23/10/2016

Matando a saudade

Posted in Por aí, Uncategorized tagged , , , , , , , , às 9:19 am por Paula R.

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Nos últimos anos, não foi fácil manter a frequência de posts por aqui. Aquela história de que a vida dá voltas etcetera e tal. Mas não vim dar desculpas, nem fazer promessas que não vou cumprir, portanto, vamos aproveitar o momento. E o momento é de que bateu uma saudade de escrever no Órfã e compartilhar um pouquinho da minha relação com a comida.

Muita gente não sabe, mas estou morando na Espanha há um tempinho – mil coisas para contar, fotos de comidas registradas, comidinhas preferidas, mas, para esse retorno, escolhi falar justamente daquilo que faz falta quando se está longe de casa.

Tenho um grupo de amigos brasileiros aqui em Madri e tentamos nos encontrar sempre que dá. Incrível como faz bem estar perto de gente da terrinha! Dia desses, num feriado de outubro que também é feriado no Brasil, resolvemos fazer um “almoço brasileiro” para aquecer o estômago numa tarde de chuva.

O esquema foi colaborativo; cardápio decidido no grupo do Whatsapp, cozinheiros voluntários e receitas com e sem carne, para agradar todo mundo. Teve:

arroz (tem que comprar o arroz largo, porque o redondo é para paella e risotos e fica uma papa só. Descobri empiricamente.)
feijão (grande, avermelhado e de lata, mas que cumpriu bem o papel para aplacar o banzo)
farofa (com receita goiana)
linguiças (chistorra e chorizo para fazer as vezes da toscana)
couve e acelga refogadas
mandioca frita (que aqui se chama yuka e demorou um tanto para ficar pronta no fogão de vitrocerâmica)
moqueca vegetariana (na panela de barro vinda do Brasil!)
brigadeiro
pé de moleque

A couve e o docinho junino ficaram por minha conta.

A saga da couve

couve

Engraçado como ingredientes tão comuns no Brasil exigem um certo trabalho de detetive para serem encontrados. Assim aconteceu com a couve. O primeiro desafio foi descobrir como ela se chamava em espanhol, uma vez que a couve idêntica a que temos eu nunca encontrei. Chegamos à conclusão de que o que há de mais perto da nossa é a berza, que tem o gosto e textura bem parecidos, porém com uma diferença marcante no visual: ela é toda crespa.

Não é algo que se encontra nos supermercados comuns e comprei a minha no “Mercado de las Maravillas”, no bairro de Tetuán, por indicação de uma amiga. Encontrei um único exemplar no mercado inteiro e, como o almoço seria para 15 pessoas, também levei um maço de acelga para complementar.

São João fora de época

pedemoca

Para fazer o pé de moleque, encontrei o amendoim cru no mesmo mercado nas lojas de produtos latinos. O meu vinha do Peru e era um pouco maior (e sem pele) do que os brasileiros tradicionais para cozinhar. O leite condensado já se encontra nos supermercados regulares e precisei dele, pois a receita que fiz, na verdade, é de pé de moça – um clássico na minha família. Para lembrar de todos os detalhes, falei com minha tia, dona da receita original, e deu tudo certo. Quem quiser se aventurar, o modo de preparo está aqui, num passado remoto do Órfã.

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No fim das contas, foi um dia de mão na massa, boas risadas, comilança desenfreada e brasileirada feliz – os espanhóis que participaram do almoço também parecem ter aprovado o menu. Talvez só tenha faltado uma caipirinha pra fechar com chave de ouro. E uma coxinha, um pão de queijo, suco de fruta natural, queijo minas, doce de leite, quindim, banana…

01/08/2015

Imagem do dia

Posted in Por aí tagged , , , às 8:39 am por Paula R.

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Típicas do nosso Natal e uma das minhas frutas favoritas, as cerejas estavam em alta na Espanha no mês de junho, quando cheguei. Suculentas e docinhas, eram o melhor lanche da tarde e custavam menos que as bananas. Infelizmente, já sumiram das bancas e deixam saudades precoces dessa viagem.

Foto do meu Instagram (margatsni_ad_aluap): Café da tarde. #cereja #cereza #madri #madrid #espanha #food #comida #nofilter #orfadaofelia

29/07/2015

1ªs impressões gastronômicas

Posted in Top 5 tagged , , , , , às 10:21 am por Paula R.

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Ainda não escrevi por aqui, mas há pouco mais de um mês vim para a Espanha passar uns tempos e nada é mais estimulante para experiências gastronômicas do que uma boa viagem, não é mesmo? Experimentando de tudo um pouco eu já estou, basta agora me organizar e passar tudo para o papel, ou melhor, para o blog.

Para inaugurar essa fase hispânica, fiz uma lista – porque eu adoro listinhas! – de minhas impressões sobre a culinária daqui. Depois falo com um pouco mais de detalhes sobre cada item e foto, mas precisava começar de alguma maneira. Lá vai:

– A dieta básica dos espanhóis inclui ovo, “jamón” (presunto gordo), batata e pão. Acho que já vou deixar exames de sangue pré-marcados para quando voltar ao Brasil.
– Como era de se prever, não há coxinhas por aqui. As comidas rápidas para enganar a fome são a “tortilla” (espécie de omelete com batatas) e os “montaditos” (lanchinhos).
– Os pães daqui são cascudos e me fazem ter saudade do pão francês (que é brasileiro).
– Em muitos lugares, se ganham “tapas” (aperitivos) quando se pedem as bebidas. O tipo de petisco melhora a cada rodada. Hum!
– Na maioria dos restaurantes, há menus por cerca de 10 euros, que incluem entrada, prato principal, pão, bebida (que pode ser cerveja) e sobremesa ou café.
– Sei que é muito clichê, mas também sinto falta da dupla arroz com feijão. Por aqui, arroz só em paella. O acompanhamento básico dos pratos é a batata frita.
– Toma-se cerveja como no Brasil, mas os drinks do verão são a sangria e o “tinto de verano“, que leva vinho e água com gás. Adoro!
– Para comprar frutas e verduras a granel, é preciso vestir luvas plásticas descartáveis. Em alguns lugares, como o Carrefour, o cliente é quem pesa e coloca o respectivo código. Me senti tão honesta!
– Até o momento, não encontrei nenhum doce incrível por aqui. Seguindo a dica de uma amiga, comprei Nutella para a TPM.

Obrigada por não desistirem do Órfã e até breve! 😉

(Fotos: Paula R. Ou: um pouco do que vem por aí)

19/10/2010

Aventuras gastronômicas nº 33

Posted in Por aí tagged , , , , às 3:27 pm por Paula R.


Frutas e Doritos Capoeira – Espanha – Daniel P. (2007)

“Frutas diversas no Mercadão de Barcelona e o Doritos Capoeira, que só vi na Espanha, e tem um gostinho de ervas finas com toque de limão no final. Não era ruim, mas eu prefiro os daqui”. Atenção para a mulata de escola de samba na embalagem.

> Já se clicou comendo por aí? Participe da campanha Aventuras Gastronômicas, enviando foto para orfadaofelia@yahoo.com.br com relato sobre o cardápio (o que era, onde comeu, o que achou…).

> Veja o que o pessoal já mandou aqui

12/07/2010

¡Campeones!

Posted in Por aí tagged , , , , às 10:34 am por Paula R.

E a Espanha finalmente colocou a mão no caneco. Neste domingo, com a vitória suada de 1×0 sobre a Holanda, se tornou pela primeira vez campeã da Copa do Mundo de 2010. O gol veio no finalzinho do segundo tempo da prorrogação, marcado por Iniesta.

Não estava torcendo para ninguém efetivamente – queria ver um futebol bonito, que acabou não vindo –, mas no fundo preferia que os espanhóis ganhassem. Para comemorar, comemos paella na casa de uns tios. Combinação perfeita. O prato não é esse da foto, mas é claro que fotografei tudo e, assim que eles me passarem a receita, coloco aqui.

Agora começa a contagem regressiva para 2014?

A taça do mundo é deles!


(Fotos: reprodução da Folha Online. Veja todos os registros da partida aqui)

07/07/2010

Final inédita

Posted in Por aí tagged , , , , às 7:11 pm por Paula R.

X

Quem diria que o país que inspirou o lanche mais mixuruca dos Favoritos McDonald’s ia ser o único a chegar à final desta Copa, hein? Ok, já falei abertamente aqui que não cheguei a prová-lo, mas digamos que ele nem me inspirou a isso. Depois de eliminar a goleadora Alemanha por 1×0 agora há pouco, a Espanha vai enfrentar a Holanda – aquela que acabou com a festa brasileira –, que venceu o Uruguai por 3×2 ontem.

Em 2014, talvez a rede pudesse trocar o McEstados Unidos, que nunca é favorito com a bola nos pés, por um lanche holandês.

(Foto: site do McDonald’s + Galeria dos Pães)

22/03/2010

Aventuras gastronômicas nº21

Posted in Por aí tagged , , , , , às 7:01 pm por Paula R.

Castanhas portuguesas – Porto (POR) – Cristina L. (2009)

“Essas castanhas são vendidas por muitas esquinas de todo o país, mas essas da foto são da cidade do Porto. São assadas em um fogareiro bem rústico, apenas com sal. São cheirosas, saborosas e inesquecíveis!”

Jamón e paella – Madri e Toledo (ESP) – Cristina e Davi (2009)

“A foto da esquerda foi tirada no Museu do Jamón em Madri. Há vários na cidade, todos lotados por pessoas de várias idades e nacionalidades. Existem muitos tipos de Jamón, que são os presuntos espanhóis, e embutidos variados! Pode-se degustar no local (ou levar para casa), sempre acompanhado de um bom Xerez, vinho típico, ou um inigualável chopp na pressão. Delícia! Também não dá para ir à Espanha sem comer uma boa paella. Eu, para contrariar, não comi a mais tradicional, que é a vallenciana, e fui na de vegetais, que leva, segundo os toledanos, o melhor açafrão do mundo.”

> Participe da campanha

04/03/2010

Aventuras gastronômicas nº3

Posted in Por aí tagged , , , , às 6:19 pm por Paula R.

Toledana – Toledo (ESP) – Maria Claudia P. (2006)

“A Toledana é feita com uma massa tipo de bolacha, recheada com creme e coberta com amêndoa moída. É um doce típico e nós só vimos em Toledo mesmo”.

> Participe da campanha