30/06/2012

Dia 2*: Prova do boteco

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , , , às 2:50 pm por Paula R.

Já tinha aceitado a ideia de marcar encontrinhos com as amigas em padarias, afinal, um pão com queijo quente e um suco de laranja não fazem mal a ninguém. Porém, já no meu segundo dia de restrições me deparei com um desafio: uma comemoração de aniversário num boteco. A aniversariante era muito querida para que eu deixasse para lá, portanto, aceitei a prova.

E não era um boteco qualquer. Era o Veloso. Foram mais de três horas de porções das melhores coxinhas do mundo e incontáveis sabores de caipirinha criativos. A mim, me restou o pior suco de laranja que tomei na vida, azedo e sem açúcar.

Um sacrifício? Até sim, mas o que me levou a escrever esse post é justamente o fato de ter tido uma noite incrível. Ri horrores, falei besteira, revi pessoas, cantei parabéns com bolo surpresa e tirei um monte de fotos. Álcool e quitutes deixam a gente feliz, é claro, mas felicidade, felicidade mesmo é outra coisa.

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

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29/06/2012

Dia 2*: Goa

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 12:32 pm por Paula R.

Depois de ter um surto inicial de “Oh, o que vou comer agora?” e um segundo de “Nunca mais poderei comer em restaurante!”, já nesses primeiros dias da dieta restritiva por conta da alergia consegui almoçar fora. A Vila Madalena, apesar de ser uma tentação num período desses, também tem o lado bom de ter muitas opções, entre elas o Goa.

O restaurante vegetariano oferece duas ou três opções de pratos por dia para o cliente montar seu menu de entrada, principal, sobremesa e suco, que sai por R$ 23,90 (com direito a repetição) e R$ 19,90 (sem sobremesa e porção extra). Antes de me aventurar, liguei para a casa e falei com a cozinheira para me certificar sobre os temperos usados, que precisam ser todos naturais.

Pedi a sopa de legumes, de entrada, e um prato composto por torta integral de legumes com ricota arroz, e dahl de lentilhas, além de suco de frutas naturais. Estava super leve e saboroso – o melhor almoço da semana!

Serviço:
Goa
Rua Cônego Eugênio Leite, 1152
Vila Madalena – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3031-0680
http://www.goavegetariano.com.br
Não abre de 2ª feira.

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

(Fotos: Paula R.)

28/06/2012

Dia 1*: So, let’s go

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , às 12:15 pm por Paula R.

Sou uma pessoa que dificilmente fica doente – e faço de tudo para não tomar remédios – e acho que, por isso, toda essa história da alergia me preocupou de verdade. Fiquei uma semana imprestável e essa coisa de não conseguir sair da cama não combina comigo, portanto, passado o drama inicial: se é para fazer a dieta do filme “Na natureza selvagem”, então comecemos.

A primeira mudança do dia a dia foi começar a levar marmita para o trabalho, o que inclui tomar outras providências, como ter sempre frutas e legumes frescos e algumas opções de carne na geladeira. Nada de porco ou peixe, eu sei. Arrisquei um arroz branco com refogado de vagem com cenoura e carne moída à moda alho-cebola-sal-ervas. Sobrevivi.

Diante dessa fase de restrições, meus amigos têm se divido entre a ala dos solidários incrédulos (os que dizem que não aguentariam ou já desistiram de algo semelhante, que acham que posso dar umas escapadinhas e até os que não botam a menor fé de que eu vá chegar até o final) e os incentivadores inveterados (os que apontam as vantagens da saúde, do emagrecimento e que minimizam o sofrimento destacando que são “só 40 dias”, e os que estão apoiando com sugestões e opções de comidinha).

Felizmente, o povo do trabalho está no bloco 2 e logo no primeiro dia já providenciou uma vitamina com leite pasteurizado, o único liberado, e banana in natura no meio da tarde. Tem como não voltar a ter fé na humanidade?

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

(Foto: Paula R.)

27/06/2012

Dieta do “Não pode”

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , às 12:30 am por Paula R.

Ontem fui na alergologista. Voltei para casa meio sem rumo, já que a conversa não foi das melhores. Não vou poder fazer minha tatuagem tão cedo. Não posso tomar nenhum remédio que não seja para alergia (ou seja, nem pensar em ficar doente). E, apesar do palpite da médica dizer que o problema não foi a pizza de bacon, fui sentenciada a uma dieta bem restrita até fazer os exames.

Serão 40 dias sem alimentos industrializados – what? –, embutidos, bebida alcóolica, queijos amarelos, carne de porco, peixe e frutos do mar, castanhas e frutas secas, algumas frutas e tomate. Já pararam para pensar o que é viver sem tudo o que tem corante, conservante ou aromatizante?

Chocolate? Não pode. Leite longa vida? Não pode. Shoyu? Não pode. Mortadela? Não pode. E o que vai ser da festa junina que vou no próximo final de semana sem amendoim? De temperos, só estão liberados alho, cebola, sal e ervas, ou seja, nada de restaurantes por mais de um mês – o golpe final, que ainda não gosto de pensar.

Dramas à parte, ainda não tenho muita ideia de como minha vida vai desenrolar a partir de agora; provavelmente mais insossa, mas não sei bem como, na prática. Criatividade na cozinha serão as palavras-chave, provavelmente, e receitas bacanas ainda mais bem-vindas.

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E, para encerrar, uma pequena enquete. Depois de 40 dias, eu vou:

a) ter emagrecido
b) ter desistido da dieta
c) ter virado vegetariana
d) ter me tornado zen budista
e) ter enlouquecido

Façam suas apostas!

(Foto: cena do filme “Em busca do ouro”, de 1925, reproduzida daqui)

26/06/2012

Imagem do dia

Posted in Por aí tagged às 7:39 pm por Paula R.

Recebi essa foto hoje da minha amiga Karina e talvez nenhuma outra traduziria tão bem o que estou sentindo agora, recém-chegada da alergologista.

(Img: autor desconhecido)

23/06/2012

Fechada para balanço

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , às 2:52 pm por Paula R.

Qual seria o pior pesadelo para uma blogueira de comida? Engordar? Pegar fila para comer? Não ter dinheiro para conhecer o restaurante dos sonhos? Esquecer a câmera fotográfica? Ter que pagar um couvert caro? Pois eu acho que tudo isso é fichinha perto de uma alergia alimentar não identificada. Até a temida intoxicação fica de lado diante desse mal súbito sem pé nem cabeça.

Desde terça-feira vivo as consequências de uma fatia de pizza de calabresa com bacon, à qual me rendi. Meia hora depois da degustação, minhas orelhas estavam vermelhas e inchadas no estilo dos lutadores de MMA. Fui para casa e, no caminho, já comecei a sentir coceiras nas pernas – quando cheguei, parecia que tinha sido picada por centenas de pernilongos. No dia seguinte, acordei com a boca da Angelina Jolie e procurei um médico.

No início do ano, tive umas poucas bolinhas vermelhas na pele, que a médica identificou como sendo alergia à carne de porco depois das orgias de Natal e Ano Novo com seus lombos, pernis e tenders. Tomei um remédio ou dois e nunca mais tive nada. Calabresa comia esporadicamente, sem excessos, mas bacon não lembro de ter comido desde que comecei a fazer dieta, há um ano e meio.

Não dá para ter certeza de que ele é o grande vilão – apesar das chances serem grandes –, por isso terei que passar por um alergologista e fazer um sem número de exames para descobrir o que me fez mal. Já pensou passar por uma dessas no meio das férias, numa viagem pelo deserto ou no alto de uma montanha? A partir de agora, tenho que andar com um determinado remédio na bolsa, pois tenho riscos de ter edema de glote. Aff!

Tenho manchas vermelhas por todo o corpo, inchaços esporádicos que me impedem de dobrar os dedos e uma coceira que beira o insuportável. Já perdi dois dias de trabalho, os quais tenho passado na cama, e agora o final de semana. Ontem tive vertigem e cheguei a desmaiar, o que parece ser reação adversa do remédio.

Estou tomando um corticóide aliado ao clássico Polaramine e, sinceramente, dá mais medo das reações adversas do remédio do que da própria alergia. Minha concentração não anda das melhores, não consigo ficar muito no computador, lendo ou vendo TV, portanto já peço desculpas antecipadas se esse texto não ficou dos melhores – e também por ser um assunto tão deprê.

Assim que tiver notícias dos motivos de toda essa história, venho aqui compartilhar. E que não seja nada que vá mudar muito a minha vida gastronômica ou que, pelo menos, tenha tratamento. Fingers crossed!

(Foto: Brian Hoskins/stock.xcnhg)

18/06/2012

Na Freguesia

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 11:08 am por Paula R.

Há anos lido com a frustração de nunca conseguir ir no Frangó para experimentar uma das “melhores coxinhas de São Paulo” – meu salgadinho predileto. Não tenho carro e moro na zona sul, o que levaria a conta do táxi a cifras desanimadoras. Porém, assim, quando eu menos esperava, surgiu o convite de um casal de queridos, que incluía carona de volta.

Era sábado e chegamos por volta das 20h30. Foi um pouco difícil encontrar lugar na rua e em estacionamentos, talvez por conta da festa junina da igreja da frente. Na fila de espera, que não demorou muito, já pude perceber que a casa é, na verdade, um ponto de encontro de aficcionados por cerveja – um moço de uma mesa próxima deu tantas instruções para o garçom abrir a garrafa sem amassar a tampinha, que mais parecia um cirugião ocular.

O bar fica num casarão antigo e tem três ambientes: a calçada, a salinha de entrada e um grande salão no subsolo; ficamos na primeira sala e acho que é o lugar mais aconchegante. As paredes são cobertas por itens cervejeiros, quadros, bolachas, garrafas, propagandas antigas. Charmosinho.

Nosso amigo tem se especializado em cervejas gourmet – de festivais a turismo por pubs, mas esse é assunto para outro post – e nos ajudou na missão de escolher as bebidas da noite. A quantidade de opções é tão grande, que a gente fica meio perdido. Para começar, pedimos a belga Malheur e uma trapista incrível, que não lembro o nome. Do alto da minha ignorância cervejeira, tenho chegado a uma conclusão: as trapistas são minhas favoritas. Fechamos a noite com uma Balthika de litrão, que ficou aguada demais depois das outras. No verão, pode ser uma boa pedida.

As cervejas, o lugar, tudo estava uma delícia, mas, infelizmente, a coxinha deixou a desejar. Pedimos uma porção logo de entrada e ela era, digamos, OK. Não era ruim, é claro, mas era bem normal, sem massa leve ou recheio de destaque – aliás, o pelote de catupiry nem derreteu para se misturar ao frango. Adaptando livremente o Homem-Aranha, “altas expectativas trazem grandes responsabilidades”. Mas isso não foi um problema. Voltarei sempre que tiver oportunidade, só que por motivos diferentes.

Serviço:
Frangó
Largo da Matriz Nossa Sra. do Ó, 168
Freguesia do Ó – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3832-4818
www.frangobar.com.br

(Fotos: Paula R.)

17/06/2012

Aventuras gastronômicas nº 44

Posted in Por aí tagged , , às 9:45 pm por Paula R.


Juliana W. – Roma (ITA) – chocolate quente (2011)

“Segue uma foto que fiz em dezembro passado, como contribuição pro Órfã, de uma das melhores coisas que eu já experimentei na vida. É um chocolate quente feito por uma chocolateria chamada Said, em Roma. O espaço foi aberto em 1923 como fábrica de chocolate e, de alguns anos para cá, depois de uma reformulação, passou a funcionar como restaurante e delicatessen especializada em chocolates finos. Estive lá duas vezes, uma para provar o chocolate quente (que caiu perfeito numa noite gelada do final de ano) e outra para jantar, me surpreendendo positivamente também com os pratos salgados.

O restaurante e a loja de chocolates ficam meio escondidos nos fundos de um corredor forrado de heras e, uma vez ‘descoberto’, chega-se a um ambiente bem charmoso – toda a decoração remete à antiga fábrica de chocolate, tema que eles levaram também para o site (www.said.it), que embora “em construção”, já tem informações sobre a história e o estilo do lugar. Com certeza estará incluído na lista de endereços imperdíveis se um dia eu tiver que guiar alguém num tour pela cidade. O chocolate da foto é feito nas versões amargo, ao leite ou com pimenta.”

> O título desse post também poderia ser algo como “Eu quero!”. Para quem ficou com vontade, pode se arriscar a fazer uma dessas receitinhas daqui.

11/06/2012

Momento “Eu quero!”

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , às 11:50 am por Paula R.


Almofadas com estampa dos chicletes Marukawa, um clássico da Liberdade. À venda na FTC Shop.

Linha completa inspirada na paçoquinha Amor, da Tok & Stok. Quem quiser deve aproveitar, pois essas coleções costumam ter tempo limitado.

(Fotos: reprodução daqui e daqui)

01/06/2012

Call Parade

Posted in Artes Plásticas tagged , , , , às 4:59 pm por Paula R.

Na linha da Cow Parade, 100 orelhões de São Paulo foram customizados por diversos artistas numa ação promocional da Vivo/Telefônica. Serão premiadas as três obras mais votadas pela internet. Ainda não encontrei nenhum por aí, mas pelo site dá para ver que há vários bem legais.

Tem orelhão preto fosco, de espelhinhos, colorido, com textura e, como não poderia deixar de ser, tem aqueles com a cara do Órfã. A votação vai até 18 de junho, pelo site da Call Parade.

Nota: fiquei sabendo do concurso porque uma amiga está concorrendo com um orelhão sobre jazz (é o nº 43!). Chique, né?

“Jacall: Enfiando a cabeça na Jaca”, Kiko Cesar, Luiz Roberto de Almeida & Felipe Madureira

“Ovo estalado”, de Maria & Eleonora

“Olha melancia freguesa!”, de Silton Marcel Paternezi

(Fotos: reprodução do site da Call Parade)