08/05/2013

Pra comer de pé

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 12:12 pm por Paula R.

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Um dos maiores clássicos da culinária de balcão da cidade de São Paulo é o sanduíche de pernil do Estadão. O estabelecimento ganhou esse nome por conta do jornal Estado de S. Paulo, que ficava na região quando a casa foi inaugurada, em 1968.

O restaurante também tem mesas, mas são destinadas prioritariamente a quem pede os pratos; para quem vai comer o lanche, o indicado é o balcão. A versão tradicional pode ser acrescida de queijos (provolone, Palmira, queijo branco, prato…), com variedade de preços.  A versão tradicional leva molho à base de tomate, cebola e pimentão e sai por R$ 11.

Tinha passado por lá numa madrugada há muitos anos (uma década?) e voltei para repetir a dose há três semanas.  Pedi a opção com provolone, que saiu por R$ 17. O lanche é grande e vale por uma refeição; também pedimos batata frita, mas foi pura gulodice. Eu prefiro sanduíches mais “molhadinhos” – sou fã inveterada de maionese e congêneres –, mas para quem é fã desse tipo de gastronomia, é uma boa pedida.

O estabelecimento é 24 horas e é uma ótima opção para as madrugadas e fins de festas. Um dos funcionários me informou extraoficialmente que saem cerca de 40 peças de pernil por dia (80 por dia do final de semana). Ele acredita que cada peça renda uns 50 lanches, o que daria 2 mil unidades em dias normais!

Em tempo: o pudim de leite condensado de sobremesa estava excelente. Vale provar.

Serviço:
Estadão Bar e Lanches
Viaduto Nove de Julho, 193
Centro – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3257-7121
www.estadaolanches.com.br

(Foto: Paula R.)

11/12/2012

Junk food

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 11:50 pm por Paula R.

Nem só de sopa de quinua vive o homem. Por isso, fizeram parte de nossos cardápios diversos tipos de sanduíches – inclusive em nossa primeira refeição em solo peruano. Alguns eram bem gostosos e outros nem tanto, mas podem ser uma boa opção de refeição mais barata e rápida.

Em Arequipa, inclusive, jantamos dois dias lanches que fizemos no albergue onde estávamos hospedados. Compramos baguete, peito de peru, azeitonas, maionese (Hellmans Sabor do Peru, que lembrava a nossa de limão), tomate e alface. Já estava com saudade de pão francês. Para beber, Arequipeña, nossa cerveja favorita, e um saldo de R$ 3,50 por pessoa cada refeição. Valeu a pena não só pela economia. Queria algo meio “neutro” depois do pior almoço de todos, mas isso é assunto para outro post.

Dinos Bar Pizzeria

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Na primeira noite em Cusco, ainda estávamos nos adaptando aos efeitos da altitude e optamos por um jantar leve. Eu pedi uma omelete de presunto e queijo, feita com um queijo curtido, mais próximo do nosso coalho do que da mussarela – mussarela, aliás, aparecia com mais facilidade nas pizzas.

A omelete era acompanhada de torradas e custava 8 soles/R$ 7. Para beber, provamos pela primeira vez Inka Cola, a tubaína dos peruanos. O refrigerante também é bem doce, com sabor “indefinido” e chama atenção pela cor de produto de limpeza. Não era ruim e repetimos a dose em outras ocasiões, mas achei doce demais para o meu gosto.

Nota:  uma omelete nem chega a ser uma junk food, mas, diante das divisões temáticas que tenho em mente para os posts, esta era a que mais se encaixava. Sem contar que era umas das melhores fotos da Inka Cola. Um pouco de “licença poética”.

Serviço:
Rua Choquechaka
(entre as ruas Siete Culebras e Siete Angelitos)
Cusco (PER)
Jantar de 3/dez.

Rua Plateros

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A Calle Plateros é umas que desemboca na Plaza das Armas de Cusco e tem um sem número de restaurantes, lanchonetes e casas de câmbio. Infelizmente, não fiz minha lição de casa tão bem nessa viagem e não anotei o nome nem o número do restaurante. Para chegar, é preciso sair da praça em direção ao bairro, passando pela Mama África, baladinha famosa, que não chegamos a ir.

O restaurante fica do lado esquerdo, logo na primeira quadra. Um trio que divulgava um CD tocou músicas típicas sem cobrar couvert e animou a noite. O sanduíche que comemos era de filé de frango com abacate, no pão de hambúrguer, acompanhado de fritas (14 soles/ R$ 12,30). As batatas estavam um pouco gordurosas, mas a entrada merece destaque: um pãozinho fatiado, quente e acompanhado de molhos de alho e pimenta (“salsa picante”). Os condimentos apareceram em diversos outros restaurantes, para acompanhar pizzas ou carnes, e sempre caíam bem.

Serviço:
Rua Plateros
(entre as ruas Portal de Panes e Tigre, próximo ao Sol Plaza Inn)
Cusco (PER)
Jantar de 4/dez.

Km 0

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Passamos o terceiro dia da viagem  conhecendo ruínas, paisagens e histórias do Valle Sagrado dos Incas, próximo a Cusco. Voltamos cansados e já nos considerávamos aptos a tomar uma cervejinha. A altitude (e o chá de coca) estava sendo nossa amiga.

Paramos neste bar no bairro de San Blas e, finalmente, provamos o famoso pisco sour, drinque feito com pisco (destilado de uva), clara em neve, limão e açúcar. Uma delícia! Para acompanhar, pastéis de queijo (“tequeños de queso”) com pasta de abacate temperada por 10 soles/  R$ 8,80. O pisco estava na promoção do happy hour: dois pelo preço de um (15 soles/ R$ 13,50).

Dividimos um sanduíche de pão de forma, filé mignon, queijo, tomate e alface acompanhado de fritas por 16 soles/ R$ 14). Era saboroso, mas a carne muito fina e o restante dos recheios em pequena quantidade. Para acompanhar, cerveja Cusqueña de 620 ml (12 soles/ R$ 10,50).

Nota: Com a altitude, os efeitos das bebidas eram potencializados e acabamos bebendo menos do que faríamos no Brasil. Achei bem curioso.

Serviço:
Rua Tandapata, 100
San Blas – Cusco (PER)
Jantar de 5/dez.

La Orilla

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Como a carne vermelha não era das melhores nos restaurantes que passamos, demoramos para arriscar um hambúrguer em terras andinas. Felizmente, demos sorte ao escolher o La Orilla, numa das principais ruas da cidade boliviana de Copacabana. O restaurante com cara de bar, decorado com motivos marinhos, tocava um pouco de jazz e blues. Aconchegante.

O hambúrguer estava bem gostoso, mesmo sentindo um pouquinho de músculo na carne moída. Nada que baixasse a nota do prato. Como na Bolívia nosso dinheiro chega a valer mais de três vezes o local, todas as refeições foram baratas, principalmente se comparadas a São Paulo. O cheese salada, por exemplo, saiu por 16 bolivianos/ R$ 5,15. Recomendo.

Serviço:
Av. 6 de agosto (próximo ao cais)
Copacabana (BOL)
Jantar de 13/dez.

Mega Burguer

Diante do caos de La Paz e da falta de tempo, não explorarmos muitos restaurantes por lá. Logo na primeira noite, acabamos no Mega Burguer, uma lanchonete recomendada por um dono de agência de turismo muito simpático. Ele tinha dado várias dicas de transporte, lojas e de passeios para o salar de Uyuni, então aceitamos mais esta. Andamos quase 3 km – ele fez questão de nos acompanhar na caminhada, contando sobre sua vida e não tivemos coragem de desistir – e o lanche não era nada demais.

O hambúrguer com queijo, presunto e ovo de gema mole (medo!) mais fritas saiu por 17 bolivianos/ R$ 5,50 e a Coca-Cola de 600 ml por 6 bolivianos/ R$ 1,95.

Serviço:
Av. Busch, 1899*
La Paz (BOL)
Jantar de 15/dez.

*Não anotei o endereço e encontrei esse no Google. De qualquer forma, parece que a lanchonete é uma rede conhecida na cidade.

Sabor Cubano

saborcubanoAs coisas em La Paz fecham mais cedo do que esperávamos – 22 h parece ser o limite – e, em nosso último dia por lá, almoçamos e jantamos no mesmo lugar. Além de ser perto do hotel, o Sabor Cubano parecia não ter hora para fechar. O ambiente era acolhedor e, à noite, ainda mais animado. Quatro músicos se revezavam no palco improvisado para tocar ritmos cubanos. Se não tivesse que madrugar no aeroporto, teria ficado mais.

Jantei um sanduíche de frango, abacate e tomate (17 bolivianos/ R$ 5,50) que estava bem bom. Ficamos com a  Coca, pois só havia cerveja cubana de latinha a um custo x benefício não muito atrativo. O refrigerante de 600 ml era 10 bolivianos/ R$ 3,35.

Serviço:
Rua Sagarnaga, 153
La Paz (BOL)
www.saborcubanobolivia.com
Jantar de 20/dez. Img reproduzida do site.

:. Escrito em 19/jan. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

02/12/2012

La Lucha

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 12:21 pm por Paula R.

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Chegamos em Lima à noite e saimos explorar um pouco o bairro de Miraflores, onde estávamos hospedados. Era sábado e as ruas estavam cheias. Numa das travessas do Parque Kennedy, barzinhos de todos os tipos para tomar cerveja, com ou sem música ao vivo – com destaque para o letreiro “aqui, rock em espanhol”.

Até chegamos a entrar em alguns para ver o menu, mas não havia muita opção de comer e precisávamos jantar. Contornamos a praça, passamos por um restaurante brasileiro, com direito a samba na TV e feijoada e caipirinha no cardápio, e chegamos a calçadão de bares e boates (ainda se usa esse termo?). A ruazinha estava lotada e cada estabelecimento tinha seu “laçador”, como certas casas da rua Augusta daqui, tentando conquistar o cliente.

Tinha balada eletrônica, balada pop e, curiosamente, muitos, muitos “bares-pizzaria”. Em todos, brasileiros eram “bem-vindos” e até ganhariam drinks, porém, estávamos cansados e só queríamos um lanchinho básico antes de dormir – sem contar que a idade média dos baladeiros limenses não devia ultrapassar os 20 anos.

Perguntei por lanches e nos indicaram inúmeros fast foods (KFC, Pizza Hut, Mc Donalds, Burger King…), mas disse que queria algo mais peruano e, por fim, nos recomendaram “La Lucha”. Um quarteirão acima do “fervo pizzeiro”, a lanchonete é uma espécie de Bar do Estadão, repaginado com ares de Bella Paulista – para os paulistanos a referência será mais clara.

A sangucheria

A casa parece ser tradicional com sanduíches de pernil, frango, peru, lingüiça, mas também é arrumadinha, com salões decorados em ar retrô. O nome reflete, mesmo que de uma maneira comercial, um pouco do clima de resistência ao sistema que percebemos ao longo de toda a viagem.

Fregueses movimentam a esquina a madrugada toda, parando para ocupar uma das mesas ou comendo nos bancos do parque. Das opções do cardápio, optamos pelo “El preferido”, feito de lombo assado, palta (o “nosso” guacamole) e queijo. Estava uma delícia! O preço era 11,50 nuevos soles, que dá cerca de R$ 10. Para acompanhar, um suco de laranja aguado e muito ácido, por 8 soles.

Serviço:
La Lucha
Mariscal Oscar R. Benavides, 308
Miraflores – Lima (PE)
www.lalucha.com.pe
*Há unidades na Pasaje Champagnat e Olavo Gutierrez.

:. Escrito em 29/dez. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

28/02/2012

Lanche das antigas

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , às 7:18 pm por Paula R.

Desde que criei o Órfã, tenho vontade de escrever um post sobre a lanchonete do Seu Oswaldo. O problema é que fazia um tempo que tinha ido pela última vez e queria comer o “cheese salada mais mais”, que tinha conhecido em 2006, para reavivar a memória. Tentei ir algumas vezes em que a encontrei fechada – numa delas, inclusive, por luto: o verdadeiro seu Oswaldo tinha morrido.

Mês passado, finalmente, conseguimos conferir se as coisas estavam muito mudadas por lá. Era uma sexta-feira e pegamos um pouco de trânsito indo para o Ipiranga. O salão tinha sido ampliado e o balcão duplicado – quase não há lugares fora dele –, mas acho que a reforma tirou um pouco o charme naturalmente retrô do lugar que conheci.

Havia uma fila de espera que durou uns 25 minutos, em que tivemos que esperar em pé, na calçada. O esquema funciona assim: o cliente chega, faz o pedido e, na hora que ele está para ficar pronto, surge um lugar para sentar. É um método arriscado, mas parece dar certo. Sentamos perto da chapa e foi interessante ficar observando a quantidade de lanches feitos por minuto. Cheguei a perguntar para um dos garçons que eu lembrava de já ter visto – um está lá há 18 anos e outro há 13, se não me engano –, só que ele não soube dizer o número exato de pedidos diários.

A casa

Desde 1966 no mesmo lugar, o Seu Oswaldo não tem nada de “hamburgueria”, status em alta hoje, estando o mais próximo dos lanches de carrinho do interior de São Paulo do que qualquer outro. E isso é um elogio. O hambúrguer vem num saquinho de papel dentro de um prato de plástico, daqueles em que é servida a merenda em algumas creches.

É um lugar que não é feito para petiscar porções enquanto se conversa com os amigos, paquerar ou ficar admirando a decoração retrô com jukebox e quadros do Elvis. O Seu Oswaldo é um lugar dedicado a matar a fome, tem barulho de chapa fritando, gritaria de crianças, de clientes, de garçons, garrafinhas de Coca ou cerveja que vão pra lá e pra cá, conta feita no papel com caneta.

Mas se é só para matar a fome, que seja bem-feito. E é. Pedi um cheese salada com adicional de bacon, que meu olho gordo mandou (mas não era necessário). A carne, a maionese e o molhinho de tomate caseiros são o diferencial da casa. Delícia! Para os bons de boca, recomendo que peçam dois de uma vez. A maioria dos lanches sai entre R$ 10 e 15.

> Nota: esse ano, o cheese salada do Seu Oswaldo entrou para uma listinha de 15 quitutes para se comer em São Paulo, feita pelo Guia da Folha. Também estão por lá a coxinha do Veloso, o sanduíche de mortadela do Mercadão, o pastel da Maria.

Serviço:
Hambúrguer do Seu Oswaldo
Rua Bom Pastor, 1659
Ipiranga – São Paulo-SP
Não tem telefone, não entrega, não tem site (mas dá para ver umas fotos aqui)
Aberto das 12h às 22h, de segunda a sábado.

(Fotos: Paula R.)

20/01/2012

Hambúrguer de soja

Posted in Aprovados (ou não), Bares/Restaurantes tagged , , , , às 9:13 am por Paula R.


Já comi “carne” de soja em alguns restaurantes e, na maioria das vezes, não gostei . A textura é estranha e o gosto um pouco enjoativo – mas funciona bem na lasanha a bolonhesa que meu cunhado faz. Apesar de estar comendo cada vez menos carne vermelha, nunca tinha me arriscado no hambúrguer de soja e resolvi experimentar recentemente, inspirada pela visita da minha prima que se hopedou em casa, a mais nova vegetariana da família.

A primeira experiência foi na Lanchonete da Cidade. Tinha ido lá apenas uma vez, logo que mudei para São Paulo, mas acabei não voltando por achar muito caro e não ser necessariamente melhor que outras com preços mais acessíveis. Pedimos um lanche chamado Quitandinha, descrito como: mix de cogumelos, mussarela de búfala e rúcula.

Estava gostoso, mas o que me decepcionou foi que imaginei cogumelos inteiros salteados na manteiga ou no shoyu e, na verdade, era um hambúrguer de soja com pedacinhos de cogumelos dentro. O preço de R$ 34 continuo achando “fora da curva” – dá para comer bem melhor por menos. Mas valeu a pena ter experimentado, pois saí bem alimentada e leve , só não sei se peço de novo.

Como não sei preparar nenhum prato vegetariano, também comprei pela primeira vez uma caixinha de hambúrguer de soja da Sadia (R$ 14,50 com 6 unidades). E não é que o produto me surpreendeu? É um pouco mais difícil de grelhar que o tradicional, pois precisa de um pouco de azeite ou óleo para não despedaçar, mas achei o sabor muito bom. Com os condimentos e a salada, fiquei bem satisfeita com o resultado e sem nenhum pensamento do tipo ” podia ter comido o de carne”.

Serviço:
Lanchonete da Cidade*
Al. Tietê, 110 – Jardim Paulista
(11) 3086-3399
www.lanchonetedacidade.com.br
* Há também unidades em Moema, Higienópolis e Morumbi.

(Foto: reprodução do site da marca e Paula R.)

06/01/2011

Terra dos lanches

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 11:21 am por Paula R.

São Paulo é a capital das hamburguerias que ganharam status de restaurante, das carnes especiais, maioneses caseiras, inúmeras opções de ingredientes adicionais e acompanhamentos. Mas os lanches do interior ainda têm um quê que não sei explicar – se for de carrinho, então…

Lá não é preciso escolher cada ingrediente que vai no pão. Se você pede um x-egg, ele já virá com alface, tomate, maionese e, às vezes, batata palha e bacon.  Os x-tudo têm até salsicha e as lanchonetes mais tradicionais costumam ter uma opção de lanche gigante que “se você comer tudo sozinho não paga ou leva outro igual”, o que é praticamente impossível.

Em Rio Claro, onde nasci e cresci, adorava parar no carrinho perto da Apia e comer o hamburguer dentro do carro mesmo ou, na adolescência, parar no Padre Lanches, no Jardim Público, para matar a fome na madrugada por R$ 1 antes de ir para casa. De lá, me mudei para Bauru, onde fiz faculdade, e no primeiro ano cheguei a frequentar o finado Lanchódromo da Av. Nações Unidas, espaço que reunia um sem-número de carrinhos. Tinha também o Camflam, o Pops, o Papa Tutti…

São Carlos

Na verdade, a ideia desse post, que acabou virando um tratado de lanches, era falar sobre São Carlos. Ô cidade para ter lanchonetes! Minha irmã fez Federal lá e segue no doutorado, por isso frequento tanto o endereço. Não sei se é por conta de ter tantos universitários (tem a Ufscar, a USP, várias particulares…), mas a cidade é bem servida nesse quesito.

Já provei vários deles – o Quase 2, o Luau, o tiozinho do filé catupiry… – e os meus favoritos são os do Trem Bão. Parece que a lanchonete tem uns 20 anos e a primeira unidade de que tenho conhecimento é a que fica no campus da USP. Nos últimos anos, a franquia ampliou e abriu um estabelecimento grande na Av. São Carlos e até uma unidade no shopping.

Os hamburgueres especiais seguem a linha dos que encontramos em São Paulo, mas a maioria do cardápio praticamente equivale a dois lanches; um “trem americano”, por exemplo, que tem carne, salada, ovo, presunto e queijo, sai por R$ 10,90 e alimenta duas pessoas ou alguém que coma bem. Da última vez que fui, pedi o mini frango catupiry (R$ 11), feito com filé em cubos, catupiry original e tomate, e tinha o tamanho de um lanche grande daqui. Muito bom. Pena que não tirei nenhuma foto.

A unidade da avenida também é uma boa opção para happy hour, pois tem chopp e várias porções.

Serviço:
Trembão
Av. São Carlos, 3055
Centro – São Carlos-SP
Tel.: (16) 3307-6189
Os outros endereços aqui.

(Foto: personagem Dudu, do Popeye. Reprodução daqui)

02/08/2010

O lado B do jazz*

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 10:00 am por Paula R.

Localizado numa travessa do Minhocão e próximo às praças Roosevelt e da República, o Bar B é uma daquelas propostas de revitalização do centro velho de São Paulo que eu sempre torço para darem certo. É um reduto de jovens arquitetos boêmios e quem me apresentou foi minha prima Romi em 2008, quando fui umas duas ou três vezes.

Não voltei por falta de oportunidades e fiquei com medo até da casa ter fechado, mas há algumas semanas vi que não. Fora algumas alterações na fachada e no site, o esquema continua o mesmo. As paredes são pintadas em tons de roxo-prata-preto e o ambiente decorado com painéis de artistas plásticos e grafites. Destaque para o banheiro unissex com dècoupage.

Os preços das cervejas estão na média da cidade, mas com a vantagem de serem servidas em garrafas de 600 ml (R$ 5 a Brahma e R$ 15 a Norteña de litro). As porções são boas, porém pequenas, mas os lanches no pão ciabata são de bom tamanho, apesar de carinhos. Já provei o “Álvaro”, que leva mortadela e manjericão (R$ 14), e o “Amaral”, de filé mignon (R$ 18).

Bom para os ouvidos

O Bar B aposta na boa música ao vivo. O estilo que predomina é o jazz e suas roupagens, com mistura de estilos e influências. Nas vezes que apareci por lá, as bandas eram muito boas – ou sou muito sortuda ou os caras mandam bem nas escolhas. O couvert varia de R$ 5 a R$ 10.

O espaço não é grande e tem um ambiente só. Está sempre cheio, mas não num nível insuportável, e dá para fazer reserva.

Serviço:
Bar B
Rua General Jardim, 43
República – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3129-9155
http://barbsp.com.br

(Foto: do site do Bar B)

*Nota: Adaptação de resenha publicada no finado Morfina há dois anos, atualizada após visita feita ao bar há algumas semanas.

11/06/2010

Testado e aprovado

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , às 12:03 am por Paula R.

Sabe aqueles lugares que você vai e paga a conta pensando em quando vai voltar? Pois é, me senti assim na Hamburgueria do Sujinho. A lanchonete é um novo braço da tradicional rede de restaurantes – que é meio da “velha guarda”, mas serve um bom almoço –  e mandou muito bem.

A carne tem um diferencial interessante: ela não é frita e sim assada na brasa. O gosto de churrasco ainda é acentuado pelo fato de ser temperada com sal grosso. Além disso, há uma boa variedade de acompanhamentos, que podem garantir inúmeros menus sem repetição – já estou ansiosa para montar um lanche com shitake.

Eu pedi um Sujinho Salada Burguer (R$ 11,10), que vem com queijo prato e a maionese da casa – que é uma delícia! –, e adicionei molho barbecue (R$ 2,20). Há três opções de carne: Junior (80 g), Clássico (160 g) e Max (250 g). Comi a segunda e achei de bom tamanho. De acompanhamento, meia porção de batata frita, que dá para dois. Outro ponto positivo: a maionese de acompanhamento da porção não é cobrada.

Achei um preço honesto, inclusive do refrigerante, que saiu por R$ 2,80. Além disso, o ambiente é agradável e o atendimento simpático. Mas tem que levar dinheiro ou cheque, pois não aceita cartões.

Serviço:
Hamburgueria do Sujinho
Rua Maceió (esq. com Consolação), 64
São Paulo-SP
Tel.: (11) 3231-5207
http://www.hamburgueriadosujinho.com.br/

14/05/2010

Casa da Mortadela

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , às 2:02 pm por Paula R.

Caso não encontre nenhuma barraca de pastel na Virada Cultural, uma das boas pedidas para quem for assistir aos shows do centro é a Casa da Mortadela, “a verdadeira”  – ela me salvou na edição do ano passado, inclusive. Num dia comum, é uma opção durante os passeios à Galeria do Rock.

O lugar é discreto e a gente quase passa despercebido, mas anote o endereço para garantir. Como o nome diz, há diversas opções de lanches com mortadela – tradicional, com pistache, picles… –, mas também vale provar os de linguiça. O clima pitoresco fica por conta do sino perto do caixa, que é tocado se alguém dá gorjeta.

Serviço:
Casa da Mortadela
Av. São João, 633
Centro – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3223-9787

(Foto: do site da Rider)

06/04/2010

Café do Feirante

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , às 11:03 pm por Paula R.

A franquia nascida em Marília (SP), em 2002, se propõe a oferecer produtos simples e gostosos, com cara de interior. Suas instalações são charmosas, com mesas e cadeiras rústicas, feitas de madeira de demolição. Apesar de ter estudado em Bauru, ali pertinho, foi em Rio Claro que conheci a rede. A unidade está no shopping da cidade e, além de café, oferece um mix de quitutes do interior paulista e de Minas Gerais.

São sanduíches servidos em uma baguete de bom tamanho, com diversos tipos de recheios: de carne seca a mortadela. Provei os de peito de peru com tomate (R$ 5,90) e linguiça (R$ 6,50) com mussarela, mas também poderia ter optado por queijo branco ou meia cura. Ambos estavam muito saborosos, com gosto de coisa (bem) feita em casa, sem aquele ar industrializado que as franquias costumam carregar.

Fiquei com vontade de provar o Feirantino – uma bebida gelada à base de café – e o pão de queijo recheado. A casa também oferece bolachas, geléias e compotas caseiras que parecem bem interessantes.

Onde encontrar (atualizado em 23/04)

Ainda não há lojas em São Paulo, mas se estiver passeando pelo interior, há em Marília, Rio Claro, Bauru, Presidente Prudente, Guarujá e até em Londrina (PR). As unidades de Ribeirão Preto, Campinas, Tupã e Assis devem abrir em breve.

> Mais informações no novo site: http://www.cafedofeirante.com.br/

Serviço:
Shopping Center Rio Claro
Av. Conde Francisco Matarazzo, 205
Vila Paulista – Rio Claro-SP
Tel.: (19) 3534-7213
http://www.shoppingrioclaro.com.br/

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