15/05/2011

450 sinônimos de cachaça

Posted in Bebidas tagged , , , às 8:35 pm por Paula R.


Nesse sábado, participei de uma tarde de experiências gastronômicas com um grupo de amigos, cujo tema era comida brasileira. Fui responsável pela desgustação de cachaças e, para dar mais graça à coisa, procurei por sinônimos da bebida mais brasileira. Além dos clássicos “caninha”, “branquinha” e “água que passarinho não bebe”, tem uns bem divertidos.

a-do-gengibre, a-do-ó, a-que-incha, abençoada, abranda-sol, abre, abre-bondade, abre-coração, abrideira, abridora, absinto-caboclo, aca, ácido, aço, acuicui, adorada, água, água-benta, água-bórica, água-branca, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-de-setembro, água-lisa, água-pé, água-pra-tudo, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguarrás, agundu, alicate, alpista, alpiste, amansa-corno, amarelinha, amorosa, anacuíta, angico, aninha, apaga-tristeza, a-que-incha, aquela-que-matou-o-guarda, aquiqui, arapari, ardosa, ardose, ariranha, arranca-bofe, arrebenta-peito, arretada, assanha-menina, assanhadeira, assina-ponto, assovio-de-cobra, azeite, azougue, azulada, azuladinha, azulina, azulzinha, bafo-de-tigre, baga, bagaceira, baronesa, bataclã, berdoega, bicarbonato-de-soda, bicha, bichinha, bicho, bico, birinaite, birinata, birita, birrada, bitruca, boa, boa-pra-tudo, bom-pra-tudo, borbulhante, boresca, braba, branca, brande, branquinha, brasa, braseira, braseiro, brasileira, brasileirinha, brava, briba, cachimbo, cachorro-de-engenheiro, caeba, café-branco, caiana, caianarana, caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canforada, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chinelada, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cospe-fogo, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe, cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo, curandeira, da-bica,danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira, ela, elixir, engenhoca, encurta-caminho, endiabrada, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático, faceirinha, fala-mansa, faz-xodó, fecha-corpo, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, firulinha, fogaréu, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, friinha, fruta, furibunda, furiosa, garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gavetada, gengibirra, geribita, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gracinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue (CAB), guampa, guarupada, homeopatia, iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca, já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga, lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha, maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana (ou aluanda ou aruana ou aruanda ou luana ou luanda), mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, mé, melé, meleira, meropéia, meu-consolo, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango, não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um, óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim, panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona, puxa-faca, quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim, rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte, salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca, tafiá, tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos, uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo, vela, veneno, venenosa, vinho do mel da cana, virge, virgem, xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre, zuninga.

(Fontes: essa e essa)

10/02/2011

Comida no museu

Posted in Bebidas tagged , , , , , , às 10:34 pm por Paula R.

Sempre me interessei por embalagens e rótulos, no supermercado, na TV… Gosto de acompanhar a evolução de um determinado produto – algo de designer mora nesse corpo de jornalista? Por isso, fiquei interessada na nova exposição do Instituto Tommie Othake, que reúne rótulos de cachaça produzidos entre as décadas de 1950 e 1960. Muitas delas devo ter visto nas próprias garrafas no Museu que visitei em Lagoa do Carro (PE), como a do Pelé.

No instituto, também entrou em cartaz a mostra que reúne cartazes criados pela “Companhia de Annuncios em Bonds”, dos anos 1940 aos 1970. Seguindo mais ou menos a mesma linha, o Museu Paulista traz a Mostra: Papel de Bala, que reúne embalagens de balas, chicletes e doces, como as balas Chita.

> Mais na Folha e no Órfã

(Img: reprodução da Folha)

24/11/2009

Museu da Cachaça

Posted in Bebidas tagged , , , às 10:54 am por Paula R.

“Satanás andou no mundo
plantando sua semente
ia deixar muitos males
para acabar com a gente
tendo de ir-se depressa
só deixou a aguardente”

É com esses dizeres que o Museu da Cachaça, na cidade de Lagoa do Carro (PE), recebe os visitantes. O lugar é um pouco inóspito e, apesar de estar aberto todos os dias, a gente precisa tocar uma campainha para que ele seja aberto para cada visitante que chega. A entrada é R$ 3,00 (R$ 1,50 meia).

Inaugurado em 1996, o museu consiste basicamente na coleção de José Moisés de Moura, que entrou para o Guiness Book com 3.645 unidades e hoje já está com mais de 8 mil. As garrafas estão separadas por temas (animais, futebol, mulheres, homenagens…), no primeiro ambiente, e depois por estados. Encontrei duas representantes de Rio Claro, a “3 Fazendas” e a “Vila Velha”.

Tem também uma área com alguns equipamentos doados pela Pitu, alguns bonecos engraçados para compôr o ambiente de fotos com os turistas e uma lojinha de souvenirs.

Gostei de ter visitado, afinal é muito pitoresco, mas recomendo apenas para quem está passando pela região, sentido agreste. Saindo de Recife, a viagem demorou quase 1h30, a coleção não estava num estado de limpeza dos melhores e não há lugar bacana pra sentar e degustar um pouco da bebida – o que eu acho que seria fundamental. Quem sabe alguém não resolve investir algum dinheiro lá? A idéia é boa e o tema fértil.

Serviço:
Museu da Cachaça
Chácara do Girassol
Cidade do Carro-PE
Tel.: (81) 3621-8208
http://www.museudacachaca.com.br/

18/09/2009

Boletim Revelando SP

Posted in Por aí tagged , , , às 12:54 pm por Paula R.

copinhoOntem, finalmente, consegui dar um pulo na feira do parque da Água Branca. Comi uma porção de alheira numa barraca portuguesa (R$ 6), que estava uma delícia. Também passei no Rancho Tropeiro para provar dois rojõezinhos – aquela kafta com carne de porco (R$ 3 cada ou 2 por R$ 5). Dá até uma tristeza pensar que agora só no ano que vem! Ainda tomei a Cachaça do Jotinha, envelhecida um ano e meio, muito boa.

O “Festival da Cultura Paulista Tradicional – Revelando São Paulo” segue até domingo, dia 20. Ainda dá tempo!

(Foto: Ricardo Junqueira/ stock.xchng)