24/08/2012

A sentença

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , às 12:08 pm por Paula R.

Semana passada toda essa história de dieta e alergia chegaria ao fim. Peguei os resultados dos exames, minhas anotações sobre o que tinha comido-bebido-usado nas 48 horas antes da primeira crise e fui para a alergologista sem muita esperança de descobrir o que causara tudo.

Felizmente, os exames não indicaram nenhuma incompatibilidade alimentar, apenas uma alergia leve a poeira doméstica. A médica estava com a expressão da primeira consulta, quando me disse que 95% das pessoas tinham uma alergia não diagnosticada na vida, até conferir todos os itens da minha listinha pré-crise.

– Você comeu iogurte vencido?
– … (sorriso amarelo)
– Vencido há mais de DOIS MESES?!?
– … (sorriso amarelo cabisbaixo)

Pois é, caros leitores, fiz isso. Nem sabia como deixar a vergonha de lado e assumir o deslize, mas que minha imprudência sirva para que não passem pela mesma coisa. Quando tentei lembrar de tudo o que havia comido para fazer a lista para a médica, depois de especular sobre os poderes malignos do bacon, fui conferir a validade do produto na geladeira e já imaginei que o problema estaria ali – mesmo acreditando que esse tipo de coisa pudesse causar um desarranjo instestinal ou vômito e não uma alergia.

Na verdade, a constatação da médica foi a seguinte. No domingo, dois dias antes da crise, fizera um bazar de trocas entre amigas na minha casa, o tipo de evento recheado da tal poeira doméstica. Com isso, meu organismo precisou se defender liberando um monte de histamina. Nos dias que se seguiram, me alimentei de muitas coisas com corantes e conservantes (gelatinas, patês, embutidos, refrigerante…), que também exigem liberação dessa substância. E, por fim, quando os iogurtes – sim foram mais de um! – caíram na minha circulação sanguínea, foram uma bomba.

Provavelmente, o bacon tenha acelarado o processo ou sido a gota d’água, mas há grandes chances de que ele, o pó e a comida industrializada sozinhos não teriam causado nada. Toda essa história foi uma grande dor de cabeça e um belo susto, porém, saio dela com diversos aprendizados. Parece que tem coisas que a gente só aprende na marra.

> Para saber como tudo começou, acesse aqui e aqui. E a novela toda.

(Foto: Paula R.)

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03/08/2012

Cinco semanas*: Komy’s

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 7:56 pm por Paula R.

É, a dieta restritiva está entrando em sua reta final e há tempos parei de marcar mentalmente cada dia passado. Quando me perguntam quanto falta para terminar, já preciso fazer as contas. Nesta quinta semana, não aprendi nenhuma receita nova, mas descobri que o restaurante por quilo mais gostoso que fica perto do meu trabalho só usa temperos naturais.

Se tivesse descoberto isso antes, minha vida teria sido muito mais fácil nas últimas semanas, mas prefiro me deter na máxima “antes tarde do que nunca”. Com exceção dos pratos que levam coloral, que a dona gentilmente me indicou, e daqueles que contêm outros “ingredientes proibidos”, posso comer de tudo.

Geralmente, quando vou lá, não como carne nenhuma diante da variedade de pratos com cogumelos, lasanhas e suflês. O buffet de saladas também é um dos maiores da região. O Komy’s funciona apenas no horário de almoço e não abre aos sábados. Há opção de pagar um preço fixo e comer à vontade ou por quilo.

Serviço:
Komy ‘ s
Rua Mourato Coelho, 993
Vila Madalena – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3817-5810

*Nota: e a dieta também já levou 5,5 kg! Para saber como tudo começou, acesse aqui e aqui.

(Fotos: reprodução do FB do Restaurante Komy’s)

29/07/2012

Açúcar demerara

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , às 4:39 pm por Paula R.

A dieta restritiva* tem me feito descobrir receitas e produtos que nunca tinham me chamado a atenção. Como a regra geral me impede de consumir industrializados, adoçantes e açúcar refinado também entraram na dança, o que me levou a consumir, finalmente, o mascavo da cooperativa Grande Sertão, que ganhei no assentamento do alto de Minas.

Os doces de banana que fiz ficaram incríveis, mas os chás e sucos acabam com o sabor um pouco alterado por conta do gosto de rapadura característico. Com o tempo, a gente se acostuma, é claro.

Outro dia estava viajando e, como não ando com um punhado de açúcar mascavo na bolsa, resolvi dar um pulo no mercado e encontrei esse tal de açúcar demerara. Não sabia examente do que se tratava, mas os dizeres “livre de aditivos” me convenceram a comprar. O produto parece ser um estágio entre o mascavo e o cristal e tem a vantagem de não adulterar o sabor original dos alimentos.

Segundo li por aí, o mascavo é o açúcar bruto, extraído depois do cozimento do caldo de cana, e não é refinado, conservando o cálcio, o ferro e os sais mineirais. Enquanto o demerara passa por um refinamento leve, mas não recebe nenhum aditivo químico, o que mantém seus valores nutricionais altos, parecidos com os do mascavo.

O demerara que comprei é da União, linha Naturale, e vi que há também opção da Native, que ainda é orgânico.

> Confira as definições de diversos açúcares (cristal, de confeiteiro, orgânico…) nessa matéria da Mundo Estranho.

*Sobre a dieta antialérgica: aqui e aqui.

(Foto: reprodução do site da União)

26/07/2012

Quatro semanas*

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , às 2:49 pm por Paula R.

Acho que essa quarta semana foi marcada por uma espécie de libertação. Foi quando, finalmente, consegui relaxar e a dieta restritiva fluiu com naturalidade. Também consegui passar por um final de semana gastronômico com almoços no Gopala Hari, buffet de saladas no America e jantar no Marakuthai.

Quanto aos doces, estava bem servida com um de damasco e um de goiaba providenciados pela família, porém, foi difícil enfrentar uma TPM sem chocolate. Tem coisas que a frutose não faz por você.

Por outro lado, um saldo positivo é que não parei de emagrecer, apesar de não controlar as quantidades, comer carboidratos e doces, chá com açúcar etc. Até agora, se foram 4,6 kg. Ooh lalah!

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

20/07/2012

Dia 22*: Creme de ricota

Posted in Receitas de salgados tagged , , , às 11:21 pm por Paula R.

:. (Ultra) Fácil – Porção para a semana (1 a 2 pessoas)
:. Receita da Milena M.

Ingredientes:

400 g de ricota
1 copo de água
Sal

Modo de preparo:

– Pique a ricota e leve ao liquidificador para bater com a água. Coloque o líquido aos poucos até ficar na consistência que preferir.
– Com o creme ainda batendo, adicione duas pitadas de sal.
– Guarde num pote de vidro limpo e seco na geladeira.

Nota: me recomendaram também a versão com ervas, mas ainda não testei.

:. Historinha…

Como já falei por aqui, uma das maiores dificuldades dessa dieta restritiva vinha sendo comer pão seco. Com margarina, requeijão, maionese, catchup e mostarda proibidos, acabava apelando para o azeite ou queijo branco derretido. Também me aventurei nos doces caseiros e no antepasto de abobrinha, mas a dica de uma amiga – e fiel leitora do blog – foi o que realmente revolucionou meu dia a dia. Esse creme de ricota é gostoso e “molhadinho”. E fez minha vida um pouco mais feliz.

(Foto: Gerla Brakkee/stock.xchng)

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

19/07/2012

Três semanas*

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , às 2:51 pm por Paula R.

Com a dieta restritiva, os posts apetitosos caíram consideravelmente por aqui. Imaginei que isso fosse inevitável, mas a boa notícia é que já passei da metade do prazo estipulado. Essa terceira semana, entretanto, foi marcada por uma gripe bem chatinha.

Nunca fico doente e há meses tomava complexos vitamínicos para dar uma força para o sistema imunológico, mas tive que parar por conta do tratamento da alergia. Também por causa disso, não posso tomar nenhum remédio, o que me fez enfrentar a gripe na unha. Foi um período de muita dor de garganta, coriza e sinusite, regado apenas a chás e sucos de laranja – só não cheguei a apelar para o clássico chá de alho com limão.

Tendo em mente que minha alimentação anda bem natural, há de se pensar que está sendo totalmente saudável, o que não justificaria a gripe. Porém, por falta de planejamento meu, alguns dias acabo comendo pouco, demorando muito para comer ou mesmo me satisfazendo apenas com pão e queijo branco, o que pode acarretar na falta de nutrientes. Melhorarei.

Não foi das coisas mais fáceis, mas já passou. Talvez o mais difícil que tive que enfrentar até agora foi resistir aos brigadeiros da festa da minha irmã que fui no final de semana. Isso sim foi dolorido.

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

(Foto: Anya/stock.xchng)

12/07/2012

Duas semanas*

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , às 11:50 pm por Paula R.

Catorze dias são suficientes para passar pela fase mais crítica da “abstinência” de uma dieta restritiva. O trabalho causado por ter que cozinhar praticamente todas as refeições também começa a fazer parte da rotina e já dá para ter certeza de que vou sobreviver. Brincadeiras à parte, para comemorar a data, resolvi fazer uma listinha – sempre elas! – com um balanço do que tenho comido até aqui.

Carnes: bovina ou frango em 50% das refeições (ou menos).
Temperos: alho, cebola, sal e ervas.
Para adoçar: açúcar mascavo.
Café da manhã: chá (ou suco de laranja) e pão com queijo branco.
Lanche da tarde: frutas ou leite batido (de saquinho) com banana.
Fora de casa: queijo quente com suco de laranja com mamão.
Pão francês: com queijo branco frio, quente, assado com orégano, com azeite, doces de frutas ou hamburguer caseiro (sem ovo e com temperos naturais).
Doces: caseiros de goiaba, damasco e de banana.
Nos bares: batata e mandioca frita com suco de laranja.
Meu reino por: sorvete, chocolate e cerveja.

Nota: para encerrar, uma anotação estilo Bridget Jones: mais 1,2 kg off (3,7 kg no total).

08/07/2012

Dia 10*: Antepasto de abobrinha

Posted in Receitas de salgados tagged , , , , às 2:15 pm por Paula R.

:. Fácil – Porção para 8 pessoas

Ingredientes:

2 abobrinhas italianas
2 dentes de alho
Ervas (orégano, salsa, cominho, alecrim)
Pimenta calabresa desidratada
Azeite extra virgem
Sal

Nota: usei um mix de temperos italiano que comprei no Mercadão.

Modo de preparo:

1. Lave e fatie as abobrinhas em rodelas bem finas (entre 1 e 2 mm).
2. Numa panela, refogue o alho picado ou passado no espremedor em um fio de azeite. Quando começar a dourar, acrescente a abobrinha.
3. Adicione duas colheres (café) de sal, um punhado das ervas e uma pitada pimenta.
Nota: o tempero é sempre ao gosto do freguês, mas, na dúvida da quantidade, use menos e depois acrescente mais conforme for experimentando.
4. Adicione fios de azeite sobre todo o conteúdo da panela e mexa bem.
5. Coloque em fogo médio e tampe, mexendo periodicamente até a abobrinha ficar bem mole. Prove para verificar se ficou bom de sal, temperos ou azeite.
Nota: determinei minha medida de azeite quando levantei uma rodela de abobrinha com o garfo e ela estava pingando.

Sugestão: comer frio, com pão italiano.

:. Historinha…

Nossa, como fazia tempo que eu não postava uma receita por aqui! Com a criatividade exigida pela dieta restritiva, essa seção deve se aquecer por esses tempos. Para não recusar o convite de uma amiga, fui jantar na casa dela no final de semana e preparei meus próprios comes. É claro que facilita ter uma certa intimidade com a anfitriã, pois tive total liberdade para fazer suco de laranja e brusquetas de queijo branco e assim pude me divertir com todo mundo. Também levei um antepasto de abobrinha que inventei em casa e deu certo. Como não tenho alternativa de produtos para passar no pão, o doce de banana caseiro e agora esse antepasto estão me salvando a vida.

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

05/07/2012

Primeira semana*

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , às 11:03 pm por Paula R.

Depois de um certo chororô, eis que completo uma semana de “dieta restritiva antialérgica”, alcunha escancarada que adotei. Relendo os primeiros posts, é até engraçado me dar conta da diferença entre o que eu achava que me aguardava e o que realmente aconteceu nesses primeiros dias.

Não, minha vida social não deixou de existir. Sim, é possível não passar fome comendo somente coisas saudáveis e sem conservantes. Muitos dos contratempos acabaram sendo resultado de uma fase de adaptação de hábitos. Tenho que cozinhar em casa todo dia, levar marmita para o trabalho, e isso faz com que tenha que me planejar melhor, ter sempre carne e verduras frescas em casa, esse tipo de coisa.

Também tenho que ser criativa nos temperos, nos preparos, para que não fique tudo com o mesmo gosto todos os dias. Mas é aquele tipo de desafio dos bons, que a gente só tem a ganhar. Dia desses minha prima me fez a pergunta já clássica de “O que você come, então?”, logo após desfiar a lista de proibições da dieta, e foi, então, que me dei conta de que tinha uma resposta mais clara: como o tipo de comida que minha mãe fazia quando morava com ela.

Outra constatação interessante está relacionada à balança. Em uma semana, perdi 2,5 quilos sem me preocupar em comer pouco. Não abro mão do pão francês (o único liberado) e os meus pratos de arroz com feijão são bem servidos, o que me leva a refletir sobre quantas calorias nos reservam os enlatados, embutidos e congêneres.

*Contagem da dieta antialérgica. Mais aqui e aqui.

(Foto: Paula R.)