22/12/2012

Comida off road

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , , , , às 10:55 am por Paula R.

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Um dos passeios mais inesquecíveis de toda a viagem – ao lado de Machu Picchu, que é hors concours – foi o tour de três dias que fizemos pelo Salar de Uyuni e pela região desértica do sul da Bolívia. Os cenários são incríveis, com lagoas, vulcões, formações rochosas variadas e, claro, uma linda imensidão de sal. Animais como lhamas, vicunhas e flamingos circulavam em seu próprio habitat.

Não há cidades, nem barulho, nem sinal de “progresso”. Como também praticamente não há estradas, o passeio é feito em carros 4×4 – contratamos um pacote com direito a carro, motorista e cozinheira por três dias. Dividimos a viagem com um casal de holandeses e outro de sulcoreanos.

Os almoços eram preparados num fogãozinho de camping e servidos na traseira do carro. Montávamos nossos pratos e cada um sentava onde achasse mais confortável, uma pedra, um muro de sal, à beira do lago cheio de flamingos… Os jantares eram mais aconchegantes, preparados nas cozinhas dos lugares onde nos hospedávamos e era o momento em que todos dividiam a mesma mesa, as mesmas conversas em inglês com sotaque brasileiro-holandês-coreano.

Foi num desses almoços que comi lhama pela primeira vez. Depois de superar a culpa de comer um animal tão fofinho, achei a carne bem gostosa e macia – muito mais do que a bovina da região -, com sabor suave, como um bife de vaca sem gordura. Os peruanos e bolivianos pregam que a carne de lhama tem 0% de colesterol.

:. Muchas gracias a la cocinera Bete.

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Se a comida estivesse sem sal, dava para pegar um pouquinho do chão para temperar (brincadeira!).

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Quinua (preparada feito “arroz”), salsicha de frango, batata, tomate e lhama (!!!)

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Lhamas (vivas) pastando e frango cozido, com arroz e seleta de legumes, acompanhados de Coca-Cola sem gelo

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Apesar de não dar para ver nessa foto, o lago ao fundo estava cheio de flamingos

:. Escrito em 1/mai/13. Mais sobre a viagem aqui.
:. Sobre a desordem cronológica aqui.

(Fotos: Paula R.)

21/12/2012

Série “Mercados”: Arequipa

Posted in Por aí tagged , , , , , às 3:41 pm por Paula R.

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O Mercado San Camilo, de Arequipa, seguia o mesmo padrão dos que visitamos em Cusco, uma mistura de comida, artesanato, ervas medicinais e coisas para a casa. No ar, o mesmo cheiro particular da mistura de tudo isso. O mercado tem 132 anos e, em 1987, foi considerado Patrimônio da Humanidade.

Nesse, as seções eram sinalizadas com placas no alto dos corredores com dizeres como “Batatas”, “Milho”, “Frutas”, “Frango”, “Peixe”… Não cheguei a comprar nada, mas, assim como nos outros, fiquei encantada com a quantidade de tipos de batatas e milhos. Também evitei passar pelo corredor das carnes, que me dão certa aflição.

Nos arredores do mercado, muitas barraquinhas de comida de rua, empanadas e outros tipos de salgados e doces – um, inclusive, lembrava nossa pamonha (aquela de Piracicaba). Depois do trauma do restaurante chifa, não estava muito aventureira e arrisquei apenas um sorvete de carrinho, da Nestlé mesmo.

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Frutas, pois nem só de batata e milho vive o Peru.

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Mas eles estão sempre lá. E têm até seções especiais.

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Batatas nativas, orgulho nacional.

Serviço:
Mercado San Camilo
Rua San Camilo
(Entre as ruas Perú e Nicolas de Piérola)
Arequipa (PER)

:. Veja também os posts dos mercados de Cuscos: Central e San Blas.
:. Escrito em 17/abril/13. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

20/12/2012

Do céu ao inferno

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 2:28 pm por Paula R.

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Depois de fechar com chave-de-ouro nossa estadia em Cusco, descemos aos porões da gastronomia peruana, quiçá mundial. Foi em Arequipa, no interior do Peru. Chamada de cidade branca por conta do material usado em suas construções, a cidade é rodeada por vulcões e é famosa pela Juanita, a jovem múmia andina, e os passeios para o Vale do Colca, o segundo maior cânion do mundo e lar dos condores gigantes.

Sim, esse é um blog de comida. E, sim, me empolguei nas observações turísticas. Talvez esteja querendo justificar porque fui parar lá. Arequipa tem um bairro de restaurantes chiques, nos arredores da igreja de São Francisco – com filiais do Gastón Arturo e casas com culinárias de outros países, inclusive o Brasil –, mas nosso orçamento mochileiro não permitiu tais regalias.

Chegamos na cidade num domingo e não encontramos quase nada aberto. Perto do bairro onde estávamos hospedados havia uns restaurantes com instalações caseiras, alguns carrinhos de comida de rua  e um ou outro restaurante chinês, conhecidos como “chifas”.

Optamos pelo maior e mais frequentado chifa, chamado La Gran Muralla. Era preciso decidir e pagar o prato antes de sentar. Escolhi um arroz “chaufa”, frito com shoyu, legumes e frango, com uma “wantan” (sopa de macarrão e legumes) de entrada. O preço do deslize: 6 soles/  R$ 5,45.

O salão era enorme e tinha um bom fluxo de pessoal. Algumas moscas nos visitaram enquanto comíamos também. A sopa lembrava comida de hospital, aguada e com o macarrão mole demais, e o chaufa… Ah, o chaufa! Era gorduroso e insosso, com um sabor indescritível, que ainda hoje me dá arrepios só de lembrar.

Comi 1/3 do prato e abandonei. Mesmo com fome, fiquei sem apetite para procurar um novo lugar. À noite, preferimos fazer lanches no albergue. O trauma foi inevitável.

Aviso: a foto do chaufa pode ser visualizada no tamanho original. Pessoas impressionáveis, com problemas cardíacos ou crianças não devem clicar.

Serviço:
La Gran Muralla*
Calle San Juan de Dios, 312 – Int. l1
Cercado – Arequipa
*Segundo o Google, o endereço é esse. Para garantir, melhor evitar qualquer restaurante com esse nome na cidade.

:. Escrito em 9/abril/13. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

19/12/2012

Medalha de ouro

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 11:09 pm por Paula R.

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Perambulando pelas ruas de San Blas, chegamos ao mercado local próximo ao horário do almoço do dia 8 de dezembro. O lugar era simples e, assim como no mercado central, nenhuma barraquinha de comida me apetecia, apesar dos preços convidativos. Tirei algumas fotos e, quando estava indo embora, um senhor, acompanhado de mulher e filha, se aproximou discretamente e disse: “Aquele vegetariano ali no canto é muito bom. Comemos lá ontem.”

O convite pareceu inusitado, mas resolvemos conferir. O espaço era realmente muito pequeno, com uma cozinha 2 x 2 m comandada por uma peruana casada com um europeu e duas pequenas mesas de madeira, compartilhadas por outros viajantes. Na parede, uma plaquinha com o nome “Govinda” e um quadro com uma divindade indiana.

Pedimos o menu do dia: sopa de verduras de entrada e um prato de arroz, salada de repolho, creme de ervilhas e hambúrguer de soja e vegetais. Tudo isso, acompanhado de chá de coca, pela singela soma de 3 nuevos soles (R$ 2,73) por pessoa. É isso mesmo, senhoras e senhores, uma refeição completa por menos de três reais.

A comida estava muito bem temperada, em especial o hambúrguer e o creme de ervilhas. Não sei se foi a surpresa, a mudança no tempero ou o acolhimento, mas o almoço no mercadinho de San Blas acabou sendo eleita nossa refeição favorita de toda a viagem (e também a mais barata). O brownie de banana, pago à parte, não acompanhou o restante do cardápio, sem chegar a comprometer.

Serviço:
Govinda
Mercado Típico San Blas
Rua Lujupata esquina com Chiwapata
(no canto esquerdo)
Cusco (PER)

:. Escrito em 8/abril/13. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

18/12/2012

Série “Mercados”: San Blas

Posted in Por aí tagged , , , , às 10:18 pm por Paula R.

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Essa viagem pelo eixo Peru-Bolívia é daquelas que todo sulamericano deveria fazer. Voltei simplesmente encantada, me sentindo um pouco mais parte de “algo”, mesmo sem saber direito o quê – talvez desperte um certo Che que vive em nós. Me senti envergonhada de saber tão pouco de países tão próximos, principalmente com eles sabendo tanto da gente.

Voltei prestando muito mais atenção aos elementos andinos que povoam cada vez mais as ruas de São Paulo – ou seria minha percepção seletiva? Me diverti com os posts do Barcinski sobre o “baixo Cusco” que falam sobre a invasão de restaurantes peruanos no centro velho e não resisti.

Já conheci dois deles, mas não poderia escrever posts antes de terminar minha narrativa da viagem. Por isso, retomando as atividades, este texto é também sobre o mercado de San Blas, bairro que fica próximo ao centro histórico de Cusco. A região lembra um pouco Ouro Preto, em Minas Gerais, com seus sobrados antigos, ladeiras e influência católica marcante.

Resolvemos caminhar por San Blas em nosso último dia na cidade e descobrimos, meio que por acaso, seu “mercado típico”. Um barracão com alguns estandes de comida e comércio simples de agricultores, que nos reservava uma surpresa.

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Vista do anoitecer em San Blas, Cusco (PER).

Serviço:
Mercado Típico San Blas
Rua Lujupata esquina com Chiwapata
Cusco (PER)

:. Escrito em 8/abril/13. Mais sobre a viagem aqui.
:. Mais sobre a série “Mercados” aqui.

(Fotos: Paula R.)

17/12/2012

Imagem do dia

Posted in Por aí tagged , , , , , , às 11:37 pm por Paula R.

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Momento “Jeannie é um gênio” no salar de Uyuni, Bolívia.

:. Postado em 06/mar. Mais sobre a viagem aqui.

(Foto: Paula R.)

16/12/2012

Sobre os doces

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , , às 9:23 pm por Paula R.

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Como adiantei, a comida não foi a melhor parte de nossa viagem, mas, os doces eram particularmente desinteressantes – acho que só perdiam para as bebidas sem gelo. O primeiro sorvete que tomei foi um de chicha morada (suco de milho roxo), da marca D’Onofrio, que é a representante da Nestlé no Peru e Bolívia.

Apesar da criatividade do sabor, o picolé tinha gosto de bala/chiclete. Minha segunda tentativa foi com um sorvete com casca de chocolate, que também não convenceu. Dos de massa, acabei não tomando. Os bolos eram curiosos, pareciam vestidos de festas de 15 anos dos anos 80, cheios de chantilis coloridos e arabescos, porém não cheguei a provar.

Nossa sobremesa mais frenquente eram os chocolates, em especial o “Triangulo” (mesclado, ao leite ou de capuccino) e o “Sublime” (ao leite, branco ou com amendoins). Os preços eram baratos, entre R$ 1 e R$ 2 e eram encontrados em todos os lugares. Não havia muita opção de chocolate nacional em ambos os países; ou vendiam um desses da D’Onofrio ou os importados como Snickers e Kit Kat.

Também gostei do costume de tomar pipoca doce com iogurte no café da manhã. A textura é diferente, sem parecer pipoca estourada, como que uma versão de derreter na boca daquelas meios borrachudas da infância.

Para finalizar, a recordação mais doce que levo dessa viagem (trocadilho!) foi a bolacha Oreo, da Nabisco, que vendia em todos os lugares, em práticos pacotes com quatro unidades. Nos idos anos 90, a Oreo era uma das minha bolachas favoritas da adolescência ao lado da Chocolícia, mas saiu de linha no Brasil e eu fiquei órfã – não, não adianta falar que é parecida com a Negresco! Andávamos sempre com pacotinhos na mochila e ainda trouxe na mala alguns para matar a saudade.

Nota: uma opção bem popular de doce eram as gelatinas e flans vendidas em copos, que também não provei. Ver foto.

:. Escrito em 03/mar. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R. + reprodução daqui)

15/12/2012

O cara que inventou a geladeira…

Posted in Bebidas tagged , , , , , às 10:28 pm por Paula R.

geladeira… ficou pobre no Peru. Pelo menos era essa a piada interna da minha viagem de férias.

Eu sou uma pessoa que se adapta facilmente a temperos, pratos e tipos de culinárias, mas uma das coisas que mais estranhei nos Andes foi o fato das bebidas serem vendidas na temperatura ambiente. Podia ser cerveja, água ou Inka Cola; a maioria dos lugares não mantinha as garrafas na geladeira.

A cerveja era a opção que mais vezes encontramos pelo menos fria – na rua dos restaurantes em Águas Calientes, um dos laçadores tentavam nos conquistar aos gritos de “Para brasileiros, aqui tem cerveja estupidamente gelada!”, o que não era bem verdade. Água, refrigerante e iogurte eram vendidos normalmente em barraquinhas de rua, mesmo sob um sol escaldante. Depois da minha recente história com iogurtes vencidos, ficava arrepiada só de imaginar.

As carnes também era vendidas expostas nas calçadas e mercadões sem refrigeradores, o que me levou a suspeitar que peruanos e bolivianos estão entre os povos com o melhor sistema imunológico do mundo. Por outro lado, os próprios peruanos recomendaram que evitássemos frutos do mar nas cidades longe do litoral, o que nos fez comer ceviche apenas uma vez nessa viagem. Infelizmente.

:. Escrito em 7/fev. Mais sobre a viagem aqui.

(Img: reprodução daqui)

14/12/2012

Andinos “tutti fratelli”

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 11:46 pm por Paula R.

Eu sempre cogitei a possibilidade do paulistano ser o maior consumidor de pizzas fora da Itália. Isso, até estas férias; praticamente todo restaurante no Peru e na Bolívia é também uma “pizzeria”. Lá tem balada-pizzaria, boteco-pizzaria, restaurante-pizzaria e até pizzaria-pizzaria.

Confesso que, a princípio, estava meio desconfiada da qualidade das redondas, mas fui surpreendida. As quatro vezes que arriscamos, as pizzas estavam bem gostosas. Sempre feitas na hora e assadas no forno a lenha, acompanhadas de molhinhos apimentados e de alho, assim como os sanduíches.

Inti Apu

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Na noite que passamos em Águas Calientes, esperando para subir a Machu Picchu, provamos nossa primeira pizza da viagem, num dos restaurantes da Av. Pachacutec. Durante o dia, o dono havia feito boas ofertas e “descontos para brasileiros” na cerveja, por isso voltamos depois mais tarde.

A pizza familiar saía por 25 soles/ R$ 21,90 e era mais do que suficiente para um casal. De brinde, ganhamos uma porção de pão de alho – poderia ter sido uma jarra de suco, mas preferimos tomar uma cerveja Pilsen de 1 L (12 soles/ R$ 10,50). Pedimos meia napolitana (mussarela com tomate) e meia quatro estações (chorizo, azeitonas, champinhon, presunto e mussarela).

Com mesa na calçada, o clima é de barzinho e dá para observar o “footing”, que, imagino, em alta temporada deva ser grande.

Serviço:
Av. Pachacutec
(subindo em direção às piscina de águas termais)
Águas Calientes (PER)
Jantar de 6/dez.

El Buho

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No centro comercial de Puno, cidade à beira do Lago Titicaca, há muitas opções de pizzarias. Estava fazendo muito frio e optamos pela El Bruho, que parecia aconchegante, porém não tão pequena que deixasse nossa roupa cheirando à lenha.

Pedimos uma pizza média (18 soles/ R$ 15,80), meia presunto com azeitonas e meia peperoni. Para acompanhar, duas Cusqueñas de 620 ml ( 14 soles/ R$ 6,15 cada). Destaque para o pão de alho, que, desta vez, era feito na hora com a própria massa da pizza: uma delícia e por apenas 1 sol (menos de R$ 1).

Serviço:
Rua Libertad, 240
Puno (PER)
Jantar de 12/dez.

Donna Isabela

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Entre uma longa viagem de jipe pelo deserto e outra maior ainda de ônibus para La Paz, fizemos uma parada na cidade de Uyuni. Não tínhamos muito tempo para procurar lugares para comer e aceitamos uma recomendação para conhecer a pizza com massa de farinha de quinua da Donna Isabela.

O lugar é pequeno e simples, o forno não é à lenha, mas a massa é bem leve e fofa. Pedimos uma pizza familiar, meia presunto, meia champignon (45 bolivianos/ R$ 14,50) e uma Coca-Cola de 600 ml (R$ 1,60).

Serviço:
Rua Camacho
(esquina com a Rua Colón)
Oruro (BOL)
Jantar de 19/dez.

Nota: além destas, houve ainda uma última refeição em La Paz que foi numa pizzaria. Infelizmente, não encontro nenhuma anotação sobre endereço, nome e preço, portanto, não tenho como fazer post.

:. Escrito em 28/jan. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

12/12/2012

Série “Mercados”: Cusco

Posted in Por aí tagged , , , , , , , , às 11:03 am por Paula R.

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Quando viajo, gosto muito de visitar lugares como mercadões, feiras livres e supermercados. Tenho a impressão de que é neles, e não nos shoppings e pontos turísticos, que a vida da cidade acontece de verdade. Mercados centrais costumam exercer uma atração especial; é onde passa todo tipo de gente, se compra todo tipo de coisa, a todo tipo de preço.

Em Cusco, visitamos duas vezes o Mercado Central de San Pedro, a primeira para conhecer, a segunda para comprar. Num galpão imenso, os estandes são divididos por categoria de produtos. Próximas à entrada principal, se amontoam as lojas de roupa e acessórios de lã, trajes típicos e costureiras, que ficam trabalhando em máquinas de pedal, no meio do trânsito de pessoas. Os preços são quase imbatíveis.

No centro, estão as lanchonetes para refeições, sanduíches, sucos e doces – as gelatinas coloridas vendidas em copos (grandes) parecem ser um sucesso. Logo na sequência, ficam os estandes de alimentos, com uma infinidade de batatas, milhos, frutas e temperos. Também há flores.

Há ainda a seção de carnes, que, confesso, tentei evitar. As peças ficam expostas sem refrigeração, muitas vezes transportadas em carrinhos “de pedreiro”, deixando um rastro de sangue pelo caminho. Pelo que pude perceber, os peruanos consomem todas as partes dos animais – o que é bom, afinal, uma vida foi gasta ali –, resultando num desfile de cortes incomuns como intestinos, cabeças, maxilares.

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“Artesanias” e as gelatinas e flans, que acabei não provando.

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No Peru e na Bolívia, existem 300 tipos de batata…

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… e 200 de milho. Os milhos são de todas as cores e tamanhos. O roxo é muito usado em doces e bebidas; a mais famosa é a “chicha morada”.

Serviço:
Mercado Central de San Pedro
Esquina da Tupac Amaru com a Rua Santa Clara
(Próximo à Igreja de San Pedro)
Cusco (PER)

:. Escrito em 20/jan. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

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