08/05/2013

Pra comer de pé

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 12:12 pm por Paula R.

sanduiche_pernil

Um dos maiores clássicos da culinária de balcão da cidade de São Paulo é o sanduíche de pernil do Estadão. O estabelecimento ganhou esse nome por conta do jornal Estado de S. Paulo, que ficava na região quando a casa foi inaugurada, em 1968.

O restaurante também tem mesas, mas são destinadas prioritariamente a quem pede os pratos; para quem vai comer o lanche, o indicado é o balcão. A versão tradicional pode ser acrescida de queijos (provolone, Palmira, queijo branco, prato…), com variedade de preços.  A versão tradicional leva molho à base de tomate, cebola e pimentão e sai por R$ 11.

Tinha passado por lá numa madrugada há muitos anos (uma década?) e voltei para repetir a dose há três semanas.  Pedi a opção com provolone, que saiu por R$ 17. O lanche é grande e vale por uma refeição; também pedimos batata frita, mas foi pura gulodice. Eu prefiro sanduíches mais “molhadinhos” – sou fã inveterada de maionese e congêneres –, mas para quem é fã desse tipo de gastronomia, é uma boa pedida.

O estabelecimento é 24 horas e é uma ótima opção para as madrugadas e fins de festas. Um dos funcionários me informou extraoficialmente que saem cerca de 40 peças de pernil por dia (80 por dia do final de semana). Ele acredita que cada peça renda uns 50 lanches, o que daria 2 mil unidades em dias normais!

Em tempo: o pudim de leite condensado de sobremesa estava excelente. Vale provar.

Serviço:
Estadão Bar e Lanches
Viaduto Nove de Julho, 193
Centro – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3257-7121
www.estadaolanches.com.br

(Foto: Paula R.)

06/07/2011

Sobre o Mc Donald’s

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 3:06 pm por Paula R.

A primeira lanchonete dos irmãos Mc Donald, em 1948, Califórnia.

Lembro da primeira vez que fui ao Mc Donald’s. Devia ter uns 13 anos e quem nos levou foi uma tia, em Campinas, pois não havia loja da rede em nossa cidade. Estava com meus pais e irmãs, foi uma euforia! Sabia decor a musiquinha do Big Mac – “dois hambúrgueres, alface, queijo e molho especial…” -, mas preferi a novidade do momento: o Mc Salad Premium, que tinha as metades quente (com a carne e o queijo) e fria (com a salada) separadas numa caixinha estilosa, com dois compartimentos. As caixas eram de isopor na época.

Com o tempo, lanchonetes pipocaram pelo interior do estado, inclusive em Rio Claro e Bauru, onde morei, mas não chegaram a se tornar um hábito – o preço era alto para o custo de vida local e o tamanho e sabor não eram páreo para os lanches de carrinho. Quando comia, optava pelo Mc Chicken, que achava mais saboroso e não tinha cebola.

O boom de Mc Donald’s em minha vida aconteceu em 2001, quando me mudei para São Paulo. Além da promoção tentadora de cheeseburguer a R$ 1, o preço do “número” acabava saindo mais em conta se comparado com outras refeições na capital. Comi muito na rede do senhor palhaço, como um outro blog a chama.

Acho que foi aí que nossa história entrou em declínio. Depois de uns anos, passei a achar tudo sem graça, sem gosto, gorduroso. Comecei a me incomodar com o lixo produzido pelas embalagens, ouvi histórias sobre o trabalho, sobre a gordura das batatas fritas… O bichinho antiimperialismo deu aquela mordida atrás da orelha. Hoje, como no Mac raramente; acho que a última vez que fiz uma refeição lá foi na Copa do Mundo, quando quis experimentar os menus especiais. Às vezes, me rendo a um sorvete, mas, com a dieta, isso também se tornou raro.

Linha do tempo

O tema para esse post acabou surgindo com uma foto que recebi hoje de uma amiga, da primeira lanchonete dos irmãos Mc Donald. Fiquei curiosa para saber um pouco mais da história toda e fui fuçar no site oficial da rede, na Wikipedia, lembrei de uns filmes (que ainda preciso ver) e resolvi fazer uma linha do tempo. A trajetória é uma grande case de sucesso do capitalismo como poderão ver.

1940 – os irmãos Dick e Mac McDonald abrem seu primeiro restaurante, uma espécie de churrascaria drive-thru, em San Bernardino, Califórnia (EUA).

1948 – o restaurante é reformado e passa a ter menu de lanchonete: hambúrguer e cheeseburguer, refrigerante, milk shake, café e torta. O hambúrguer custava 15 centavos.

1954 – Ray Kroc, vendedor de mixers para milk shake, conhece os irmãos McDonald e decide entrar para o ramo de hambúrgueres. Já havia oito restaurantes da rede, mas Kroc passa a ser o detentor da primeira franquia fora da região Califórnia-Arizona.

1955 – Kroc abre seu restaurante em Des Plaines, Illinois (EUA). Algumas fontes sobre a história da rede consideram essa a primeira unidade da rede Mc Donald’s.

1958 – é vendido o hambúrguer de número 100 milhões.

1959 – a rede chega ao centésimo restaurante.

1961 – os irmãos McDonald vendem os direitos de sua companhia a Kroc por US$ 2,7 milhões. Eles ainda tentaram abrir uma nova rede, chamada The Big M, que acabou falindo numa história um tanto quanto nebulosa. Dá para ler mais aqui e aqui.

1963 – é aberto o restaurante de número 500.

1966 – o primeiro comercial de TV vai ao ar. Nasce o Ronald. (Socorro!)

1967 – são inaugurados os primeiros restaurantes internacionais, no Canadá e em Porto Rico.

1968 – surge o Big Mac, desenvolvido por um dos proprietários.

1969 – nasce a logomarca que conhecemos hoje.

1978 – é inaugurado o restaurante 5 mil, no Japão.

1979 – a rede chega ao Brasil. Também é inventado o Mc Lanche Feliz.

1983 – o Mc Donald’s já está em 32 países.

1996 – estreia o primeiro site do Mc Donald’s.

2001 – é lançado o livro Fast Food Nation, de Eric Schlosser, uma crítica às redes de fast food, em especial você-sabe-qual.

2004 – o documentário norteamericano Super Size Me é indicado ao Oscar. Nele, o diretor independente Morgan Spurlock documenta os 30 dias em que se alimenta exclusivamente de McDonald’s.

2006 – a história do livro de Schlosser inspira o filme homônimo, dirigido por Richard Linklater.

2011 – a rede Mc Donald’s, com mais de 5 mil restaurantes, está em 117 países.

Curiosidade: para quem pensa que o Mc Donald’s é a maior rede de lanchonetes do mundo, surpresa: o Subway é quem detém a medalha de ouro, com quase 34.800 lojas em 98 países.

(Foto: reprodução de img que circula na internet, provavelmente proveniente do site do McDonald’s)

16/05/2011

Os roqueiros também comem IV

Posted in Música tagged , , , às 11:48 pm por Paula R.


Sex Pistols causando na lanchonete.

Para saber mais sobre a banda: All Music
Foto do This is not porn

07/02/2011

210 Diner

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 2:52 pm por Paula R.

Os lanches podem ser “Ao ponto” ou “Bem passado” (e vêm com plaquinha).

Resolução da semana: colocar meus posts em dia! Ando tão atrasada com as resenhas de restaurantes, que fico querendo atropelar os temas cronologicamente e isso eu me prometi não fazer. Portanto, olhando para trás, hoje é dia de falar do 210 Diner.

Não tinha muita consciência do que era exatamente um restaurante tipo “diner” até ler o post Um diner para chamar de meu no “Alho, Passas & Maçãs”, um blog que ainda vou falar com mais calma por aqui. O lugar é um mix de lanchonete-restaurante-bar e serve comida típica americana – com certeza, você já viu algum no cinema.

O ambiente é bacana, clean, as pessoas falam baixo, a música que sai das caixas de som é rock’n roll. No cardápio: costelinhas, omeletes, milk shakes, cheese cakes  e, é claro, hambúrgueres. Para esse desbravamento, convidamos um amigo, o Victor, que compartilha do gosto (e da busca) pelo bem-comer. Acabamos escolhendo sanduíches para inaugurar.

O meu foi o piggie burguer (clássico american char broil burger coberto com costelinha de porco desfiada com molho barbecue) e adicional de queijo ementhal, que vinha acompanhado de alface e tomate e fritas. Tudo estava muito gostoso, carne saborosa, mostarda e catchup de primeira na mesa. Porém, tenho que dizer que foi o hambúrguer mais caro que comi na vida (R$ 32), mesmo não sendo o mais gostoso. Também foi pedido o french burguer, recheado com foie gras e trufas negras (R$ 48), e o philli steak, de rib eye picado, cebola frita, cogumelos e queijo ementhal (R$ 31).

Mas isso não vai me impedir de voltar. A noite foi bem agradável e ainda pretendo provar outros itens promissores do menu, como as costelinhas e o macarrão com queijo ou camarão.

Serviço:
210 Diner
Rua Pará, 210
Higienópolis – São Paulo (SP)
Tel.: (11) 3661-1219
http://www.210diner.com.br/

(Fotos: Paula R./ Victor F./ reprodução do site da casa)

06/01/2011

Terra dos lanches

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 11:21 am por Paula R.

São Paulo é a capital das hamburguerias que ganharam status de restaurante, das carnes especiais, maioneses caseiras, inúmeras opções de ingredientes adicionais e acompanhamentos. Mas os lanches do interior ainda têm um quê que não sei explicar – se for de carrinho, então…

Lá não é preciso escolher cada ingrediente que vai no pão. Se você pede um x-egg, ele já virá com alface, tomate, maionese e, às vezes, batata palha e bacon.  Os x-tudo têm até salsicha e as lanchonetes mais tradicionais costumam ter uma opção de lanche gigante que “se você comer tudo sozinho não paga ou leva outro igual”, o que é praticamente impossível.

Em Rio Claro, onde nasci e cresci, adorava parar no carrinho perto da Apia e comer o hamburguer dentro do carro mesmo ou, na adolescência, parar no Padre Lanches, no Jardim Público, para matar a fome na madrugada por R$ 1 antes de ir para casa. De lá, me mudei para Bauru, onde fiz faculdade, e no primeiro ano cheguei a frequentar o finado Lanchódromo da Av. Nações Unidas, espaço que reunia um sem-número de carrinhos. Tinha também o Camflam, o Pops, o Papa Tutti…

São Carlos

Na verdade, a ideia desse post, que acabou virando um tratado de lanches, era falar sobre São Carlos. Ô cidade para ter lanchonetes! Minha irmã fez Federal lá e segue no doutorado, por isso frequento tanto o endereço. Não sei se é por conta de ter tantos universitários (tem a Ufscar, a USP, várias particulares…), mas a cidade é bem servida nesse quesito.

Já provei vários deles – o Quase 2, o Luau, o tiozinho do filé catupiry… – e os meus favoritos são os do Trem Bão. Parece que a lanchonete tem uns 20 anos e a primeira unidade de que tenho conhecimento é a que fica no campus da USP. Nos últimos anos, a franquia ampliou e abriu um estabelecimento grande na Av. São Carlos e até uma unidade no shopping.

Os hamburgueres especiais seguem a linha dos que encontramos em São Paulo, mas a maioria do cardápio praticamente equivale a dois lanches; um “trem americano”, por exemplo, que tem carne, salada, ovo, presunto e queijo, sai por R$ 10,90 e alimenta duas pessoas ou alguém que coma bem. Da última vez que fui, pedi o mini frango catupiry (R$ 11), feito com filé em cubos, catupiry original e tomate, e tinha o tamanho de um lanche grande daqui. Muito bom. Pena que não tirei nenhuma foto.

A unidade da avenida também é uma boa opção para happy hour, pois tem chopp e várias porções.

Serviço:
Trembão
Av. São Carlos, 3055
Centro – São Carlos-SP
Tel.: (16) 3307-6189
Os outros endereços aqui.

(Foto: personagem Dudu, do Popeye. Reprodução daqui)