23/01/2012

Listinha da Liberdade

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 3:53 pm por Paula R.

Desde pequena tenho certo fascínio pelas coisas que vêm do outro lado do mundo. Meu pai morou uma parte da infância em Pedro de Toledo, cidade da região da Serra do Mar, com muitos representantes da comunidade nipônica. A convivência deixou muitas lembranças de pratos japoneses, músicas, algumas palavras, histórias que me foram contadas quando pequena e aguçavam minha imaginação.

Isso fez com que sempre tivesse curiosidade pela cultura oriental. Ao mudar para São Paulo, foi o paraíso! Num primeiro momento, caí nos encantos dos rodízios e depois passei a procurar por restaurantes mais tradicionais, com as raízes da culinária original. E não precisa ser apenas do Japão; estou aberta a coreanos, chineses, tailandeses…

Como não podia deixar de ser, me tornei habitué da Liberdade, seja para passear, comer, comprar presentes, esmaltes na Ikezaki ou quitutes, muitos quitutes. E é sobre isso este post. Sempre que visito o bairro acabo levando alguma coisa para casa. No começo, também não aguentava não tomar um Melona, mas, como o sorvete está até na vendinha do português perto de casa, já posso comprar qualquer dia.

Passeio pelos mercadinhos, entro e saio de lojas para ver o que me chama a atenção e se resolvo arriscar algo que nunca provei, mesmo sem entender muito o que diz a embalagem. Além das novidades, tenho uma listinha de itens básicos, que compro praticamente toda vez.

O que não pode faltar

Adoro os cogumelos (shimeji e shitake), as bandejinhas de guiozas para fritar em casa, o suco de uva com gominhos da Haitai – já compro de caixa! –, os biscotos sembei, que recentemente adotei a versão pequena, o salgadinho Tako Chips sabor polvo…

Minha última descoberta foram os biscoitinhos Koalas March, da Lotte, que ganhei de presente de uma amiga e devem se tornar compra obrigatória. Eles são em formato de coala, do tamanho de um bocado, e são recheados com chocolate. Abri e comi numa sentada. Um perigo!

Outro item recorrente que nunca registrei aqui é o salgadinho Onion Flavored Rings, que tem realmente gosto de cebola, e é produzido pela Nong Shim (a mesma do Tako Chips). Detalhe curioso: tanto a fabricante do Melona, como a Haitai, a Lotte e a Nongshim são sul-coreanas. Para fechar, tem ainda as balas de café Black Coffee Candy, da japonesa Kasugai, que caem muito bem depois das refeições.

(Fotos daqui, daqui e daqui)

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04/09/2011

Dois momentos

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , às 11:59 pm por Paula R.


Já falei por aqui que fui arrebatada pela onda dos sorvetes de iogurte. São gostosos, não engordam muito, podem ser acompanhados de frutas… OK, são caros e alguns nem têm tanto iogurte na massa, mas eu não disse que eram perfeitos. Sempre que vejo uma marca nova, fico com vontade de provar e, recentemente, pude fazê-lo duas vezes.

Uma delas foi no YoGuTi, que fica logo em frente à saida do metrô Liberdade. Lá o sorvete é vendido por quilo e os próprios clientes se servem das massas e toppings (frutas, confeitos e caldas). Arrisquei um de jabuticaba e acrescentei blueberries num potinho que saiu por R$ 8,50. Aprovadíssimo! Já a massa branca 00 (zero de gordura e zero de açúcar), recomendo apenas para quem está passando por dietas restritivas.

O Shopping Santa Cruz é pequeno e não tem muitas opções para comer, mas, como é perto de casa e vira e mexe passo por lá, sempre torci para que unidades do Wraps ou de algum frozen iogurte fossem para o estabelecimento. E há umas duas semanas foi inaugurada a Yogoothies e já fui conferir.

As massas são de sabor tradicional, açaí e chocolate, que é R$ 1 mais caro que as outras. Fiquei curiosa e a amostra grátis me fez provar a de “cioccolatto”, pois nunca imaginei que a combinação ficasse boa. Num primeiro momento, o sabor lembra um pouco o de sobremesas como o Chandelle. Gostoso, porém um pouco enjoativo, mesmo tomando o pote pequeno (R$ 7). Agora é provar as outras.

> Visite os sites: www.yoguti.com.br e www.yogoothies.com.br

> Veja também os posts do: YogoSub e Yogen Früz

(Foto: reprodução daqui)

21/12/2010

Mega quilo japa

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , às 7:20 pm por Paula R.


Apesar de não gostar muito desse, não consegui pensar em outro título para o post. Há tempos estava para falar do Nademoya e, depois de revisitá-lo no final de semana, resolvi colocar a determinação em prática. E o restaurante é isso: um enorme self service, com a maior quantidade de pratos que já encontrei por aí.

Todas as vezes que fui acabei pegando mais do que precisava. São inúmeras opções de comida japonesa, inclusive de sashimis variados, além de algumas orientais e brasileiras. Por conta da rotatividade, os pratos estão sempre frescos. Foi lá que provei a pitaya, uma fruta que parece visualmente uma alcachofra “diabólica” com sabor de kiwi. O valor do quilo varia entre R$ 35 e R$ 40 e a refeição inclui um missoshiro e uma fruta/gelatina grátis.

A frente da casa não tem nenhum atrativo e há chances de você passar reto, portanto, anote o número. Ao entrar, não se assuste com o tamanho do salão que comporta 400 pessoas e vive cheio, pois as filas andam rápido e o sistema de refrigeração dá conta. Em geral, tem música ao vivo – o músico de domingo é particularmente bom.

Nota: foto atualizada em 23/abril. O prato em questão saiu por R$ 21.

Serviço:
Nandemoya
Rua Américo Campos, 9
Liberdade – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3341-6145

(Foto: Paula R.)

15/10/2010

Pra esquentar

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , às 9:51 pm por Paula R.


Eu adoro comida japonesa , como quase todo mundo já sabe, mas não ando muito satisfeita nesse quesito: como quase sempre nos mesmos lugares. Tem aquela opção de fast food de shopping, a perto de casa, o melhor custo x benefício, o self service na Liberdade, o que a gente só come na RW, os caros para momentos especiais… Enfim, sempre aquele circuitozinho.

Mas eu estou disposta a mudar isso, conhecer lugares novos, cantinhos especiais que só os amigos japoneses sabem onde ficam – aceito sugestões, viu? E foi assim que meu cunhado “Ferunando”  sugeriu uma casa de lamen (lê-se como “arame”, só que sem o A e com N no final).

No feriado de terça-feira, estava um frio insperado de 12 graus no meio da primavera e a opção veio bem a calhar; a casa em questão era a Lamen Kazu. Seu cardápio traz pratos compostos pelo macarrão – que pouco lembra o primo pobre Miojo – com acompanhamentos variados (algas, cogumelos, carnes etc.) e caldos de shoyu, sal ou missô bem quente.

O que escolhi era esse da foto, o Misso Tyashu (R$ 25), que vinha com quatro fatias de lombo cozido, bambu, cebolinha, dois tipos de algas e moyashi (broto de feijão) no molho de missô. Satisfaz. Esquenta. É gostoso. Portanto, está mais do que aprovado. O único ponto negativo foi que o restaurante é pequeno e tivemos que esperar do lado de fora, no frio.

Serviço:
Lamen Kazu
Rua Thomaz Gonzaga, 51
Liberdade – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3277-4286
www.lamenkazu.com.br

(Foto: reprodução do site)

03/03/2010

Turistando

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , , , às 10:39 am por Paula R.

Quando a gente hospeda alguém de fora, acaba sempre fazendo turismo em nossa própria cidade. O que acho muito legal. Minha prima que está em casa foi minha anfitriã em Recife, portanto, estou tentando fazer com que valha à pena vir me visitar numa cidade onde só chove.

Além das compras, um dos fortes de São Paulo é a gastronomia, por isso, estamos tirando a barriga da miséria. É claro que apostei em fórmulas vencedoras, como o Caverna Bugre, Aoyama, Bella Paulista, Exquisito e até o meu chili (modéstia à parte),  mas também estou conhecendo coisas novas.

Quitutes


No domingo, fomos na feirinha da Liberdade e provamos o Tako-Yaki, uma porção de bolinhos assados com recheio de polvo e camarão, numa barraquinha na Rua dos Estudantes, próxima ao metrô. A massa é cremosa e os bolinhos vêm coberto com um molho especial e katsuo bushi (aquelas lascas de peixe desidratado). A porção de seis unidades saiu por R$ 7,00.

Também aproveitamos para experimentar um doce recheado com feijão (R$ 2). Ele era assado na hora numas forminhas que o deixavam com formato de alfajor. O sabor é bem suave – talvez suave demais para o meu paladar acostumado com açúcar feito da cana.

Pastel

Para completar a refeição, não resisti a levá-la comer um pastel no Yoka, que é quase uma parada obrigatória quando estou por lá. Aberta em 1996 por Takashi Yokoyama, a lanchonete sempre figura nas listas de melhores lugares para ir das revistas. Os preços são um pouco acima da média dos pastéis de feira, mas a massa leve e caseira faz a diferença. Desta vez, comi o de frango com catupiry (R$ 4,60) e o de carne com musssarela (R$ 3,90), mas ainda volto provar o chamado “japonês”, que tem recheio de tofu, kamaboko (massa de peixe) e shitake.

Serviço:
Yoka
Rua dos Estudantes, 37
Liberdade – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3207-1795
http://www.yoka.com.br/

(Foto 1: Paula R. Foto 2: site do Yoka)

18/02/2010

Parece… e é!

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , às 4:51 pm por Paula R.

Numa das minhas recentes andanças pela Liberdade – o bairro – comprei para experimentar um suco de uva verde chamado Grape Juice with Sac. O produto é da empresa sul-coreana Haitai, fundada em 1945.

A latinha custou R$ 2,50 e tinha somente 238 ml, mas valeu cada centavo. O suco é bem saboroso e, o que me surpreendeu, traz gomos de uva sem sementes, que dissolvem na boca. Apesar de poderem causar uma certa estranheza à primeira impressão, são eles que garantem o diferencial.

(Foto: eu queria ter tirado uma foto, mas acabei não conseguindo, então achei essa imagem no Flickr, feita por Paula Zanotti)

02/02/2010

Por trás da fachada

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , às 12:44 pm por Paula R.

Quantas vezes eu passeei pela Galvão Bueno, na Liberdade, tantas foram as que não notei a existência do Kabura. Acabei sabendo do restaurante durante um trabalho freelancer que estava fazendo e resolvi conhecê-lo.

Da rua, dá para ver apenas uma pequena porta no alto de uma escada e nem parece que há algo interessante ali. Mas não se deixe enganar. Ao passar pela entrada, descortina-se um mundo novo, quase secreto. Quando fui, todos os clientes falavam outra língua – japonês, acredito.

O Kabura não tem rodízio, mas oferece diversas opções de pratos que não costumamos encontrar por aí. Além disso, até os pedidos mais banais, como o guioza, se mostram surpreendentes. Fiquei com a sensação de que as receitas se aproximam mais do que é realmente servido na terra do sol nascente.

Pedimos a entrada da casa, peixe ao vinagrete, guioza e frango ao molho de gengibre. O preço por pessoa saiu R$ 50, mas dá para gastar menos (e mais também). Com certeza vou voltar para provar outros itens do menu.

Bom saber: só abre à noite (das 19h às 2h) e não aceita cartões.

Serviço:
Kabura
Rua Galvão Bueno, 346
Liberdade – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3277-2918

(Foto: Paula R.)

14/01/2010

“Cheetos” de polvo

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , às 6:49 pm por Paula R.

Parece estranho, mas garanto que não é. Os salgadinhos Tako Chips sabor “octopus” são uma delícia, crocantes, não grudam nos dentes  e, o mais incrível, têm realmente gosto de polvo. É fácil encontrá-los nas vendinhas da rua Galvão Bueno, na Liberdade, mas vale pesquisar, pois há variação de preço.

Eu comprei o meu na Kaisen e a embalagem de 60 g saiu a R$ 2,30. O petisco é produzido pela empresa coreana Nong Shim.

(Foto: reproduzida do site da Liberdade Shop)