17/10/2015

Abrindo os trabalhos

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , às 4:33 pm por Paula R.

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Era alguém que gostava de comer bem que inventou essa história de iniciar uma refeição com antepastos. Na Itália, as variedades são tão elaboradas que eu poderia viver apenas disso – na verdade, já pensava isso nas cantinas de São Paulo!

Há opções de carnes frias, saladas (inclusive de macarrão), azeitonas, corações de alcachofra, cogumelos, berinjela à parmigiana, mini pizza frita, vegetais empanados, queijos variados, quente e frios, e, claro, os embutidos – o prosciutto crudo, tipo de presunto curado sem cozimento, é mesmo uma coisa divina! Tudo acompanhado de muito pão italiano, que, na Itália, eles chamam apenas de “pão”. (Desculpem, não resisti à piadinha.)

Para ilustrar o post sobre essa maravilha da culinária local, escolhi falar da Osteria San Rocco, na cidadezinha de Frascati, vizinha de Roma. O restaurante tem mesas compridas no meio de uma praça e a gente come vendo os prédios antigos, as árvores e sob a luz amarela dos postes antigos ou dos fios com pequenas lâmpadas, que condizem com meu imaginário sobre estabelecimentos italianos.

Este foi o primeiro dia que saímos para comer e, também, que ficamos assombrados com as enormes quantidades de comida. O prato de antepastos era tão elaborado e saboroso, que eu simplesmente não consegui comer a massa à matricciana que pedi. Até tentei dar umas garfadas, mas, se continuasse, passaria mal. Há tempos não sentia essa sensação de “não consigo ver comida na minha frente”.

A partir desse dia, passamos a pedir antepastos para dividir.

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A mesa charmosa no meio da praça e o prato de massa que eu desperdicei.

Osteria San Rocco

Piazza San Rocco
V. Cadorna – Frascati (ITA)
Site aqui.

(Foto: Paula R.)

28/09/2015

Terra da pizza (é clichê, mas…)

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , às 8:03 pm por Paula R.

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Essa é a pizza do Boas Maneiras, meu restaurante favorito de toda a viagem. Sabor meio a meio só no “jeitinho”.

Antes de viajar para a Itália, ouvi um sem número de pessoas dizendo que a pizza de lá “não é tão boa assim”. Acho que o pessoal anda exigente ou eu dei sorte. Como disse no post de estreia, só tive experiências gastronômicas de primeira e, talvez por isso, tenha resolvido começar escrevendo justamente sobre este prato tão icônico.

Vamos lá. Quando falamos de pizza na Itália, é preciso levar em conta alguns fatores:

1. Cada região (e às vezes até cada restaurante) faz pizza de um jeito;
2. Em Roma, a massa costuma ser fina e crocante. E nada de borda recheada;
3. Em geral, há os sabores tradicionais, como a marguerita, caprese, napolitana (e até de batata com queijo!), e as especialidades da casa. Nessas, os nomes podem ser criativos, como a Cleópatra que comi num dos dias;
4. Não, não há pizza doce. Nem catupiry – meu amigo italiano adora quando vai para São Paulo!
5. As pizzas são gigantes e individuais, mas é possível comer inteiras, pois a massa é fina e os ingredientes vêm em menor quantidade do que nas pizzas paulistanas, por exemplo. Para muitos italianos, elas são apenas o primeiro prato – simplesmente não sei como conseguem!
6. Não dá para pedir dois sabores, mas acabei burlando o sistema trocando metade com minha amiga para poder experimentar mais de um por vez;
7. Mesmo tradicionais quando o assunto é comida, os italianos não se importam se você comer os pedaços de pizza com a mão. Como o prato é muito grande, às vezes me rendia à essa modalidade para facilitar;
8. Dizem que a pizza de Nápolis, onde o prato foi inventado, é a melhor do mundo. Do mun-do. Ou seja, vou mesmo precisar voltar.

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A pizza inaugural foi no restaurante Miscelânea, que fica nos fundos do Pantheon. Bom, barato e muito bem localizado.

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Pizza em pedaço nos arredores da ponte do Castelo de Sant’Angelo para matar a fome rapidinho e provar o sabor batata com gorgonzola.

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Para todo canto que se olha em Roma, é possível encontrar o letreiro “Pizza”.

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No L’Angolo Romano, Cleópatra vegetariana, com funghi e aspargos. 😉

Nota final: pensando bem, acho que quase todos os restaurantes citados merecem um postzinho para informar endereço e outros detalhes, né? Acho que estou enferrujada… Aguardem!

(Fotos: Paula R.)

20/09/2015

Ah, Itááália!

Posted in Por aí tagged , , , às 7:49 pm por Paula R.

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A exclamação, que se tornaria celebre na voz do Vanucci quando da vitória da “squadra azzurra” na Copa de 2006, é a primeira que me vem à cabeça quando penso em fazer o post de estreia sobre minhas férias na Itália. Sei que deixei um buraco enorme nos registros espanhóis, mas peço licença para dar a vez à culinária do Lácio, região onde fica Roma. A vida dá suas voltas.

Talvez os especialistas digam que a Itália não tem os pratos mais elaborados, os sabores mais desafiadores ou a etiqueta mais refinada à mesa, mas a verdade é que não tem para ninguém: não comi mal uma vez sequer nos 10 dias que estive por lá! Podia ser no café da manhã em casa, no salgado da lanchonete, no restaurante do ponto turístico ou nas melhores indicações dos próprios moradores, sempre saía mais do que satisfeita.

Claro que, como descendente de italianos, a culinária sempre me foi familiar e tem, inclusive, apelo sentimental. Porém, nunca tinha visto uma sociedade em que a comida é levada tão a sério. As refeições, os horários, as reuniões familiares, o modo de preparo e a qualidade dos ingredientes são assuntos com os quais simplesmente não se brinca.

Não à toa a Itália sediou a primeira parte do livro “Comer, rezar e amar”, mesmo com tantas igrejas por lá. Confesso que senti uma certa responsabilidade em escrever pela primeira vez sobre a comida dos meus bisavós (e dos antepassados de quase metade das pessoas que conheço), mas eu precisava começar de alguma maneira.

Nos próximos posts, falarei um pouco mais sobre os pratos aí de cima e sobre as curiosidades que me deparei in loco. Faz cinco dias que voltei para a Espanha e já sinto saudade. Um dia ainda volto.

(Fotos: Paula R.)

21/03/2011

Pizzeria Speranza

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 11:59 pm por Paula R.


Dando continuidade às festividades de aniversário do Órfã, o dia terminou em pizza. Como no ano passado, queria um lugar onde nunca havia ido e o escolhido foi a pizzaria Speranza, na 13 de Maio; já tinha ouvido falar inúmeras vezes do pão de linguiça da casa e esse foi o fator decisivo.

De entrada, como não poderia deixar de ser, pedimos o tortano, o tal do pão, que é bem gostoso, porém um pouco gorduroso e “salgado” – R$ 11,90 a fatia. As pizzas foram de mussarela de búfala com calabresa de javali e mussarela com presunto parma (R$ 55). Tudo estava saboroso e era feito com bons ingredientes, mas confesso que achei um pouco caro demais. É comida italiana, poxa vida!

Os vinhos seguiam a mesma linha e o mais barato que não era o da casa, um malbec argentino, saiu por R$ 60. Além do preço, achei o ambiente que ficamos muito claro, o que tirou um pouco o “aconchego” esperado de um restaurante de mamma.

Valeu mesmo pela companhia na hora do brinde. Filhos doentes, chuva e trânsito fizeram com que apenas três amigos conseguissem chegar, mas, como diz a filosofia popular, o importante é a qualidade e não quantidade. Obrigada pela presença, meninas!

A pizzaria Speranza foi aberta  em 1958 e é uma das mais tradicionais da cidade, premiada pela Veja, Época e Estadão. Não entraria no meu Top 5 de massas – estou ficando exigente com a idade? –, mas a casa tem fama suficiente para viver cheia. Quando fomos embora perto da meia noite ainda tinha gente chegando; o horário de fechamento é um ponto positivo: varia da 1h às 2h da manhã.

Serviço:
Cantina e Pizzeria Speranza*
Rua 13 de Maio, 1004
Bixiga – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3288-8502/3288-3512
www.speranza.com.br
*Tem unidade em Moema também.

(Fotos: Paula R.)

05/11/2010

Cantina aprovada

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 4:22 pm por Paula R.


Sabe aquele lugar que seus amigos indicam, mas você vai postergando para conhecê-lo? Com o Pasquale foi assim, sem nenhum motivo específico. Além das inúmeras recomendações, foi eleita a melhor cantina de São Paulo (Comer & Berber 2010, da Veja) e fica pertinho do meu trabalho novo, mas acho que o último incentivo foi ler um post sobre o restaurante no blog do Katsuki.

Há algumas semanas, fui tirar a prova. Chegamos cedo, por volta das 20 horas, e foi fácil achar lugar – quando saímos já tinha fila de espera. Escolhemos uma mesa no andar de cima, mas embaixo há um ambiente externo sob uma parreira que deve ser interessante para os almoços. As paredes são de tijolinhos e a decoração é discreta, nada do charme turístico dos Mancini, a Disneylândia das cantinas, nem do toque decadente de alguns endereços do Bixiga.

O cardápio não é vasto. Não há conchigliones, lasanhas, rondellis ou canelones, mas dá para ser feliz. Pedi um prato de riganoti amatriciana (tomate picado, pancetta, alho, manjericão e pecorino romano). Mas o destaque mesmo são os antepastos. Há inúmeras opções e fica até difícil escolher. Ficamos com um embutido caseiro que lembrava o salame lá de casa, abobrinhas grelhadas, berinjela, azeitonas pretas e três tipos de queijo (o de leite de bufála pastoso era divino!). Tudo regado a um tinto argentino.

Pra fechar, um sorvete de tangerina que estava muito saboroso. Não lembro exatamente o preço de tudo, mas acho que saiu por volta de R$ 75 por pessoa. Se você não bebe, sai mais em conta.

Nota: ouvi dizer que o Pasquale está para mudar de endereço. Quando souber o novo, atualizo aqui.

Serviço:
Pasquale
Rua Amália de Noronha, 167
Pinheiros – São Paulo-SP (metrô Sumaré)
Tel.: (11) 3081-0333
www.pasqualecantina.com.br
Não abre de domingo.

(Foto: Paula R.)

05/07/2010

A rua das cantinas

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , , , às 10:00 am por Paula R.



A rua Avanhandava toma apenas um quarteirão na região do Centro. Ela foi toda reformada pela iniciativa privada e ficou muito charmosa com seus cordões de luzes coloridas, fonte e paralelepípedos novos. No pequeno espaço, estão diversos restaurantes pertencentes ao Mancinis – a famosa cantina Famiglia Mancini, o Walter Mancini Ristorante, o piano bar Jeremias, uma pizzaria, um barzinho…

Desses, só conheço o Walter Mancini e a cantina. Fazia um bom tempo que não dava as caras por lá, mas, no final de semana, fomos para que uma amiga conhecesse a Famiglia Mancini e acabamos ficando na vontade; a casa está em reforma. Descobri agora no site que um cardápio especial com pratos de lá está sendo servido na pizzaria que fica logo no começo da rua. Voltaremos.

Plano B

Mas há uma boa opção de cantina ali também, que não pertence aos Mancini: o Gigetto. Há 70 anos no lugar, não é tão badalada e não se formam grandes filas de espera, porém a comida, que é o que importa, não deixa nada a desejar. O couvert é bem gostoso e inclui pão italiano, bruschetta, manteiga, antepasto de berinjela e sardela.

A maioria dos pratos dá para duas pessoas. Desta vez, pedi conchiglias recheadas com queijo “ao forno” (molho vermelho, linguiça e mussarela gratinada). O vinho da noite foi um argentino da Família Barberis (R$ 47) e completou o astral da mesa; boa comida, bons amigos e bom vinho: não tem como dar errado. A conta por cabeça saiu em torno de R$ 60.

Serviço:
Gigetto
Rua Avanhandava, 63
Bela Vista – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3256-9804/ 3256-6530

(Foto: reprodução do site da Famiglia Mancini)

24/03/2009

Cannoli

Posted in Pratos/restaurantes tagged , às 3:02 pm por Paula R.

:. Ainda não sei fazer…

juventus_sp No último sábado, fui assistir pela primeira vez a um jogo do Juventus na tradicional Rua Javari (na verdade, Estádio Conde Rodolfo Crespi), na Moóca. O interessante é que, durante o intervalo, a batalha passa do campo para debaixo das escadas, onde é vendido o cannoli. O doce, tipicamente italiano, é composto por um tubo de massa folhada recheado com creme de ovos e empanado no açúcar.

No meio do empurra-empurra, a unidade sai por R$ 1,50, mas é bom levar dinheiro trocado para não acabar comprando mais do que gostaria. É um pouco gorduroso, apesar de não muito doce, mas entra para o roll de iguarias que fazem mal, porém valem à pena, como os churros e o bacon.

Não sei fazer, nem onde comprar a não ser lá. Portanto, aos amantes do futebol, fica o convite.

Em tempo: a partida foi com o Grêmio Catanduvense, pela série A2 do Campeonato Paulista, e o time da casa venceu por 2 x 1.