18/05/2013

Angu

Posted in Receitas de salgados tagged , , , , , , às 11:29 pm por Paula R.

IMG_4068

:. Fácil – Porção para 3 pessoas

Ingredientes:

1  L de água
1 copo de fubá (farinha de milho)
Azeite, sal e um dente de alho (ou um cubo de caldo de carne)
150 g de mussarela fatiada ou ralada
400 g de carne moída
½ calabresa defumada fatiada
1 lata de molho de tomate (ou molho caseiro de tomates frescos)
Cebola a gosto
Temperos para carne (ervas, tempero pronto, salsinha, alho…)

Modo de preparo:

– Leve a calabresa fatiada ao fogo médio, refogando até soltar um pouco de gordura. Acrescente a cebola picada e frite por alguns minutos.
– Adicione a carne moída à panela, juntamente com duas pitadas de sal e um pouco de tempero a sua escolha (tempero pronto, ervas, pimenta…). Mexa esporadicamente, mantendo a panela tampada a maior parte do tempo para cozinhar mais rápido.
– Prove para conferir o ponto de cozimento e de sal. Quando a carne estiver cozida, acrescente o molho e deixe mais um pouco em fogo baixo para que o molho pegue o sabor da carne. Confira se não é preciso adicionar mais sal. Reserve.
– Em outra panela, acrescente a água, o dente de alho inteiro (sem casca), um fio de azeite e uma colher (sobremesa) rasa de sal. Se preferir, adicione um cubo de caldo de carne. Leve ao fogo até ferver.
– Dilua o fubá com água em temperatura ambiente, mexendo até formar uma pasta.
– Retire o dente de alho da água fervente e acrescente a pasta de fubá aos poucos. Coloque o fogo no mínimo, mexendo até dar ponto no angu. É possível acrescentar mais água ou mais pasta de fubá para alcançar a textura desejada, mais ou menos mole respectivamente.

Modo de servir:

– Levar as panelas de angu e de carne com molho quentes à mesa.
– No próprio prato, cada pessoa pode se servir dos ingredientes na seguinte ordem: uma concha de angu, uma ou duas fatias de mussarela, outra concha de angu e, por cima, a carne.
– Se preferir, acrescente a mussarela na própria panela de angu assim que desligar do cozimento. Mexa bem para o queijo derreter uniformemente.
– Detalhe: comer de colher!

Nota: a carne ensopada pode ser frango (em pedaços ou desfiado), miúdos ou carne de panela, conforme o gosto do freguês. Uma opção vegetariana pode ser preparada com refogado de cogumelos, que também fica uma delícia!

:. Historinha…

Nossa, como fazia tempo que eu não postava uma receita por aqui! Acho que é sinal de que não tenho inovado muito na cozinha – não gostei do pavê que tentei no Reveillon, por isso ele nem apareceu no blog.
O angu é um prato típico dos escravos, que o preparavam acompanhado de miúdos e carne seca. O angu é “parente” de outras receitas igualmente populares no Brasil até hoje, como a polenta (prato italiano) e do pirão, feito com farinha de mandioca.
Há tempos estava com vontade de comer angu, um prato que me lembra muito a minha infância. Minha mãe o preparava geralmente acompanhado de coxas de frango ensopadas e eu adorava brincar com o fio de queijo derretido que se forma a cada bocado. Me dei conta de que nunca tinha feito angu, apesar da simplicidade da receita e, nesse sábado, liguei para minha mãe para anotar o passo a passo. Deu certo de primeira e casou perfeitamente com o friozinho que está fazendo em São Paulo por esses dias.

(Foto: Paula R. A fumaça de calor até embaçou o prato!)

:. Você já segue o Órfã no FB? Lá tem posts e umas cositas más.

13/01/2011

Ofélia da ficção

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , às 11:54 pm por Paula R.

Foi com minha mãe que dei meus primeiros passos na cozinha (e é pra ela que, ainda hoje, ligo quando esqueço algum detalhe). Ontem foi seu aniversário e, de presente, resolvi inverter um pouco os papéis e ensiná-la a cozinhar. Não exatamente eu, na verdade, mas a Dona Benta.

O livro “Dona Benta – Comer bem” (2007, Ed. IBEP, 1120 págs.) se inspira na avó e dona do Sítio do Pica-Pau Amarelo, criação de Monteiro Lobato.  Lançado em 1940, o livro teve pesos e medidas adaptados aos dias de hoje, inclusive considerando a existência de eletrodomésticos como freezer e microondas.

No total, são de mais de 1.500 receitas, muitas bem brasileiras como arroz de carreteiro e feijoada, e há capítulos de entradas, salgadinhos, molhos, peixes, massas, doces, salgados… Também foram incluídas 200 sugestões de receitas “contemporâneas” não usuais no anos 40. Em breve, comerei – e testarei – várias delas e venho contar aqui.

Minha única dúvida: no Sítio, não era a tia Anastácia que cozinhava?

(Foto: reprodução do Submarino)

10/01/2011

Desenhos premiados

Posted in Top 5 tagged , , , , às 11:56 am por Paula R.

No fim do ano, o blog “They draw and cook” realizou um concurso bacana com seus leitores. Dentre os quatro ganhadores, meu favorito foi o terceiro lugar, que achei bem divertido. Destaque também para o quarto premiado, que transforma as receitas em história em quadrinhos e já tinha aparecido por lá outras vezes.

:. Clique nas imagens para ver as receitas ampliadas. 


1º lugar: Daniela Garreton (Chile)


2º lugar: Eliza DeVogel (EUA)


3º lugar: Paula Pertile (EUA) 


4º lugar: Weef (Inglaterra)

> Mais sobre o They draw and cook 

 (Imgs: reprodução do site)

31/10/2010

Dia das Bruxas

Posted in Por aí tagged , , , , , às 11:32 pm por Paula R.

Alguns desenhos do “They draw and cook” só para mostrar que tudo pode inspirar boas receitas.




:. Clique nas imagens para ver as receitas grandes.

> Leia mais sobre o site aqui

06/10/2010

Eles desenham e cozinham

Posted in Artes Plásticas, Por aí tagged , , , , às 4:59 pm por Paula R.


Hoje a @vannmarques recomendou, via Twitter, o blog They Draw and Cook, que ainda não conhecia. Ele foi criado por um casal de irmãos norte-americanos, Nate e Salli, que são designers especializados na criação de cartões. O blog reúne receitas culinárias transformadas em ilustrações e aceita colaborações por e-mail, por isso há tantos estilos diferentes de desenhos.

Não consegui sair antes de ver todos. Achei um mais legal que o outro e tive dificuldades para escolher as receitas que ilustrariam esse post. Como as colaborações vêm do mundo todo, os temas das receitas também são os mais variados – algumas vezes, até um ovo cozido ou a sugestão de pedir pizza por telefone ficam divertidos.

Todas as receitas enviadas no mês de outubro participarão de uma seleção para serem publicadas num livro sobre o blog. Se alguém tiver interesse, o e-mail é theydrawandcook@gmail.com (eu bem que queria desenhar melhor…). Há também espaço para desenhos de crianças.

Visite:
> http://www.theydrawandcook.com/
> http://studiosss.blogspot.com/

:. Para ver as receitas em tamanho grande, clique sobre as imagens.


12/05/2010

Leite condensado

Posted in Receitas de doces tagged , , , , às 5:32 pm por Paula R.

Taí uma das coisas que figuram entre as maiores unanimidades gastronômicas. Pelo menos entre os “doçólatras”. É com ele que fazemos os docinhos (brigadeiro!), pudins, batidas e damos um up em qualquer salada de fruta. Abacaxi com leite condensado é tudo de bom!

Já a origem do produto é um pouco controversa na internet. Segundo a Wikipedia, ele teria sido resultado dos experimentos do francês Nicolas Appert (1749-1841), que descobriu que o aquecimento de alimentos em recipientes fechados podia interromper o processo de fermentação. Isso por volta de 1820.

Mas sua patente seria registrada somente em 1856 pelo norte-americano (sempre eles!) Gail Borden (1801-1874), que tentando desidratar o leite de vaca comum, descobriu que, antes de atingir o estado de leite em pó, se transformava no condensado. Com um maior tempo de duração, esse tipo de leite teria sido muito usado para alimentar os soldados na Guerra da Secessão nos EUA (1861-1865).

Detalhe: inicialmente o leite condensado era consumido diluído na água, para se tomar como leite. E, pelo visto, a coisa começou a descambar aqui no Brasil mesmo. Sorte nossa.

Você faz maravilhas com Leite Moça*

Já a história do leite condensado mais popular por aqui começou na Suíça. Segundo o site da fabricante, a Nestlé and Anglo Swiss Condensed Milk Co surgiu, em 1905, da sociedade entre o químico alemão (e morador da Suíça), Henri Nestlé, que criou uma farinha à base de leite e cereais – a Farinha Láctea -, e o americano George H. Page, que estava fabricando leite condensado na cidade suíça de Cham, se aproveitando do leite abundante e de boa qualidade produzido no País.

No Brasil, o leite condensado começou a ser comercializado em 1890 com o nome inglês Milkmaid, tradução de La Laitière, que significa a “vendedora de leite”, uma figura tipicamente suíça e que ilustrava as embalagens. Como as pessoas tinham dificuldade para pronunciar o nome, passaram a chamar o produto de “o leite da moça”. Quando começou a ser fabricado por aqui, em 1921, a Nestlé optou pela nome já usado pelos consumidores. Legal, né?

*No final de 2009, foram relançados os rótulos de 1937, 1946, 1957, 1970 e 1983, revestindo o formato acinturado mais recente. São esses aí de cima.

O blog

Depois de ler tudo isso sobre sua história, dá vontade mesmo é de comer algo preparado com ele. Para isso, recomendo o Leite Condensado, um blog especializado em receitas que utilizam o produto na confecção. São dois anos no ar e mais de 400 receitas.

> Visite: http://www.leitecondensado.com/

Nós também temos:

> Brigadeiro de café
> Palha italiana
> Mousse de maracujá
> Pudim de Baileys
> Pavê de Bis
> Batida de pêssego
> Sobremesa rápida de morango