25/11/2017

Quem tem boca…

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , às 6:18 pm por Paula R.

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… vai a Roma, já dizia o ditado, que não estava ligado à comida, mas deveria.

Não imaginava voltar para a terra da pizza tão cedo, porém quis a vida (e uma amiga muito querida que mora por lá) que tivesse a oportunidade de retornar dois anos depois e confirmar: se tem um lugar que leva a comida a sério, este lugar é a Itália.

Vivi uma semana na dieta da massa (e sorvete!), dando suspiros ao final de cada refeição. Até mesmo os produtos básicos de supermercado – margarina, mortadela, pão, leite, suco, chocolate… – são uma delícia! As pizzas são grandes, individuais e com a massa fina, os antepastos enormes, o gelato de tomar rezando.

Voltei a alguns restaurantes, conheci outros, comi comida caseira, experimentei novos pratos e sabores. Na primeira vez, confiei demais na minha dedicação de registrar a viagem toda no blog e acabei parando no terceiro post. Para que isso não se repita, farei um resumo da experiência em fotos. Quase não se precisa das palavras, não é mesmo?

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Abrimos os trabalhos com a pizzaria Buone Maniere, no bairro Centocelle, onde mora minha amiga. De entrada, voltamos a comer o supli (bolinho de arroz) e fechamos com pizza. A minha tinha prosciutto (presunto), cogumelos, queijo, azeitona e um inusitado ovo com a gema mole. Divina!

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Também voltamos ao Miscellanea, onde comi pizza da outra vez, para provar o macarrão a carbonara, que eu adoro (foto principal). O restaurante tem um preço honesto numa região bem turística (atrás do Pantheon) e vale à pena. Dois antepastos deram para cinco pessoas, enquanto a massa é individual – só cuidado com a cerveja, que estava $ 5 a caneca.

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O gelato, como é chamado o sorvete italiano (e aquela marca de picolés do Brasil nos anos 80), carrega daquelas doces maldições: te entrega o paraíso, mas deixa saudades eternas. Pistache, avelã, chocolate e café estão entre meus favoritos.

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Provei pela primeira vez o espaguete a cacio e pepe, que é levemente apimentado e é uma opção “leve” para noites em que não se quer comer muito. Aprovado! (Este da foto é do Artista).

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Resumindo: até a pizza napolitana do boteco simplesinho é uma delícia. Grazie, Itália!

Veja também:
> Post de 2015
> Sobre pizzas

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05/01/2016

Feliz 2016!

Posted in Por aí, Uncategorized tagged , , , às 12:21 pm por Paula R.

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Criação da agência Y&R, da Itália (Via FB @Comunicadores).

04/01/2011

Post 500!

Posted in Uncategorized tagged , , , às 6:21 pm por Paula R.


Hoje estava olhando as estatísticas aqui do blog e me dei conta de que já tinha escrito 499 posts. Legal, né? Então, para ilustrar o 500º texto, escolhi a foto do primeiro almoço que fiz esse ano: macarronada e molho com calabresa. Preguiça pura.

(Foto: Paula R.)

06/12/2010

Hey! Ho! Let’s go!

Posted in Aprovados (ou não), Música tagged , , , , às 2:11 pm por Paula R.

Além da tríade clássica do rock’n roll, os roqueiros também são bem chegados a comer e beber. Participam de comerciais, gostam de colocar a mão na massa e criar receitas que integram livros de culinária temáticos – como esse aqui – ou assinam linhas de produtos que nada têm a ver com sua música.

A última dessas incursões de que tive notícia foi o molho para macarrão do Marky Ramone, o Marky Ramone’s Brooklyn’s Own Pasta Sauce. Ele está à venda no site do artista e a caixa com 12 vidros sai por US$ 88 (10% do valor são destinados a causas beneficentes).

> É de verdade: http://markyramone.com/

Veja também:
Cerveja do Sepultura
Jake & Coke
Comercial com o Lemmy

(Foto: reprodução do site oficial)

30/03/2009

Sukiyaki

Posted in Receitas de salgados tagged , , às 7:21 pm por Paula R.

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:. Médio – Comida oriental – Porção para 15 pessoas
:. Receita recomendada por Luiz Antonio, leia-se, meu pai.

Ingredientes: 
1/2 kg de peito de frango
1/2 kg de pernil de porco
1/2 kg de alcatra
3 cenouras
1 brócolis, 1 couve-flor, 1 nabo, 1 acelga (talo e folhas)
1 maço de cebolinha verde
1/2 copo de conhaque
Macarrão udom ou para yakissoba
Shoyu
Maisena (opcional)
Margarina
Forma redonda com 3 dedos de altura

Dica: para incrementar a receita, adicione cebola cortada em pétalas, ervilha torta e cogumelo shitake.
Dica 2: esse prato é relativamente fácil de fazer, mas a primeira etapa de preparo leva tempo. Por isso, se for servi-lo no almoço, é melhor deixar os ingredientes prontos na noite anterior ou acordar bem cedo.
Dica 3: com estes ingredientes dá para fazer umas 3 receitas. Assim, coloque apenas 1/3 de cada coisa por vez.

Modo de preparo:

Etapa 1
– Fatie as cenouras na diagonal e afervente. Reserve a água do cozimento.
– Tire todas as peles e “nervinhos” das carnes e corte-as em tirinhas. Acomode numa vasilha sem misturar os tipos.
– Corte o brócolis em partes de mais ou menos 4 dedos de comprimento, com os talos.
– Separe a couve-flor em “árvores” pequenas.
– Fatie o nabo na diagonal.
– Desfolhe a acelga, rasgando as folhas em partes pequenas. Separe os talos das folhas e fatie na diagonal, em tirinhas. – Corte as cebolinhas em partes de 4 dedos de comprimento.
– Cozinhe o macarrão.

Etapa 2
– Leve a forma ao fogo, derreta a margarina e refogue a carne de porco, depois a de vaca e por último a de frango, separadamente. Dica: arrume no formato da logomarca da Mercedes.
– Arrume o brócolis ao lado de uma das fileiras de carne, a couve-flor ao lado de outra carne e assim sucessivamente com o nabo, os talos de acelga, a cebolinha, os incrementos, sempre como os raios de uma roda de moto.
– Acrescente um copo com metade de conhaque e metade de água da cenoura. Caso queira engrossar o caldo, adicione uma colher de sopa de maisena à mistura.
– Cubra a forma com os pedaços da folha de acelga, formando uma tampa natural e regue com o shoyu. Se preferir apressar o cozimento, tampe a forma com uma tampa.
– Quando os ingredientes estiverem cozidos, desligue o fogo. A forma pode ir para a mesa.
– Os convidados devem se servir primeiro do macarrão no prato e sobre ele colocar o sukiyaki. Todos se servem da panela com seus próprios hashis (palitinhos).

Historinha…

O sukiyaki é um prato de origem camponesa no Japão, que, com o passar dos anos, se transformou numa receita mais sofisticada e acabou ganhando o mundo. Dizem que, ao ser servido, reafirma os laços afetivos, familiares ou de amizade. Em geral, o dono da casa prepara a primeira receita para os convidados, mostrando como se faz e, na sequência, passa esta função para um deles, seguindo assim sucessivamente.

Esta receita em específico, meu pai aprendeu durante um jantar na casa dos Yabuke, em Rio Claro (SP), em comemoração à formatura do casal, que tinha sido aluno da minha mãe. Isto deve ter acontecido há mais de 10 anos e, desde então, a receita faz história na minha família em batizados, aniversários, comemorações…

Tinha aprendido que a palavra sukiyaki significava “amizade”, porém, pesquisando na internet, descobri que ela vem dos significados compostos por suki (rastelo) e yaki (assar), ou seja, “assar com o rastelo”. Mas isso não muda em nada a essência do prato, que é de reunir pessoas amigas, do preparo à degustação, celebrando coisas boas, não é mesmo?

(Foto: Stock.xchng)