17/09/2012

A volta do Lollo

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , às 4:14 pm por Paula R.

A embalagem de papel com uma simpática vaquinha amarela era a marca registrada do chocolate Lollo, que marcou a infância do pessoal nos anos 80. Em 1992, devido a uma estratégia de mercado que a criançada não entendeu, o doce passou a se chamar Milkybar e trazia estampado um mascote americanizado, como se a embalagem em si fosse um personagem.

Não sei explicar se houve mudança na fórmula, se foi o nome inglês ou a ausência da vaquinha, mas o chocolate perdeu popularidade vertiginosamente e passou a ser coadjuvante das caixas de bombom Especialidades.

Hoje saiu a notícia de que a Nestlé quer aproveitar a onda saudosista do mercado consumidor adulto e vai relançar o Lollo, com embalagem e fórmula originais, por tempo limitado. Em 2010, fiquei eufórica com o relançamento do Brown Cow, outro ícone da minha infância, e acabei me decepcionando um pouco.

Não sei se a fórmula tinha mudado ou se, simplesmente, meu paladar mudou. A gente cresce e aquele refrigerante incrível de abacaxi passa a ser doce demais, né? De qualquer forma, vou pagar para ver. E, é claro, venho contar aqui.

Para ilustrar, reproduzo uma montagem que fiz lá em 2009 com um “antes e depois” de chocolates:

(Foto: reprodução do UOL)

14/09/2012

Viva os comentários!

Posted in Por aí tagged , , , às 4:53 pm por Paula R.

O Órfã nasceu em março de 2009 para puro deleite dessa que vos escreve. Era um canal para compartilhar minhas experiências gastronômicas, como protagonista e expectadora, e dar vazão a ideias e até experimentalismos literários.

Nunca ganhei um tostão com ele – uma caixa de Nescau Ball, conta? -, mas é muito compensador ouvir que alguém fez sua receita de bacalhau na Páscoa, que adorou uma doceria que você recomendou e, por outro lado, receber um monte de dicas de culinária, de restaurantes e ser presenteada com livros e filmes sobre o assunto. Seu amigos te tornam uma especialista no assunto, apesar de você simplesmente gostar de comer.

Esse ano a vida foi corrida extra blog e a produção caiu um pouco, mas é muito gratificante perceber que alguns leitores seguem firmes e fortes – inclusive minha amiga virtual mineira! Gosto muito de ler os comentários dos posts, mas, depois que entrei no Facebook, os “likes” quase que os substituíram, infelizmente.  Apesar disso, o post sobre a barraquinha de doces da Benedito recebeu o comentário 2000 do Órfã da Ofélia!

E ele não poderia ter vindo de uma pessoa diferente: minha prima Carolina, que também é a recordista de comentários (146 até o momento). Ela também foi a protagonista de uma das primeiras Aventuras Gastronômicas e minha guia em Recife. Eis meus agradecimentos oficiais!

08/09/2012

Doçuras na Benedito

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 2:50 pm por Paula R.

Passear na Benedito Calixto aos sábados é um dos passeios que me encantam desde que mudei para São Paulo há 11 anos. Tem gente de tudo que é tipo, barraquinhas de tudo quanto é coisa. Tem antiguidades, bijus, máscaras, roupas, coisas para a casa, coisas para dar de presente e se presentear.

É bom para passear com as amigas e colocar o papo em dia enquanto vê coisas bonitas – namorados se cansam rapidamente -, mas nunca tive o costume de comer por lá. Geralmente vou à tarde e já almoçada – ou passo no Caverna Bugre para um filé alpino ou no Degas para um parmegiana -, por isso não enfrentava a muvuca das barraquinhas de comida do centro da praça.

Quem me mostrou que valia a pena foi minha prima Roberta que indicou a barraca de doces do senhor Obeny e sua “querida” Maria Emília. São diversas compotas caseiras de doces, em suas próprias palavras, “brasileiros, como a vovó fazia, sem corantes ou conservantes”. São doces de coco, abóbora, goiaba, de leite, ambrosia, brigadeiro de colher, papo de anjo, baba de moça… enfim, para todos os gostos.

A porção vem num potinho transbordando por R$ 7 e a meia sai por R$ 4, sendo possível pedir dois sabores em qualquer versão. Para comer sozinha, achei melhor a meia porção. Já pedi o de coco queimado e o “espera marido”, que é feito com leite talhado, e provei diversos outros na pazinha. Todos muito bons.

O casal está na praça desde 1982 e quem quiser conhecer um pouco mais pode conferir esse vídeo aqui. Só gostaria de saber se eles participam de alguma outra feira ou se têm uma lojinha durante a semana. Alguém?

Serviço:
Barraca de Doces do Sr. Obeny e D. Maria Emília
Praça Benedito Calixto
(entre a Teodoro Sampaio e a Cardeal Arcoverde, na altura da rua Lisboa)
Tel.: (11) 3845-7073
Funciona aos sábados, das 9h às 18h.

(Foto: Paula R.)

04/09/2012

La restauración

Posted in Artes Plásticas tagged , , , , às 4:36 pm por Paula R.

E quem diria que a “releitura” do Ecce Homo feita por Cecília Gimenez não poderia aparecer por aqui?

> Para quem esteve abduzido no último mês, pode ver a história completa aqui.
> A foto foi reproduzida da página do fã clube da d. Cecília no Facebook.

:. Dica de Rafael M.B. e Denise M.

(Foto: autor desconhecido)