29/12/2011

Conhecendo Nakombi

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 12:13 pm por Paula R.

Quando mudei para São Paulo, ávida por conhecer novos restaurantes, em especial os de culinária japonesa, logo me interessei pelo Nakombi. Pelo logo simpático e o trocadilho com o nome da perua, imaginei que funcionasse em uma espécie de trailer ou que tivesse começado assim. Quando li a primeira resenha sobre a casa e conferi a faixa de preços, acabei desistindo da visita.

Isso foi há mais de dez anos e só mês passado pus fim a essa espera. Fomos a uma unidade da Vila Olímpia a convite de um casal de amigos, também apaixonados por cardápios nipônicos, que tinham algumas promoções do Peixe Urbano para gastar. Reservamos mesa.

O lugar é bem bonito, uma pequena réplica de uma vila japonesa da época feudal, se não me engano, com direito a lago com carpas, ponte e tatames iluminados com lanternas vermelhas. No pátio principal, uma Kombi verde adaptada para funcionar como sushi bar. Pelo que li, o restaurante foi fundado em 1997 e o nome foi pensado justamente a partir da ideia de se vender sushis e sashimis pelas ruas de São Paulo com a perua, o que não chegou a ser verdade.

Comemos combinados de salmão, alguns temakis e um carpaccio de peixe branco chamado “Nora Jones”, acompanhados de saquê. Estava tudo muito gostoso e bem preparado – com exeção do peixe com nome de cantora, que estava duro e exigia um pouco mais da mastigação. Gostei bastante do lugar e da comida, mas não sei se os pratos têm algo que justifique o preço acima da média. Mesmo com os combos, que nossos amigos não nos deixaram pagar, a conta ficou entre R$ 130 e R$ 150 o casal – um temaki de atum sai por R$ 22, por exemplo.

Portanto, se quiser conhecer o famoso restaurante, fique de olho nos sites de compra coletiva. Eu vou ficar.

Serviço:

Nakombi*
Rua Funchal, 418
Vila Olímpia – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3842-8866
www.nakombi.com.br
*Há também outras unidades na Vila Olímpia e Morumbi.

(Fotos: clique nas imagens para saber de onde foram reproduzidas)

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27/12/2011

Suri Ceviche

Posted in Bares/Restaurantes tagged , , , , , às 11:26 am por Paula R.

Vejam só como são as coisas. Minha ideia de escrever um post sobre um restaurante típico peruano e especular sobre a influência da culinária japonesa no país acaba de ir por terra. Com uma breve pesquisa na internet, descobri que o Suri Ceviche é, na verdade, colombiano e que há indícios de ceviches preparados há cerca de 2 mil a.C. entre os índios peruanos. Diante disso e do fato do ceviche ser um prato Patrimônio da Cultura Nacional do Peru, acho que meu equívoco inicial é justificável. O prato também parece ser recorrente em outras culinárias latinoamericanas como a do Equador, Costa Rica, México etc.

Desde que vi a casa numa dessas listas de “Melhores do Ano de2010”, acho que na categoria “Novidade” ou algo assim, fiquei com vontade de conhecê-la. Acabei perdendo a oportunidade de provar seu menu na última RW, mas resolvemos isso há mais ou menos um mês, numa sexta-feira qualquer. Consegui ir a pé do meu trabalho e, chegando por volta das 20 horas, não pegamos fila – quando saímos já havia espera.

Apesar das mesas um pouco próximas demais para o meu gosto, o ambiente é agradável, com iluminação aconchegante, música ambiente suave e mesas enfeitadas com vasinhos de flores charmosos. O andar de baixo, que tem o balcão, me pareceu mais interessante. Meu palpite para a média de idade do público é de 35 anos para cima.

A comida

De entrada, pedimos uma porção de pastel de polvo (R$ 18) com quatro unidades, de bom tamanho, e um ceviche cada. O meu era o chifa (por volta de R$ 35), feito com camarão, lula e corvina com molho de tamarindo e tempurá de batata doce – pedi com pimenta suave. Estava uma delícia! O molho de tamarindo quebrou a acidez do prato e a batata doce foi o complemento perfeito. Talvez só preferisse que fosse feito apenas com peixe por conta da textura dos outros frutos do mar.

Como atualmente tenho comido menos, o prato e os pastéis foram suficientes, mas acho que a conta sairia meio alta se tivéssemos enveredado pelos pratos quentes, ainda mais com a long neck a R$ 8.

Serviço:
Suri Ceviche
Rua Matheus Grou, 488
Pinheiros – São Paulo-SP
Tel.: (11) 3034-1763
http://www.suri.com.br

(Fotos: reprodução do site da casa)

26/12/2011

Coisas simples. E essenciais

Posted in Por aí tagged , às 6:03 pm por Paula R.


Andei um pouco (mais) sumida por conta de todos os afazeres, previstos e imprevistos, que nos acometem no fim do ano. No meio de tanta coisa, o blog acabou sendo um pouco negligenciado, mas pretendo me redimir a partir de agora. Meta da semana: resenhar todos os restaurantes pendentes antes que 2011 acabe.

De férias (e apesar do calor), estou curtindo um pouco a família – a geleia de pitanga do pai, o doce de goiaba da tia, que veio ainda quente dentro do pote, o tomate seco divino feito pelo primo que faz gastronomia e do qual peguei a receita, obviamente. Tive ainda um bônus com o croquete de batata e carne, feito somente no Dia dos Pais e no aniversário do meu, que teve edição inédita no almoço do dia 24. Um clássico.

Na ceia, inovamos com o Chester desossado e o lombo de sempre, desta vez, feito na panela – o molhinho com creme de leite e vinho branco está entre as melhores coisas do mundo. Testarei em breve. Além dos pratos típicos, estou me esbaldando com as frutas da época. Ah, como adoro cerejas!

Também merecerão resenhas em breve um chocolate belga, um pecorino e um doce de leite de ovelha, mas tudo a seu tempo. O destaque de hoje fica para as pitangas que como direto do pé no jardim todo dia. Coisa de casa de mãe com gosto de casa de vó.

(Foto: Paula R.)

11/12/2011

Manteiga derretida

Posted in Filmes/TV tagged , , às 1:22 pm por Paula R.

Quando falo que já chorei em comercial de presunto, meus amigos costumam dar risada. Mas não é um comercial qualquer, poxa vida! Esbarrei com ele de novo e resolvi compartilhar. Me digam se não dá pelo menos um nozinho na garganta?

05/12/2011

Grande Sertão

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , às 11:59 pm por Paula R.

Meus posts sobre minha ida ao cerrado ficariam incompletos enquanto não falasse sobre a Cooperativa Grande Sertão, de Montes Claros (MG), que conheci quando visitei  um dos assentamentos onde o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas atua. Na hora de ir embora, ganhamos uma ecobag com alguns produtos locais – todos produzidos de forma agroecológica ou extrativista – como mel, farinha, açúcar mascavo, arroz e uma cachaça, que já foi aberta e ficou fora da foto.

Além do cuidado em presentear os visitantes, destaco a atenção com a identidade visual da marca; os rótulos são pensadamente simples, para dar um ar retrô e nos remeter à época em que se comprava comida em armazéns de secos e molhados. Um charme! Os produtos podem ser encontrados, entre outros lugares, no casarão Solar dos Sertões que fica em frente à primeira praça da cidade e está sendo restaurado.

Cooperativas possibilitam que pequenos produtores, unidos, consigam escoar sua produção de maneira mais competitiva. Gostei de conhecer um pouco mais desse trabalho. Sobre a qualidade dos produtos, volto aqui depois para falar mais, mas já adianto que a “branquinha” está aprovada.

> Mais no site: www.caa.org.br.

(Foto: Paula R.)

03/12/2011

Como anda seu preconceito?

Posted in Bebidas, Filmes/TV tagged , , , , , , , às 3:31 pm por Paula R.

E eu sigo achando as propagandas (e ações de marketing) de cervejas lá de fora muito mais interessantes que as daqui. A qualidade seria proporcional à da bebida?

> Veja também: Sapporo, Kronenbourg 1664, Heineken e mais Heineken.

02/12/2011

Tudo por um biscoito

Posted in Sopa de Letrinhas tagged , , , , às 6:20 pm por Paula R.



:. Clique nas tirinhas para ler melhor.

(Imgs: Bill Watterson. Mais aqui.)