31/01/2012

Xis!

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , às 1:54 pm por Paula R.

Nos anos 80, os bolos de aniversário eram feitos em casa ou por uma boleira do bairro, quando se queria alguma decoração especial. Tive bolo em forma de palhaço, coração e até guarda-chuva. E, esse ano, a festinha dos aniversariantes de janeiro no trabalho teve um pouco desse clima.

Um dos meus companheiros de comemoração recomendou uma quituteira da sua vizinhança, que produz, dentre outros, bolos decorados com foto. Foi uma farra tirar as fotos e escolher o melhor registro. E foi assim que, depois dos 30, tive meu primeiro da categoria. Kitsch e divertido.

O sabor também teve um gostinho de infância: massa branca, recheios de abacaxi e doce de leite e cobertura de marshmallow. Estava bem leve e os preços acessíveis, R$ 16 o quilo mais R$ 10 da foto comestível.

Serviço:
Mônica – Bolos, Doces e Salgados
Vila Progresso – São Paulo (SP)
Tels.: (11) 2051-8996/ 9199-3284
Entregas a combinar.

(Foto: Karina Fortete)

23/01/2012

Listinha da Liberdade

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 3:53 pm por Paula R.

Desde pequena tenho certo fascínio pelas coisas que vêm do outro lado do mundo. Meu pai morou uma parte da infância em Pedro de Toledo, cidade da região da Serra do Mar, com muitos representantes da comunidade nipônica. A convivência deixou muitas lembranças de pratos japoneses, músicas, algumas palavras, histórias que me foram contadas quando pequena e aguçavam minha imaginação.

Isso fez com que sempre tivesse curiosidade pela cultura oriental. Ao mudar para São Paulo, foi o paraíso! Num primeiro momento, caí nos encantos dos rodízios e depois passei a procurar por restaurantes mais tradicionais, com as raízes da culinária original. E não precisa ser apenas do Japão; estou aberta a coreanos, chineses, tailandeses…

Como não podia deixar de ser, me tornei habitué da Liberdade, seja para passear, comer, comprar presentes, esmaltes na Ikezaki ou quitutes, muitos quitutes. E é sobre isso este post. Sempre que visito o bairro acabo levando alguma coisa para casa. No começo, também não aguentava não tomar um Melona, mas, como o sorvete está até na vendinha do português perto de casa, já posso comprar qualquer dia.

Passeio pelos mercadinhos, entro e saio de lojas para ver o que me chama a atenção e se resolvo arriscar algo que nunca provei, mesmo sem entender muito o que diz a embalagem. Além das novidades, tenho uma listinha de itens básicos, que compro praticamente toda vez.

O que não pode faltar

Adoro os cogumelos (shimeji e shitake), as bandejinhas de guiozas para fritar em casa, o suco de uva com gominhos da Haitai – já compro de caixa! –, os biscotos sembei, que recentemente adotei a versão pequena, o salgadinho Tako Chips sabor polvo…

Minha última descoberta foram os biscoitinhos Koalas March, da Lotte, que ganhei de presente de uma amiga e devem se tornar compra obrigatória. Eles são em formato de coala, do tamanho de um bocado, e são recheados com chocolate. Abri e comi numa sentada. Um perigo!

Outro item recorrente que nunca registrei aqui é o salgadinho Onion Flavored Rings, que tem realmente gosto de cebola, e é produzido pela Nong Shim (a mesma do Tako Chips). Detalhe curioso: tanto a fabricante do Melona, como a Haitai, a Lotte e a Nongshim são sul-coreanas. Para fechar, tem ainda as balas de café Black Coffee Candy, da japonesa Kasugai, que caem muito bem depois das refeições.

(Fotos daqui, daqui e daqui)

20/01/2012

Hambúrguer de soja

Posted in Aprovados (ou não), Bares/Restaurantes tagged , , , , às 9:13 am por Paula R.


Já comi “carne” de soja em alguns restaurantes e, na maioria das vezes, não gostei . A textura é estranha e o gosto um pouco enjoativo – mas funciona bem na lasanha a bolonhesa que meu cunhado faz. Apesar de estar comendo cada vez menos carne vermelha, nunca tinha me arriscado no hambúrguer de soja e resolvi experimentar recentemente, inspirada pela visita da minha prima que se hopedou em casa, a mais nova vegetariana da família.

A primeira experiência foi na Lanchonete da Cidade. Tinha ido lá apenas uma vez, logo que mudei para São Paulo, mas acabei não voltando por achar muito caro e não ser necessariamente melhor que outras com preços mais acessíveis. Pedimos um lanche chamado Quitandinha, descrito como: mix de cogumelos, mussarela de búfala e rúcula.

Estava gostoso, mas o que me decepcionou foi que imaginei cogumelos inteiros salteados na manteiga ou no shoyu e, na verdade, era um hambúrguer de soja com pedacinhos de cogumelos dentro. O preço de R$ 34 continuo achando “fora da curva” – dá para comer bem melhor por menos. Mas valeu a pena ter experimentado, pois saí bem alimentada e leve , só não sei se peço de novo.

Como não sei preparar nenhum prato vegetariano, também comprei pela primeira vez uma caixinha de hambúrguer de soja da Sadia (R$ 14,50 com 6 unidades). E não é que o produto me surpreendeu? É um pouco mais difícil de grelhar que o tradicional, pois precisa de um pouco de azeite ou óleo para não despedaçar, mas achei o sabor muito bom. Com os condimentos e a salada, fiquei bem satisfeita com o resultado e sem nenhum pensamento do tipo ” podia ter comido o de carne”.

Serviço:
Lanchonete da Cidade*
Al. Tietê, 110 – Jardim Paulista
(11) 3086-3399
www.lanchonetedacidade.com.br
* Há também unidades em Moema, Higienópolis e Morumbi.

(Foto: reprodução do site da marca e Paula R.)

15/01/2012

Gopala Hari – O retorno

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 11:08 am por Paula R.

Semana passada, hospedei em casa uma prima de 15 anos e uma tia-avó de 84. Foi uma experiência bacana conviver com duas gerações tão distintas, conhecê-las melhor, mostrar um pouco de como é minha vida no dia a dia, tentar programar passeios interessantes e, é claro, há sempre uma preocupação extra com o que comer.

Como minha prima se tornou vegetariana há seis meses, minha primeira sugestão foi o Gopala Hari, na região da Paulista. Não ia lá há mais de um ano e foi bom ver que a qualidade continua a mesma, apesar do preço ter subido um pouquinho: menu pequeno por R$ 18,50 e grande por R$ 22,50. Os combinados são acompanhados de suco à vontade – o do dia era de caju com maçã e manjericão e estava uma delícia! – e cinco tipos de sobremesa.

Há ainda a opção de pedir “meio a meio”, o que possibilita experimentar mais pratos. E foi o que fiz, na versão pequena:

Combinado 1
● Arroz aromático jasmine com tomate
● Tadka Dahl (dahl de grão-de-bico)
● Pakora (legumes diversos empanados com especiarias)
● Pimenta doce recheada
● Alu ki Tikki (croquetes de batata com top de berinjela defumada)

Combinado 2
● Lasanha 3 queijos com alcachofra
● Pakora (legumes diversos empanados com especiarias)
● Pimenta doce recheada

De sobremesa, fiquei com uma tortinha de doce de leite com coco, que também estava bem gostosa. O almoço teve ainda a coincidência curiosa do único jogo de talheres diferentes servido na mesa ter ficado com minha tia e este ser idêntico a um que ela usou em sua viagem para a Índia, anos atrás. Acho que começamos bem.

O menu acima é o servido nos “sábados ímpares”. Confira todas as opções no site: www.gopalahari.com.br.

Serviço:
Gopala Hari
Rua Antônio Carlos, 429
Consolação – São Paulo-SP
(entre Augusta e Haddock)
Tels.: (11) 3283-1292 / 3262-5591

(Foto: Paula R.)

13/01/2012

Caveirismo

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , , às 2:47 pm por Paula R.

Aproveitando o clima da sexta-feira 13, o primeiro post “Eu quero!” do ano. Para saber onde encontrar, basta clicar nas imagens.

(Infelizmente, a maioria dos produtos é de fora, mas, se alguém souber onde vende por aqui, atualizo o post.)


Caveiras de açúcar para adoçar a vida.


Aventais pra lá de estilosos.


Forminhas de cupcake da Fred & Friends. Sugestão de decoração para a cobertura: cérebro.


Acho que também são da Fred & Friends essas formas para fazer gingerbread. Ideais para acompanhar o café nas xícaras Sami Rinner.


Bolinhos tradicionais podem ganhar a temática com essas formas de papel da Miss Cupcake. Para os drinks, ossos de gelo – talvez meu favorito.


Shot com caveira de todas as cores, basta mudar a bebida.


A batedeira-sonho-de-consumo Kitchen Aid tem uma linha limitada de adesivos, como esses charmosos de caveirinhas. (Vi na Casa da Cris, que estão à venda no Shopping Morumbi ou pelo telefone (11) 3081-6105).


Adesivos também podem ir para a parede e geladeira. Esses são da I-Stick e vendem no Brasil.

> Post inspirado por esse do portal Toda Ela (recomendado pela @Tais_cp).
> Caveiras já apareceram no Órfã aqui e aqui.

(Fotos dos respectivos sites)

12/01/2012

Aventuras gastronômicas nº 40

Posted in Por aí tagged , , , , às 4:48 pm por Paula R.

Fernanda R. – Rio de Janeiro (RJ) – empada de carne seca e sorvete de tapioca (2011)

“Fomos a um barzinho na avenida da praia, no Leme, Rio de Janeiro, chamado Joaquina Bar & Lanchonete. Comi uma empada de carne seca com massa de farinha de milho, eu diria, sensacional. E para matar um pouquinho do calor que estava na cidade maravilhosa, um sorvete de massa sabor tapioca com calda de goiaba. Sem palavras! Para todos que tiverem a oportunidade: vale a pena ganhar alguns quilinhos. O site é www.joaquinabar.com.br.”

> Já se clicou comendo por aí? Participe da campanha Aventuras gastronômicas, enviando foto para orfadaofelia@yahoo.com.br com relato sobre o cardápio (o que era, onde comeu, o que achou…)

10/01/2012

Melhores de 2011

Posted in Bares/Restaurantes, Top 5 tagged , , , , às 12:00 am por Paula R.

Apesar de ter sido um ano com um pouco menos posts, 2011 foi marcado pela descoberta de bons lugares para comer – o que é muito importante, diga-se de passagem. Acabou ficando difícil escolher meus favoritos e a listinha terminou com 10 itens, porém, desta vez, já em ordem de preferência.

And the Oscar goes to:

1. Izakaya Issa: é um tanto irônico, mas minha medalha de ouro vai justamente para um restaurante que ainda não resenhei. Fiquei sabendo do Izakaya pelo blog do Katsuki e já fui pelo menos quatro vezes esse ano. Adiei escrever sobre o bar japonês seguidas vezes, pois achava que o texto poderia não conseguir traduzir a experiência. Com esse ranking, porém, fazê-lo vai se tornar quase uma questão de honra.

2. Garabed: se fosse surpreendida com um “responda rápido qual sua culinária favorita”, acredito que minha resposta hoje seria: japonesa e árabe. Assim, para este segundo lugar, não poderia deixar de fora meu restaurante favorito da categoria. O Garabed é armênio e serve clássicos como esfiha, kafta e quibe, porém de um jeito que eu nunca tinha provado. É um pouco caro, cerca de R$ 50 por pessoa, e o ambiente é simples, mas vale muito à pena. Uma das desvantagens (para mim) que lhe tirou o título é a localização: fica em Santana, longe do metrô. Mais…

3. Arabia: a casa esteve entre as minhas favoritas das duas edições da Restaurant Week de 2011. Ambiente agradável, atendimento excelente e comida gostosa. Só não sei quanto sairia um jantar num dia comum. Mais aqui e aqui.

4. AK Vila: confesso que, da 4ª à 8ª posição, não há muita variação no quanto gostei de cada restaurante. Todos conheci na RW e alguns fui em mais de uma edição. Acabam se diferenciando pela localização ou por algum prato. No caso do AK, o espaguete com pesto e lulas me faz ficar na contagem regressiva para a próxima edição. E ainda teve brinde com espumante e vinho do porto. Hum! Mais…

5. Tanger: assim como o AK, é próximo ao meu trabalho e facilita aproveitar o menu da RW na refeição mais em conta. Também destaco o fato de oferecer um menu executivo a preço acessível e, principalmente, por ter sido cenário de alguns dos almoços mais gostosinhos que tive esse ano. Mais…

6. Obá: casarão charmoso na região da Paulista (Jardins), com decoração inspirada pelas culinárias oferecidas: brasileira, italiana, mexicana e tailandesa. Além do atendimento gentil, destaque para a entrada e a sobremesa da última RW. Pretendo voltar num dia normal. Mais…

7. La Caballeriza: a casa de carne argentina nos Jardins sempre acerta a mão também na entrada, com as empanadas, e na sobremesa. Comida boa sem ser a preço exorbitante, pelo que me lembro do cardápio. O ambiente é bem bonito e dá para ir tanto com a família como com o(a) namorado(a). Mais aqui e aqui.

8. Taizan: também duplamente visitado nas RWs, fez com que a comida chinesa mudasse de categoria para mim. Fica na Liberdade e tem fachada de supermercado, porém a comida e o tamanho dos pratos valem à pena. Mais…

9. Shintori: a comida era bem-feita, é claro, mas o que ficou marcado na minha memória é que era em pequena quantidade – pelo menos no menu da RW. De qualquer forma, merece lugar na lista pelo cenário. O bar e o jardim japonês são coisa de filme. Mais…

10. Sukiya: porque nem só de restaurantes finos vive o homem. A rede de fast food japonesa caiu nas minhas graças por ser prática, barata e saborosa. Não troco um karé com kara ague por um Big Mac nem em sonho. Mais…

(Fotos: Paula R. e reprodução do site do Shintori)

06/01/2012

Top 5 – Retrospectiva 2011

Posted in Top 5 tagged , , , , , , , , , , às 2:57 pm por Paula R.

Como é de praxe, a virada do ano costuma ser marcada por retrospectivas, listas, promessas de ano novo, e nessa linha sairá esse primeiro post do Órfã. 2011 foi marcado por bons novos restaurantes – que ganharão um post exclusivo na sequência – e também pela “minha nova fase” de dieta, a reeducação alimentar que enveredei por conta própria e, de certa forma, mudou minha vida.

Além de emagrecer 22 quilos e ficar com mais pique para fazer as coisas, acho que posso dizer que escolher melhor o que comer também resultou em ganhos para o paladar. Fiquei mais exigente na hora de decidir o que pôr no prato – para fugir da dieta precisava valer à pena. Frutas também passaram a fazer mais parte do cardápio e as carnes menos, principalmente as vermelhas.

Também foi o ano em que nasceu o ateliê Lili & Clo, que o Órfã foi convidado para uma coletiva de imprensa, que teve outra Festa do Imigrante, mais RWs… Pensando nisso tudo, preparei um “Top 5” de comidinhas e bebidinhas do ano que passou (a ordem da classificação numérica é mera formalidade):

1. Frutas desidratadas: o morango e o abacaxi foram meus preferidos e, apesar de não levarem açúcar no preparo, ajudaram muito a controlar minha vontade de comer doces. Para encontrar variedade e preço, recomendo o Mercado Municipal. Mais…

2. Cogumelos (champignon fresco, shitake, shimeji, funghi…): com a dieta e uma vontade crescente de comer menos carne, principalmente as vermelhas, 2011 foi um ano dedicado aos cogumelos – pode parecer besteira, mas quando como cogumelos não sinto falta de carne. Na culinária japonesa, no quilo perto do trabalho e até em casa eles apareceram! Depois faço um post rápido sobre como preparar com manteiga e shoyu.

3. Physalis: finalmente conheci a frutinha coqueluche dos doces finos, blogs e livros de receitas descolados. Não foi com chocolate que provei e sim numa caipirinha do Veloso e, é claro, foi aprovada. Mais…

4. Cervejas gourmet: na linha “beber menos e melhor”, descobri as tais cervejas gourmet e tenho gostado de experimentar novos sabores. Ainda sou amadora no ramo, mas tenho prestado mais atenção ao assunto. Destaques desse ano: La Trappe (HOL), Delirium Tremens (BEL), Red Stripe (JAM), Svyturys Baltijos (LIT) e a exclusiva cerveja de abóbora Mecenas. Mais…

5. Conaprole (dulce de leche): se tem uma coisa que me fez desviar da dieta sem peso na consciência foi o doce de leite uruguaio que uma amiga daquelas bandas me apresentou. Sabor, consistência e açúcar na medida. Ô coisa boa! Mais…

> Algumas dicas sobre a dieta aqui.

(Fotos: Paula R.)