24/09/2017

Casalzinho

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 7:35 am por Paula R.

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No Brasil, quando a gente fala de “Romeu e Julieta” num contexto de comida, quase todo mundo sabe que se trata de goiabada com queijo. O mesmo acontece aqui na Espanha com o “matrimónio”, que é como é conhecida a dupla dos peixes anchova e boquerón em conserva. O primeiro é mais salgadinho, o segundo mais suave. Se complementam e combinam muito bem com cerveja.

> Este da foto é da Taberna Mallaspina, bar com porções generosas, boas e baratas na região central. Para quem estiver turistando pela região da Puerta de Sol, vale uma passada.

Taberna Mallaspina
Calle de Cádiz, 9
Centro – Madri (ESP)
Site aqui.

> Postado originalmente no Insta.

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25/03/2013

Moqueca capixaba

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , às 12:15 am por Paula R.

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Pense num site feito com tecnologia muito, muito antiga, aí imagine mais um pouquinho e terá o site dos restaurantes Meaípe, em São Paulo. Fiquei sabendo do lugar no boca a boca e queria ligar para saber o horário de funcionamento de final de semana, por isso encontrei o endereço na internet. O site está com os telefones desatualizados, mas resolvi arriscar mesmo assim.

Fui na unidade da Praça da Árvore, que é um sobrado simples, com paredes brancas e móveis de madeira. Era sábado e esperamos uns 10 minutos para vagar uma mesa. A especialidade da casa são as moquecas à moda capixaba, que não levam leite de coco.

Os preços são camaradas: R$ 20 a de peixe e R$ 47 a de peixe com camarão. Pedimos essa mista e dividimos para duas pessoas; arroz branco e pirão fazem parte do prato. Não é lugar para comemorar datas especiais ou descobrir sabores nunca dantes navegados, mas o Meaípe é uma boa opção para o dia a dia. Comida leve, a preço honesto, com atendimento simpático.

Serviço:
Restaurante Meaípe
Rua Caramuru, 768
Saúde – São Paulo*
* Há unidades em Pinheiro e na região da Av. Paulista.
www.moquecapixaba.com.br

(Foto: Paula R.)

03/12/2012

Ceviche in loco

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , , , às 10:57 pm por Paula R.

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Comi ceviche poucas vezes na vida. Uma vez no Suri, alguma outra de entrada em restaurante japonês e (a melhor de todas) quando aprendi a fazer, na casa de uma amiga peruana. À base de peixe cru, cebola, temperos cítricos e pimenta, o prato pode ser acompanhado por batata doce, mandioca, abóbora e milhos. Muito gostoso!

Segundo a Wikipedia, há registros de ceviche sendo preparado no norte do Peru 2 mil anos antes de Cristo! Optamos por provar o prato típico em Lima, que é uma cidade litorânea, e o peixe seria fresco e não congelado. Dica de peruanos.

Numa noite, fomos para o bairro Barrancos, uma espécie de Vila Madalena de lá, onde diversos barzinhos e restaurantes se amontoam em vielas que desembocam no mar. Durante o dia, imagino que a vista seja linda.

Conferindo os cardápios, chegamos à conclusão de que o Javier seria o melhor custo x benefício. Há dois restaurantes homônimos, um em frente ao outro. Fomos no mais simples. Pedimos ceviche de corvina com milho e abóbora (28 soles/ R$ 24,50) de entrada e lomo saltado, que é um filé mignon com batatas e tomate (22 soles/ R$ 19,30), de prato principal.

O peixe estava gostoso, melhor que o filé, o que não era muito difícil – nem no Peru, nem na Bolívia comemos uma carne bovina boa. Para acompanhar, pedimos Cusqueña, a cerveja mais famosa do Peru (6 soles/ R$ 5,25). Boa, mas não nossa preferida. A refeição foi a mais cara da viagem toda, porém não levou a medalha de ouro. Aguardem os próximos capítulos.

Serviço:
Restaurante Javier
Possível endereço:
Bajada de Baños (lado esquerdo)
Barranco – Lima (PE)

:. Escrito em 30/dez. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R.)

08/08/2012

Aventuras gastronômicas nº 45

Posted in Por aí tagged , , , , , às 2:54 pm por Paula R.

Karina F.* – Alter do Chão (PA) – bolinho de piracuí (2012)

“Os habitantes do lugar o chamam de caribe brasileiro, os outros brasileiros não o conhecem… a maioria nunca ouviu falar, os estrangeiros, principalmente os alemães, se apaixonam e eu, estrangeira que tem CPF, fui parar lá. Lá no Alter do Chão, no estado do Pará, pertinho de Santarém, cidade onde os rios Amazonas e Tapajós chegam até a namorar, mas nunca casar.

Foi lá que provei o bolinho de piracuí. É um prato de origem indígena, feito de farinha de peixe. Delícia! É servido com limão e um molhinho que não soube do que é feito, mas tinha um toque de ketchup. Achei dispensável, só o bolinho estava bom demais! Preço justo (R$ 12,00 a porção que tinha uns 10), sabor leve, combinando com a paisagem e a água morna daquele lugar.

Não conheço outros caribes, mas o brasileiro, os brasileiros precisam conhecer! Com direito a tira gosto e banho de água doce.”


:. Clique na imagem para vê-la maior.

* Essa é a primeira contribuição estrangeira do blog (e também a primeira na região Norte)! A Karina é uruguaia e sabe aproveitar esse Brasilzão como ninguém.

> Já se clicou comendo por aí? Participe da campanha “Aventuras gastronômicas”, enviando foto para orfadaofelia@yahoo.com.br com relato sobre o cardápio (o que era, onde comeu, o que achou…).

27/12/2011

Suri Ceviche

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 11:26 am por Paula R.

Vejam só como são as coisas. Minha ideia de escrever um post sobre um restaurante típico peruano e especular sobre a influência da culinária japonesa no país acaba de ir por terra. Com uma breve pesquisa na internet, descobri que o Suri Ceviche é, na verdade, colombiano e que há indícios de ceviches preparados há cerca de 2 mil a.C. entre os índios peruanos. Diante disso e do fato do ceviche ser um prato Patrimônio da Cultura Nacional do Peru, acho que meu equívoco inicial é justificável. O prato também parece ser recorrente em outras culinárias latinoamericanas como a do Equador, Costa Rica, México etc.

Desde que vi a casa numa dessas listas de “Melhores do Ano de2010”, acho que na categoria “Novidade” ou algo assim, fiquei com vontade de conhecê-la. Acabei perdendo a oportunidade de provar seu menu na última RW, mas resolvemos isso há mais ou menos um mês, numa sexta-feira qualquer. Consegui ir a pé do meu trabalho e, chegando por volta das 20 horas, não pegamos fila – quando saímos já havia espera.

Apesar das mesas um pouco próximas demais para o meu gosto, o ambiente é agradável, com iluminação aconchegante, música ambiente suave e mesas enfeitadas com vasinhos de flores charmosos. O andar de baixo, que tem o balcão, me pareceu mais interessante. Meu palpite para a média de idade do público é de 35 anos para cima.

A comida

De entrada, pedimos uma porção de pastel de polvo (R$ 18) com quatro unidades, de bom tamanho, e um ceviche cada. O meu era o chifa (por volta de R$ 35), feito com camarão, lula e corvina com molho de tamarindo e tempurá de batata doce – pedi com pimenta suave. Estava uma delícia! O molho de tamarindo quebrou a acidez do prato e a batata doce foi o complemento perfeito. Talvez só preferisse que fosse feito apenas com peixe por conta da textura dos outros frutos do mar.

Como atualmente tenho comido menos, o prato e os pastéis foram suficientes, mas acho que a conta sairia meio alta se tivéssemos enveredado pelos pratos quentes, ainda mais com a long neck a R$ 8.

Serviço:
Suri Ceviche
Rua Matheus Grou, 488
Pinheiros – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3034-1763
http://www.suri.com.br

(Fotos: reprodução do site da casa)

18/04/2011

Peixe com batatas

Posted in Receitas de salgados tagged , , , às 3:52 pm por Paula R.

:. Fácil – Porção para 4 pessoas

Ingredientes:

3 filés de merluza (ou pescada) grandes
2 ou 3 batatas grandes
2 tomates
2 limões
½ cebola
2 dentes de alho
Sal

Modo de preparo:

– Tempere os filés com pitadas de sal e o caldo dos limões. Reserve.
– Descasque as batatas, corte em rodelas de um dedo de grossura e acomode no fundo do refratário.
– Acomode os filés sobre as batatas.
– Bata no liquidificador a cebola e o alho e espalhe sobre os filés.
Nota: como eu não tinha cebola e alho em casa, usei uma colher de sopa do tempero pronto diluído no limão e temperei no primeiro passo da receita. Antes dos tomates, salpiquei o “tempero para peixes” que comprei no Mercadão.
– Cubra o peixe com fatias de tomate e finalize com um fio de azeite por cima.
– Cubra a forma com papel alumínio e asse em fogo médio de 20 a 30 minutos. Como a temperatura costuma variar de forno para forno, é bom ficar de olho na batata, espetando-a com um garfo.
Nota: filés congelados soltam água suficiente para cozinhar a batata. Caso o peixe esteja descongelado, adicionar meio copo de água.
– Retire o papel alumínio e deixe no forno por mais alguns minutos para secar o caldo.

:. Historinha…

Nem lembro qual foi a última vez que fiz peixe em casa, excluindo receitas que levam atum ou sardinha em lata. Para falar a verdade, nem tenho certeza se já fiz alguma. Como ando nessa onda de alimentação mais saudável (e dieta), pedi pra minha irmã caçula me passar uma de suas receitas – uma bem fácil para não ter como errar. Ficou bem bom. Sugestão de acompanhamento: molhinho de mostarda (leia-se mostarda com maionese), arroz branco e brócolis no alho.

(Foto: Luca Baroncini/ stock.xchng)

26/03/2011

Tarantino chique

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , às 10:00 am por Paula R.

Depois de perdermos a viagem na segunda-feira, fomos jantar no Shintori no meio da semana – a casa só aceita reservas e no site da Restaurant Week não havia nada sobre isso. De qualquer forma, na viagem perdida, já aproveitamos para solicitar a tal mesa. A casa é de 1975 e o prédio segue com as mesmas características da inauguração; me lembrou muito o tipo de restaurante em que o Quentin Tarantino filmaria algo na linha de Kill Bill I.

Passamos por uma roupa de samurai que impõe respeito para chegar ao bar, com suas cadeiras de design retrô, música ao vivo e pessoas que conversavam em voz baixa. Os 15 minutos de espera nem chegaram a ser um sacrifício: a parede dos fundos é toda de vidro e dá para um jardim japonês incrível. Também parecia uma paisagem cenográfica, com vegetação impecável, quedas d’água, carpas e lanterna de pedra. Enorme.

Nossa mesa ficava no andar de cima, que imagino ter sido reservado para a RW (R$ 29,90 o almoço e R$ 39,90 o jantar), pois tinha um público mais falante e de calças jeans. A decoração era clean e, ao mesmo tempo, marcantemente japonesa. Refletindo depois, acho que talvez tenha sido um dos restaurantes mais chiques que cheguei a ir, mas um chique diferente do estilo francês, ao qual estamos mais acostumados a atribuir refinamento.

A comida

O atendimento foi muito atencioso e o garçom até nos ajudou a entender a diferença entre sakê e shochu – ficamos com o primeiro. Do cardápio promocional, escolhi: sunomono (salada de pepino, sashimi de salmão, macarrão transparente e molho agridoce), Degustação Restaurant Week (pequenas porções individuais de peixe branco a milanesa, shimeji na manteiga, wasabi steak e shumai de frango com nira) – vi agora que no site diz que acompanha gohan (arroz branco) e missoshiru (sopa de pasta de soja), mas não foram servidos. A sobremesa era mizu yokan (gelatina de agar agar e frutas frescas).

A entrada era um verdadeiro trabalho arquitetônico, feita com fatias precisas de pepino dispostas sobre uma rodela de laranja e decoradas com o peixe e o restante dos ingredientes. Super bonito. E pequeno. A combinação criada para o evento estava bem gostosa, com destaque para o shumai, uma espécie de pastelzinho frito, e o peixe branco. Os pratos também vieram bem arrumados em cumbucas de louça japonesa, que eu amo, porém, em porções menores do que gostaríamos.

A culinária japonesa é uma das minhas preferidas, com exceção dos doces, que são suaves demais para o meu paladar. Acabei escolhendo a opção da gelatina de sobremesa, porque não sou fã da pitaya e da lichia, que compunham a outra opção, e me surpreendi. Era leve e encerrou bem o cardápio.

Sobre voltar, é claro que voltaria, mas para experimentar diversos pratos e comer bem, imagino que o preço saia alto. Nos guias que encontrei na internet, fala-se sobre um gasto de R$ 90 por cabeça – não duvidaria se fosse mais.

> Veja o cardápio completo da RW

Serviço:
Shintori
Al. Campinas , 600
Jardim Paulista – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3283-2455
www.shintori.com.br

(Fotos: clique sobre para saber mais. Não clique na do jardim, por favor)

15/03/2010

Aventuras gastronômicas nº15

Posted in Por aí tagged , , , , , , às 6:51 pm por Paula R.

Suco de cacau e peixe com camarões – Ilhéus (BA) – Micaela H. (2009)

“A primeira foto é na Fazenda Primavera, fazenda de cacau, experimentando o suco feito na hora. Grosso, doce e alimenta, mas é um pouco enjoativo. A segunda é do peixe vermelho com camarão que comi na Barraca Porto Bahia, na praia dos Milionários, em Ilhéus. Infelizmente não tem foto minha junto com o prato. Era tão bom que no último dia repetimos a dose pra despedir.”

> Participe da campanha

03/12/2009

Beijupirá

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , às 5:22 pm por Paula R.

Eu não fui de casalzinho para Porto de Galinhas, mas, se tivesse ido, o Beijupirá seria um bom lugar para um jantar romântico. A decoração é criativa e o ambiente iluminado por velas que ficam dentro de raladores de metal. O menu é mais caro, portanto, recomendado para datas especiais ou lua de mel.

De entrada, pedimos a porção “As trouxas” de pastéis montados num formato diferente, com recheios de aratu, charque, frango e camarão. Como prato principal, escolhi provar o peixe que dá nome à casa: o beijucastanha (filé de peixe na chapa coberto com castanha de caju na manteiga, batatas flambadas e arroz de espinafre).

Minha prima tinha comentado que o arroz pernambucano não costumava ser refogado como o nosso aqui do Sudeste, apenas fervido, mas só consegui reparar nisso neste prato. Realmente fica um pouco estranho, com uma textura diferente e um pouco sem gosto até, mas o peixe estava tão divino que eu não precisava de mais nada.

Com esses pratos e mais uma capiroska, minha conta saiu R$ 70.

O peixe

Segundo o site da casa, há uma lenda que diz que “o beijupirá é conhecido como o rei dos peixes. (…) quem o pesca o deve hastear uma bandeira branca ou vermelha, pois é um honra pescá-lo, e deve saborear com os amigos, dividindo assim a sua sorte”. Bonito, né?

> Por causa da iluminação, não consegui fotos legais do ambiente. Para conhecê-lo melhor, vale dar uma olhada no site do restaurante: http://www.beijupira.com.br/

Serviço:
Beijupirá
Rua Beijupirá, S/N, quadra 9, lote A
Ipojuca – Porto de Galinhas-PE
Tel.: (81) 3552-2354

30/11/2009

Porto de Galinhas

Posted in Pratos/restaurantes tagged , , , às 5:11 pm por Paula R.

Quando a gente está trabalhando, sentado em frente ao computador naquele “momento Dilbert“, um dos sonhos mais recorrentes é poder estar com os pés na areia e olhando o mar. Para completar o cenário, um peixinho frito para tomar com cerveja combinam tão perfeitamente que chegam a dar vontade de chorar.

Nos meus últimos dias de férias, fui para Porto de Galinhas pude fazer isso mais uma vez nesta vida. Na beira da praia, desgustei um peixe bem comum por lá: a agulhinha frita

Da primeira vez, a porção trazia ela inteira e a gente precisava abrir com a mão para tirar a espinha, que saía com facilidade. Tem gente que come até a cabeça ( Para quem é do interior: é o mesmo princípio do lambari). No outro dia, experimentei o filé, que poupava esse trabalho. Ambas versões aprovadas.

> Visite o site da cidade: www.portodegalinhas.com.br

(Fotos: Paula R.)