08/02/2013

Uma decisão e dois presentes

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , , , às 11:49 am por Paula R.

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Sabe quando a gente tem aquelas ideias que parecem incríveis, mas, quando vai colocá-las em prática, percebe que nem eram tão boas assim? Então, uma delas foi a minha decisão de tentar recuperar o tempo perdido (sem internet) nas férias escrevendo posts em ordem cronológica, postados em datas “fake” de dezembro, para não ficarem distantes de quando realmente aconteceram.

Deu certo por uns tempos, mas o material bruto era extenso e eu não consegui seguir o ritmo de escrita previsto. Resultado: o blog ficou desatualizado, tanto no calendário real como no “paralelo”, e os assuntos novos que pipocam todos os dias estão se acumulando ou ficando desatualizados.

Enfim, como a vantagem de ter um blog é criar e subverter regras quando a gente bem entende, voltei parcialmente atrás da minha decisão. Vou recomeçar a atualizar o Órfã a partir de hoje, porém, mantendo os novos posts da viagem (sim, ainda faltam vários!) com datas antigas. Portanto, quem quiser saber mais das aventuras gastronômicas por terras andinas, vai ter que procurar os textos de antes do Yellow Submarine. Bem-vindos à minha bagunça!

Da terra da rainha

Um dos posts que estava pendente era sobre dois presentes que ganhei no fim do ano. O Yellow Submarine para fazer chás era um desejo antigo e veio acompanhado de uma caixinha artesanal – existem presentes mais carinhosos do que os feitos à mão? Coincidentemente, outra amiga me trouxe um jogo de latinhas com chá de Londres, onde ela viu os Jogos Olímpicos. Tinha como haver sincronicidade maior?

:. Special thanks às amigas Taís C. P. e Elaine C.

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16/12/2012

Sobre os doces

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , , às 9:23 pm por Paula R.

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Como adiantei, a comida não foi a melhor parte de nossa viagem, mas, os doces eram particularmente desinteressantes – acho que só perdiam para as bebidas sem gelo. O primeiro sorvete que tomei foi um de chicha morada (suco de milho roxo), da marca D’Onofrio, que é a representante da Nestlé no Peru e Bolívia.

Apesar da criatividade do sabor, o picolé tinha gosto de bala/chiclete. Minha segunda tentativa foi com um sorvete com casca de chocolate, que também não convenceu. Dos de massa, acabei não tomando. Os bolos eram curiosos, pareciam vestidos de festas de 15 anos dos anos 80, cheios de chantilis coloridos e arabescos, porém não cheguei a provar.

Nossa sobremesa mais frenquente eram os chocolates, em especial o “Triangulo” (mesclado, ao leite ou de capuccino) e o “Sublime” (ao leite, branco ou com amendoins). Os preços eram baratos, entre R$ 1 e R$ 2 e eram encontrados em todos os lugares. Não havia muita opção de chocolate nacional em ambos os países; ou vendiam um desses da D’Onofrio ou os importados como Snickers e Kit Kat.

Também gostei do costume de tomar pipoca doce com iogurte no café da manhã. A textura é diferente, sem parecer pipoca estourada, como que uma versão de derreter na boca daquelas meios borrachudas da infância.

Para finalizar, a recordação mais doce que levo dessa viagem (trocadilho!) foi a bolacha Oreo, da Nabisco, que vendia em todos os lugares, em práticos pacotes com quatro unidades. Nos idos anos 90, a Oreo era uma das minha bolachas favoritas da adolescência ao lado da Chocolícia, mas saiu de linha no Brasil e eu fiquei órfã – não, não adianta falar que é parecida com a Negresco! Andávamos sempre com pacotinhos na mochila e ainda trouxe na mala alguns para matar a saudade.

Nota: uma opção bem popular de doce eram as gelatinas e flans vendidas em copos, que também não provei. Ver foto.

:. Escrito em 03/mar. Mais sobre a viagem aqui.

(Fotos: Paula R. + reprodução daqui)

04/12/2012

Chá de coca

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , , às 10:50 am por Paula R.

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Depois de nossa passagem-relâmpago por Lima, viajamos para Cusco, que fica a mais de 3.400 m de altura e posso afirmar: jogador de futebol que diz que perdeu para a altitude não está mentindo. Os efeitos do chamado “soroche” variam de pessoa para pessoa, incluindo vômito, dor de cabeça, cansaço, tontura, diarreia, falta de ar, entre outros.

As farmácias anunciavam um remédio que combateria o mal-estar (“pill of soroche”), mas nós nos precavemos com a clássica folha de coca (Erythroxylum coca). Para os desavisados, a folha não é entorpecente – há uma série de processos químicos até chegar à droga. A folha atua como vasodilatador e, além dos males da altitude, ajuda a combater dores de cabeça e cólicas.

Começávamos o dia com o chá de coca, levávamos caramelos de coca na bolsa e, na Bolívia, apelamos para as folhas in natura – versão um pouco incômoda, pois é preciso mascar um bocado generoso, que fica guardado na bochecha. Com isso, passamos quase ilesos aos problemas gerais, tirando o cansaço para subir e descer escadas, que parecia inevitável.

O chá acabou se tornando nossa bebida de café da manhã, uma vez que só havia a opção de café instantâneo e, raramente, um leite em pó bem sem graça. Para acompanhar, sempre havia ovos mexidos, um pãozinho redondo leve – que também deveria ser à base de água, mas não tinha nada a ver com o francês – geleia de morango, manteiga e uma pipoca doce para ser consumida com iogurte. Um pingado e um filão com frios entraram para a lista das “coisas que sentimos falta” durante a viagem.

:. O chá da foto foi servido pelo pessoal do Casa Elena, quando chegamos. Hotelzinho recomendadíssimo!

:. Escrito em 30/dez. Mais sobre a viagem aqui.

(Foto: Paula R.)

17/09/2012

A volta do Lollo

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , às 4:14 pm por Paula R.

A embalagem de papel com uma simpática vaquinha amarela era a marca registrada do chocolate Lollo, que marcou a infância do pessoal nos anos 80. Em 1992, devido a uma estratégia de mercado que a criançada não entendeu, o doce passou a se chamar Milkybar e trazia estampado um mascote americanizado, como se a embalagem em si fosse um personagem.

Não sei explicar se houve mudança na fórmula, se foi o nome inglês ou a ausência da vaquinha, mas o chocolate perdeu popularidade vertiginosamente e passou a ser coadjuvante das caixas de bombom Especialidades.

Hoje saiu a notícia de que a Nestlé quer aproveitar a onda saudosista do mercado consumidor adulto e vai relançar o Lollo, com embalagem e fórmula originais, por tempo limitado. Em 2010, fiquei eufórica com o relançamento do Brown Cow, outro ícone da minha infância, e acabei me decepcionando um pouco.

Não sei se a fórmula tinha mudado ou se, simplesmente, meu paladar mudou. A gente cresce e aquele refrigerante incrível de abacaxi passa a ser doce demais, né? De qualquer forma, vou pagar para ver. E, é claro, venho contar aqui.

Para ilustrar, reproduzo uma montagem que fiz lá em 2009 com um “antes e depois” de chocolates:

(Foto: reprodução do UOL)

29/07/2012

Açúcar demerara

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , às 4:39 pm por Paula R.

A dieta restritiva* tem me feito descobrir receitas e produtos que nunca tinham me chamado a atenção. Como a regra geral me impede de consumir industrializados, adoçantes e açúcar refinado também entraram na dança, o que me levou a consumir, finalmente, o mascavo da cooperativa Grande Sertão, que ganhei no assentamento do alto de Minas.

Os doces de banana que fiz ficaram incríveis, mas os chás e sucos acabam com o sabor um pouco alterado por conta do gosto de rapadura característico. Com o tempo, a gente se acostuma, é claro.

Outro dia estava viajando e, como não ando com um punhado de açúcar mascavo na bolsa, resolvi dar um pulo no mercado e encontrei esse tal de açúcar demerara. Não sabia examente do que se tratava, mas os dizeres “livre de aditivos” me convenceram a comprar. O produto parece ser um estágio entre o mascavo e o cristal e tem a vantagem de não adulterar o sabor original dos alimentos.

Segundo li por aí, o mascavo é o açúcar bruto, extraído depois do cozimento do caldo de cana, e não é refinado, conservando o cálcio, o ferro e os sais mineirais. Enquanto o demerara passa por um refinamento leve, mas não recebe nenhum aditivo químico, o que mantém seus valores nutricionais altos, parecidos com os do mascavo.

O demerara que comprei é da União, linha Naturale, e vi que há também opção da Native, que ainda é orgânico.

> Confira as definições de diversos açúcares (cristal, de confeiteiro, orgânico…) nessa matéria da Mundo Estranho.

*Sobre a dieta antialérgica: aqui e aqui.

(Foto: reprodução do site da União)

11/06/2012

Momento “Eu quero!”

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , , às 11:50 am por Paula R.


Almofadas com estampa dos chicletes Marukawa, um clássico da Liberdade. À venda na FTC Shop.

Linha completa inspirada na paçoquinha Amor, da Tok & Stok. Quem quiser deve aproveitar, pois essas coleções costumam ter tempo limitado.

(Fotos: reprodução daqui e daqui)

11/04/2012

Provando a Gastromotiva

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , às 5:22 pm por Paula R.

No comecinho de 2010, quando conheci a Gastromotiva por ser vencedora da 1ª edição do Prêmio Empreendedor Social de Futuro, não imaginava que nossos caminhos se cruzariam mais de dois anos depois. O mundo deu suas voltas e essa semana tive a oportunidade de provar alguns petiscos produzidos por eles num evento no meu trabalho.

Tinha focaccia com sal grosso e alecrim e pão integral de aveia para comer com patê de três queijos, salpicão de frango ou geleia. Tudo estava bem gostoso, suave. Até o pão pita ganhou novo status com manteiga clarificada, limão siciliano e alecrim. Amei!

Também fiquei surpresa com o que hortelã triturado pode fazer com uma salada de frutas picadas bem miudinhas. Mas o meu item favorito foi a geleia de maracujá com pimenta – e olha que estou na categoria “dente de leite” no quesito pimentas. Cada ingrediente neutralizava as características mais marcantes do outro num resultado pra lá de interessante, nem ácido, nem enjoativo, nem ardido.

Acredito que a geleia e os pães podem ser comprados pelos contatos abaixo, mas o forte da Gastromotiva é formar jovens de baixa renda em profissionais da área de cozinha, além de funcionar como incubadora de negócios de empresas gastronômicas. Entenda um pouco mais no site www.gastromotiva.org.

Serviço:
Gastromotiva
Rua Aurélia, 1785 A
Vila Romana – São Paulo-SP
Tel.: (11) 2924-0300

(Fotos: reprodução do site)

09/04/2012

Post atrasado

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 5:19 pm por Paula R.

Acaba de passar o feriado mais chocolateiro do ano e só agora consigo um tempinho para falar da Chocolândia. Mea culpa! Fui na unidade do Ipiranga da rede que é especializada em chocolates, mas também tem uma seção de supermercado, de matéria-prima para doceiras e de guloseimas em atacado.

Fiz minhas compras de Páscoa por lá e economizei de R$ 8 a R$ 12 nos ovos e caixas de Ferrero Roche. Sem contar a infinidade de cestas, embalagens, coelhos, que deixam a gente meio enlouquecida. Além do chocolate, saí com caixas de chicletes, paçoquinha, enfim, um verdadeiro atentado a qualquer dieta.

Pelo que vi no site, eles também dão cursos de culinária.

Serviço:
Chocolândia*
Rua Silva Bueno, 2040
Ipiranga – São Paulo-SP
Tel.: (11) 2889-7600
www.chocolandia.com.br
*Há também unidades na Lapa, Santo Amaro, Tatuapé e Santo André.

:. Dica da Taís C.P.

15/02/2012

Para marmanjos de TPM

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , , , às 11:20 pm por Paula R.


Esse é o calendário mais criativo que vi nos últimos anos. Na verdade, ele é um mero detalhe da caixa que vem com 12 latinhas recheadas de bombons inspirados nas personalidades das pin ups que ilustram as embalagens.  No total, são 3 kg de chocolate.

As pinturas foram feitas a partir de fotos com modelos, produzidas para representar arquétipos femininos (do imaginário masculino) – há a enfermeira, a professora, a inocente e por aí vai. O projeto Chocolates with Attitude é dinamarquês e foi desenvolvido pela Brandhouse e Bessermachen DesignStudio, com receita da Konnerup e ilustrações de Niels Ditlev. Preço e formas de comprar não descobri.

> Mais detalhes (bem detalhados) aqui: www.chocolateswithattitude.dk.

(Fotos: reprodução daqui e daqui)

05/02/2012

OMG!

Posted in Aprovados (ou não) tagged , , às 7:12 pm por Paula R.

Não sei como não tinha sonhado ainda com uma Nutella, aquele creme de chocolate com avelã nascido na Itália, feita com Ovomaltine, o achocolatado crocante que salva qualquer milkshake. E olha que agora ele existe! Dia desses meu cunhado apareceu com a novidade em casa, o Creme Crocante de Ovomaltine que está chegando diretamente da Bélgica.

Apesar de não ter nada a ver com empresa que produz a Nutella, acho que com a descrição acima dá para imaginar o resultado, não? Provei com bolachas e torradas, mas a vontade mesmo era de comer de colher. Não recomendo o pote de 180g, pois acaba muito rápido. Pessoas em dieta devem manter distância.

Mais no site: www.ovomaltine.com.br.

(Foto: reprodução do site do produto)

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