvor typiske tilberedningsmetoder, nordiske råvarer og vores fælles madkulturelle arvegods, udsættes for en innovativ gastronomisk tankegang.” Caso não tenha entendido, saiba que é assim que se descreve em sua língua natal o restaurante Noma, eleito o melhor do mundo há algumas semanas.

Receber o título de melhor qualquer coisa é uma grande responsabilidade. Acredito que a alcunha por si só gere nas pessoas a pergunta imeditada: “Será?”. Esse tipo de troféu também levanta o pessoal do contra, que está sempre pronto para listar um sem número de defeitos que o laureado tem e que seu restaurante preferido não.

Apesar disso, nesse caso, acho difícil conhecer alguém que tenha visitado o Noma. Ele não fica na aclamada Paris, na consagrada Toscana ou na badalada Nova York. O Noma fica na tão tão distante Dinamarca, até então, longe dos holofotes do circuito gastronômico.

A casa ganhou, pela segunda vez, o prêmio do S. Pellegrino World’s 50 Best, o ranking badalado no meio – que eu, confesso, não conhecia – promovido pela revista inglesa “Restaurant”; o brasileiro DOM, do Alex Atala, ficou em sétimo. Instalado no prédio de um armazém do século XVIII, no cais do Porto de Copenhague, o Noma consiste em doze mesas (40 lugares) dispostas num ambiente rústico, com vista para o canal de Nyhavn.

A comida

O chef René Redzepi, de 33 anos, se dedica à criação de pratos com ingredientes da região, como banha de porco, leite de cabra, algas, frutos do mar e folhas de azedinha (trevos?). Ele busca resgatar tradições – comidas de viking! –, prioriza itens orgânicos, muitos deles colhidos no dia pela própria equipe. Os únicos produtos que não são dinamarqueses são os vinhos, café e chocolate.

Alguns exemplos de pratos que encontrei em matérias por aí são: bolinhos de massa de panqueca recheados com peixinhos finlandeses, carne de veado com picles de beterraba, ovos de papagaios do mar da Islândia, ostra servida com água do mar e algas, filé mignon cru coberto por folhas de azedinha e aipo assado na manteiga de leite de cabra com trufas negras da ilha de Gotland (SUE). Um dos mais excêntricos talvez sejam os camarões vivos que são passados no molho de manteiga pelo próprio cliente, que o matam na mordida. Esse eu não encarava.

Não há luxo ou talheres de prata no Noma, as entradas são comidas com as mãos, mas o pratos têm uma apresentação elaborada. A comida só é servida em menus de sete ou 12 etapas, que custam R$ 340 ou R$ 430, respectivamente.  Se tiver interesse, ligue agora. A lista de espera da reserva é de três meses.


> Ele também têm um livro de receitas do restaurante. Encomendas aqui.

Algumas matérias sobre a experiência de comer no Noma:

> Melhor restaurante do mundo, Noma, na Dinamarca, tem excentricidades
> A cozinha de Rene Redzepi, do Noma
> Noma prato a prato
> A comida me mordeu. Mordi de volta

(Fotos: clique em cima para saber de onde vieram)

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1 Comentário »

  1. CaLi said,

    Nuuuu…acho q eu tb não encarava, mas confesso q o filé eu fiquei c água na boca…mas acho q não vai ser nessa vida q eu vou comer lá…putz!!!


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