24/09/2017

Casalzinho

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 7:35 am por Paula R.

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No Brasil, quando a gente fala de “Romeu e Julieta” num contexto de comida, quase todo mundo sabe que se trata de goiabada com queijo. O mesmo acontece aqui na Espanha com o “matrimónio”, que é como é conhecida a dupla dos peixes anchova e boquerón em conserva. O primeiro é mais salgadinho, o segundo mais suave. Se complementam e combinam muito bem com cerveja.

> Este da foto é da Taberna Mallaspina, bar com porções generosas, boas e baratas na região central. Para quem estiver turistando pela região da Puerta de Sol, vale uma passada.

Taberna Mallaspina
Calle de Cádiz, 9
Centro – Madri (ESP)
Site aqui.

> Postado originalmente no Insta.

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09/09/2017

Tinto de verano

Posted in Bares/Restaurantes, Bebidas tagged , , , , , , às 9:07 am por Paula R.

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Minha bebida favorita do verão espanhol, o “tinto de verano”, é feito com vinho, água com gás e limão (ou “gaseosa”, algo na linha da nossa H2OH!). Vende em todos os lugares – até em garrafa pet! -, mas os melhores são preparados na hora. 🍷

Esta foto foi publicada no Instagram como #tbt, a hashtag que libera fotos antigas às quinta-feiras. O registro é do drink que fechou a minha estação no ano passado, no bar “El Mirador” que só abre na primavera e verão e tem a melhor vista de Madri, no Parque Cerro de Tío Pio.

Bar El Mirador
Parque del Cerro del Tío Pío,
Calle Ramón Pérez de Ayala, s/n, Madrid

:. Veja o post original no Instagram.

28/09/2015

Terra da pizza (é clichê, mas…)

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , às 8:03 pm por Paula R.

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Essa é a pizza do Boas Maneiras, meu restaurante favorito de toda a viagem. Sabor meio a meio só no “jeitinho”.

Antes de viajar para a Itália, ouvi um sem número de pessoas dizendo que a pizza de lá “não é tão boa assim”. Acho que o pessoal anda exigente ou eu dei sorte. Como disse no post de estreia, só tive experiências gastronômicas de primeira e, talvez por isso, tenha resolvido começar escrevendo justamente sobre este prato tão icônico.

Vamos lá. Quando falamos de pizza na Itália, é preciso levar em conta alguns fatores:

1. Cada região (e às vezes até cada restaurante) faz pizza de um jeito;
2. Em Roma, a massa costuma ser fina e crocante. E nada de borda recheada;
3. Em geral, há os sabores tradicionais, como a marguerita, caprese, napolitana (e até de batata com queijo!), e as especialidades da casa. Nessas, os nomes podem ser criativos, como a Cleópatra que comi num dos dias;
4. Não, não há pizza doce. Nem catupiry – meu amigo italiano adora quando vai para São Paulo!
5. As pizzas são gigantes e individuais, mas é possível comer inteiras, pois a massa é fina e os ingredientes vêm em menor quantidade do que nas pizzas paulistanas, por exemplo. Para muitos italianos, elas são apenas o primeiro prato – simplesmente não sei como conseguem!
6. Não dá para pedir dois sabores, mas acabei burlando o sistema trocando metade com minha amiga para poder experimentar mais de um por vez;
7. Mesmo tradicionais quando o assunto é comida, os italianos não se importam se você comer os pedaços de pizza com a mão. Como o prato é muito grande, às vezes me rendia à essa modalidade para facilitar;
8. Dizem que a pizza de Nápolis, onde o prato foi inventado, é a melhor do mundo. Do mun-do. Ou seja, vou mesmo precisar voltar.

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A pizza inaugural foi no restaurante Miscelânea, que fica nos fundos do Pantheon. Bom, barato e muito bem localizado.

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Pizza em pedaço nos arredores da ponte do Castelo de Sant’Angelo para matar a fome rapidinho e provar o sabor batata com gorgonzola.

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Para todo canto que se olha em Roma, é possível encontrar o letreiro “Pizza”.

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No L’Angolo Romano, Cleópatra vegetariana, com funghi e aspargos. 😉

Nota final: pensando bem, acho que quase todos os restaurantes citados merecem um postzinho para informar endereço e outros detalhes, né? Acho que estou enferrujada… Aguardem!

(Fotos: Paula R.)

02/04/2015

Clássico

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 11:16 am por Paula R.

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Tem dias que um pão na chapa com pingado salva vidas. Encostar num balcão movimentado e pedir a dupla dá aquela sensação de pertencimento a uma cultura popular, uma instituição paulista na qual a gente nem se percebe, mas se está.

É como um código próprio que não precisa ser traduzido, que entende que o pão é um pão francês (também chamado de filão e filãozinho, no interior, ou “aguinha” mais particularmente na minha cidade), que deve levar margarina ou manteiga e ser chapeado até formar uma casquinha crocante e dourada, que não interfere na maciez do restante.

Já o pingado é a combinação de um pouco de café com um bom tanto de leite quente e, muitas vezes, é servido no copo americano. Café da manhã simples, sem brioches, croissant, queijo, geleias ou sucos detox. Coisa de “boteco” e “padoca”, que também já fazem parte do nosso vocabulário, ou daqueles estabelecimentos que a gente chama de boteco ou padoca, mas, na verdade, servem apenas PFs e lanches.

Fazia tempo que não tomava um pingado com pão na chapa na rua – afinal, em casa, não os chamamos assim -, mas hoje resolvi dar uma paradinha numa lanchonete na saída do metrô. Foram 15 minutos e R$ 5 que produziram o milagre de me fazer voltar a escrever e deixaram meu dia, digamos, mais ensolarado.

Para quem estiver na região do Sumaré:

Flor da Chapada
R. Oscar Freire, 2519,
São Paulo, SP (metrô Sumaré)
Tel.: (11) 3081-1988

Foto do meu Instagram (@margatsni_ad_aluap): Pra começar o dia bem paulista: pão na chapa e pingado. ❤️ #pãonachapa #pingado #breakfast #coffee #food #pinheiros #sãopaulo #brasil #nofilter #orfadaofelia

29/09/2014

Imagem do dia

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , às 12:34 pm por Paula R.

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Pessoas espirituosas deixam a vida mais leve. O garçom da Lig Esfiha, uma portinha na Turiassu, é uma dessas – vide a conta da última vez que dei uma passada lá. Adorei!

Outro dia faço um post sobre as esfihas do lugar: abrasileiradas, grandes e bem recheadas. Destaque para a esfiha de chocolate com morango; ideal para dias de TPM e conversinhas com as amigas.

(Foto: Paula R. Companhia do dia: Taís C. P.)

23/09/2014

RW: Ecully

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 11:59 pm por Paula R.

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Nunca tinha ouvido falar desse restaurante até me deparar com ele entre as sugestões da Restaurant Week que ficam no bairro de Perdizes, onde estou morando temporariamente. As opções de menu eram interessantes, com frutos do mar, que eu adoro, e o crème brûlée de laranja foi o fator decisivo para resolver conhecê-lo.

Não sei o que significa “ecully”. Achei que era uma palavra italiana, mas o Google Translator me diz que é francês, porém não me traz o significado. De qualquer forma, a casa é de comida contemporânea, que eu também não sei dizer exatamente o que é. Imagino que seja algo como “dos dias de hoje”, talvez receitas repaginadas, ingredientes inusitados em receitas tradicionais etc. (Experts, não me matem!)

O ambiente da casa é agradável, à meia-luz, com uma mangueira entre as mesas. A árvore deve dar um charme extra nas refeições durante o dia. Na entrada, há uma loja de vinhos, mas não parei para olhar se havia algo interessante – bom e barato, que é meu tipo preferido. Os garçons são prestativos e têm visual descolado.

Pedi o menu da RW – R$ 38,90 (almoço) e R$ 50,90 (jantar) –, acompanhado de um vinho pinot noir argentino, que saiu por R$ 53,90. Está caro ou eu que estou por fora? A comida estava boa e bem servida, o que me fez sair satisfeita por ter conhecido mais um lugar bacana em São Paulo. Pelo que dei uma olhada no cardápio regular, voltaria para provar alguns pratos.

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De entrada, pedi ostras gratinadas no pecorino (um queijo!) com ovas de capelin (um peixe!). Acho que foi o prato mais “ui ui ui” que já pedi na vida, como diriam certos amigos meus. Eram duas ostras acomodadas em caminhas de sal grosso, para serem comidas com um garfo especial. Estavam uma delícia, com sabor marcante por conta do queijo.

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O segundo prato foi uma massa: bavette ao molho de bisque, tomate, manjericão, camarões e bacon. Bem saboroso e numa quantidade que satisfez. O molho bisque, que eu não conhecia, é suave e talvez não tenha sido uma boa pedida começar com algo tão acentuado como as ostras. Mas, depois das primeiras garfadas, já consegui identificar melhor os ingredientes.

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Para finalizar, fiquei com o crème brûlée de laranja. Gosto bastante de doces feitos com laranja, como bolos e pudins, porém, nessa receita em especial, achei que havia um certo sabor de ovo se sobressaindo ao da fruta. Não estava ruim, mas, infelizmente, não correspondeu às minhas expectativas.

Ecully
Rua Cotoxó, 493
Perdizes – São Paulo (S)
Tel.: (11) 3853-3933
www.ecully.com.br
Menu na RW aqui!

(Fotos: Paula R. + print do site do Ecully)

21/09/2014

RW: Killa Novoandino

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , às 12:37 pm por Paula R.

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Acho que, finalmente, vou conseguir voltar a atualizar esse blog com mais frequência. Tenho ideias de mudanças por aqui, mas isso fica para outro post. É que ontem resolvi dar uma nova chance para a Restaurant Week e fui conhecer o Killa Novoandino, um restaurante peruano em Perdizes, que queria conhecer há tempos.

A casa tem decoração na linha “menos é mais” e o ambiente à meia luz e tranquilo é indicado para casais. No andar de cima, funciona uma “sangucheria”, que eu pretendo voltar para experimentar. O garçom que atendeu nossa mesa era muito simpático e nos informou que em breve o restaurante vai participar de outros eventos além da RW, como uma Peru Week e um festival de ceviches. Vou ficar de olho.

Andava meio desanimada com a RW por diversos motivos. Muitos dos participantes começaram a oferecer pratos mais simples como polenta, ragu (leia-se, carne com molho), saladinha básica de folhas e sorvete ou fruta de sobremesa. Esse “jeitinho” de usar ingredientes mais baratos saía um pouco da proposta de apresentar o estilo de cozinha da casa para um público que não estava acostumado a frequentá-la.

Isso somado à saída de bons restaurantes do evento e ao preço que não parava de subir – atualmente a RW está saindo por R$ 38,90 (almoço) e R$ 50,90 (jantar) – me fizeram dar um tempo na relação. Recomeçar pelo Killa foi uma boa experiência e pretendo conferir alguns outros restaurantes durante a semana.

Seguem as opções do menu para o jantar que escolhi ontem. No site do evento dá para conferir todas, além do cardápio do almoço.

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De entrada, escolhi a ensalada al tamarindo, uma salada tailandesa com macarrão de arroz chinês, pedaços de porco e ervilhas tortas com tamarindo. Estava bem gostosa, uma vez que adoro comidas agridoces. Talvez nem precisasse da carne de porco.

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Prato principal: arroz com frutos do mar, ervilha e salsa criolla. O prato é simples, mas saboroso e sem regular na quantidade de mariscos, lula e camarão. Aprovado.

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Sorvete e cachanga al ají: uma taça com sorvete de creme acompanhado de uma massinha crocante com geleia de ají amarillo. A massa era dispensável, mas a geleia levemente picante deu um toque interessante.

Killa Novoandino
Rua Padre Chico, 324
Perdizes – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 2924-1159
www.killa.com.br

(Fotos: Paula R.)

20/09/2014

Comida caipira

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 2:47 pm por Paula R.

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O Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional, ou “Feira da Comilança”, como eu e meus amigos chamamos, está completando 18 anos. A festa, que acontecia no Parque da Água Branca, passou para o Parque do Trote, na Vila Guilherme, em São Paulo, há uns três anos – exatamente o tempo em que eu não ia nesta, que é uma das minha feiras favoritas.

O evento reúne apresentações musicais, de dança, barracas de artesanato e muita comida caipira, cultura da qual sou representante. Também há algumas barraquinhas de imigrantes como a do Peru e de Portugal. Cada cidade apresenta sua culinária típica: bolinho de milho, cocada, bananada, cachaça…

No espaço ao fundo do pavilhão e atrás do palco, há uma série de barracas com buffets para refeições completas com feijão tropeiro, vaca atolada, virado à paulista, galinhada, linguiça, mandioca frita, torresmo… Enfim, para comer dando um soquinho no peito para o coração não parar. O tamanho das bandejas varia conforme o preço: R$ 14, R$ 18 e R$ 22.

Comecei minha experiência com um dos meus pratos favoritos, o “rojãozinho”, um espetinho de carne de porco no estilo da kafta. Uma delícia! Depois, arrisquei uma alheira portuguesa, seguida de um prato digno de um Homer Simpson do interior. Peguei a bandeja de R$ 18. Pra levar para casa, investi numa peça de goiabada cascão e cocadas.

A festa no Água Branca era mais charmosa (e mais fácil de chegar para mim), mas o espaço novo é maior e tem mais infraestrutura, tanto para os expositores, como para os visitantes. A Revelando São Paulo começou dia 12 e termina amanhã. Fui na quarta-feira à noite e estava bem tranquilo. Corre, que ainda dá tempo!

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Meu PF básico: dieta do porco (torresmo, linguiça e costelinha).

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Não cheguei a comprar o salame, mas provei. Lembra o nosso.

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Rojão e rojãozinho. Sempre entre os meus favoritos.

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Bonecos em exposição no setor de artesanato.

Serviço:
XVIII Revelando São Paulo
Local: Parque do Trote
Endereço: Rua Chico Pontes, 1500, São Paulo (SP)
Data: de 12 a 21 de setembro
Horário: das 9 às 21 horas
http://revelandosaopaulo.org.br

06/08/2014

O mundo cabe no Brás

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , , , , , às 10:38 pm por Paula R.

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Dia 26 de julho, fui na 19ª edição da Festa do Imigrante, que aconteceu no Museu do Imigrante, antiga hospedaria para quem chegava a São Paulo entre os séculos XIX e XX. Foi minha quinta participação no evento e sempre saí satisfeita com minhas descobertas. Infelizmente, desta vez, escrevo o post depois da festa ter acabado, mas acho que vale como algo para entrar na “to do list” do ano que vem.

Todo ano eu e meus amigos temos uma estratégia infalível: chegar às 10 horas. Parece cedo para já pensar em almoçar, mas é o tempo ideal para chegar, comprar as fichas e fazer o reconhecimento do local, olhar o que as barraquinhas estão oferecendo e ficar com dúvidas sobre por onde começar. Isso tudo antes da festa lotar.

Sempre tento evitar repetir pratos para ampliar meu repertório culinário, mas alguns revivals são inevitáveis. No total, gastei R$ 50 e saí muito bem alimentada, às 16h30. A festa também traz barraquinhas de artesanato, danças típicas – meu sobrinho adorou o “tambor japonês”! –, passeio de maria fumaça e, esse ano, contou com a reabertura do museu, que estava em reforma. A exposição está linda e muito bem montada! Vale à pena visitar.

Bulgária

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Na edição passada, fiquei com vontade das burekas búlgaras, uma espécie de salgado folhado em forma de “donut”, porém, quando fui provar, elas já haviam acabado. Este ano não quis perder a oportunidade, mas acabei sendo seduzida por um outro item da barraca: o tivenik também no formato redondo, o quitute era adocicado, com recheio de abóbora, damasco e nozes.

Uma delicinha. A unidade saiu por R$ 6.

Índia

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Alternando com paladares já conhecidos, minha segunda opção foram as tradicionais samosas indianas, pasteizinhos com recheio de vegetais e com direito a molho agridoce apimentado. Duas por R$ 7.

México

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A barraca mexicana, assim como ano passado, estava representada pelo restaurante Obá, especializado em culinárias brasileira, mexicana e tailandesa. Acredito ser o único exemplar de restaurante mais refinado a conduzir uma barraquinha na festa. Me avisem se estiver enganada.

A tostada de massa crocante com pasta de feijão, guacamole, vinagrete e queijo vale cada centavo dos R$ 9. Há duas opções de pimenta para acompanhar. Fiquei com a mais fraca e, mesmo assim, queimei a língua. Only for the braves. rs

Egito/Turquia

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Dividi um donner kebab, mais conhecido como “churrasco grego”, com uma amiga. O sanduíche é montado no pão sírio, com tiras de carne bovina, tomate, repolho, batata frita e molho de iogurte. O que provamos ano passado, com o pão assado na hora, era imbatível, mas esse também nos deixou felizes. R$ 20 que valem uma refeição.

De sobremesa, investi num ninho de damasco com calda de laranjeira que estava incrível. R$ 7 por cada doce. Foi difícil resistir a experimentar as versões de amêndoas, nozes figo, ameixa…

Destaque para o cartaz “Freedom for Gaza”, que fazia parte da decoração do estande.

Lituânia

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Por falar em doces, não poderia deixar de falar da barraca lituana, parada obrigatória desde que conhecemos a festa. Esse ano não consegui reservar um espaço para uma torta inteira, mas belisquei as dos meus amigos. Os sabores são leves e, em geral, levam frutas vermelhas, damasco ou pêssego. R$ 7 a fatia.

Alemanha

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Sempre me recuso a visitar as barraquinhas de culinárias às quais estou mais do que acostumada, como as da Itália ou Japão, mas não resisti a beber na da Alemanha. O chopp escuro Braumeister Dark de 500 ml saía por R$ 9.

Nota: adorei o fato do rótulo trazer o personagem do filme “O Homem que Ri” (1928), que inspiraria a caracterização do Coringa – aquele mesmo, o inimigo do Batman.

Rússia

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O campo das bebidas, entretanto, não ficou livre de experimentações. Na barraca russa, compramos o kvass, apelidado por eles como o “primo da cerveja”, provavelmente pelo processo de produção que envolve fermentação. O grau alcoólico é de apenas 0,5%. O copo saía por R$ 6.

Entre as opções de abacaxi com hortelã e a de beterraba, ficamos com a segunda, mais exótica. O sabor é, digamos, de beterraba. Não é doce nem salgado e, pra mim, me satisfaria em dias em que tenho vontade de tomar água com gás.

Também fomos seduzidos pelo cartaz que dizia: “Diga não ao imperialismo! Conheça o kvass, a Coca-Cola do Leste Europeu”. O kvass tem tudo para entrar na minha lista obrigatória, assim como a chicha morada ou “suco de milho roxo”, um sucesso da barraca peruana.

Armênia

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Antes de ir embora, para gastar as últimas fichas, pedimos uma omelete com bastãrmá (carne seca armênia), servido no pão sírio. O prato era feito na hora e foi um dos melhores pedidos do dia. R$ 10 e delicioso!

Só fiquei um pouco chateada por não ter sobrado nenhum espacinho para comer os pierogis poloneses – recheados de batata e queijo e com pitadas de boas lembranças. Já sabem onde me encontrar ano que vem.

Serviço:
Festa do Imigrante
Local: complexo da antiga Hospedaria de Imigrantes
End.: Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca, São Paulo
Entrada: R$ 6
www.museudaimigracao.org.br/festadoimigrante

(Fotos: Paula R.)

29/06/2013

Tradiciones Peruanas

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 12:23 pm por Paula R.

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Fato curioso (ou heresia), a verdade é que não comi comida peruana melhor do que aqui em São Paulo. Feitas por peruanos ou colombianos, como o chef do Suri Ceviche, que fique claro. Depois da minha viagem para o Peru-Bolívia, fiquei ainda mais interessada por tudo que vem desses países e feliz pela invasão do “baixo Cusco”, como alguns jornalistas têm nomeado certa região do centro paulistano.

Com os imigrantes, vêm os restaurantes de culinárias típicas e dois achados são o Riconcito Peruano (Rua Aurora) e o Tradiciones Peruanas (Av. Rio Branco). Este post, entretanto, é sobre o segundo deles, pois do outro não tenho fotos; terei que voltar para garantir a resenha. Ô, desculpa!

O Tradiciones divide a menor parte do toldo vermelho do Habib Ali, casa árabe que ainda preciso conhecer. Sentei numa das três mesas de dentro do restaurante, mas a maioria fica na calçada ou na sobreloja, que estava em reforma.

Porém, o que o Tradiciones perde em infraestrutura, ganha em simpatia. Ganhamos dois copos de chicha morada (bebida de milho roxo fermentado) da garçonete, que acredito também ser a dona. Ela me chamava de “mami”, tratamento comum em terras incas para mulheres em “idade de ser mãe”, segundo minha interpretação. Enquanto esperávamos, um potinho com “cancha”, milhos salgados com cara de piruá e gosto de pipoca, também nos foi dado de cortesia.

Em nossa estreia, escolhemos o prato “la viagra marina”, que reune ceviche de pescado, “chicarrón de calamar” (lula a milanesa) e arroz de mariscos. Diferente dos que já havia provado, o ceviche veio mergulhado num creme verde e tinha ardência moderada. Tudo estava bem gostoso e, apesar de ser o prato mais caro do cardápio, custava R$ 60 e servia duas pessoas.

O público do restaurante se divide em peruanos, trabalhadores do centro e “moderninhos”. Recomendado para quem não tem frescura e gosta de comer bem. Seria reprovado por minha alergologista.

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Serviço:
Tradiciones Peruanas
Av. Rio Branco, 439
Sta. Ifigência – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3843-6923

Nota: soube do TP pelo blog “Alegoria da Panela”, da amiga Muriel V. Vale conferir o post.

(Fotos: Paula R.)

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